5 de julho de 2005

De bestial...

... a besta!
Ou vice-versa!

Como acontece, vezes demais, com as figuras públicas, em geral, e com os jogadores de futebol, em particular, pequenas (grandes) coisas conseguem mudar radicalmente a sua imagem, reputação e notoriedade.

No caso do meu ex-adorado João Pinto, ainda hoje não lhe perdoo ter conseguido envergar uma camisola verde, cor que nunca favoreceu, nem favorecerá um louro. ;)
Já o Ricardo, 'grande' guarda-redes da selecção nacional, fez o percurso inverso e converteu-se em herói (para alguns) ao marcar um penalty decisivo e defender um outro sem luvas.
E para não ir buscar histórias ainda mais antigas, de 'Paulos Sousa & Cia', passemos directamente ao assunto que me fez escrever este texto... o Miguel!




Não sei porquê mas, desta vez, não consigo, com a mesma ligeireza, passar ao ataque faccioso, cego e vingativo.
Não concordo com quem o acusa de agir de má-fé.
Não vou tão longe como alguns, afirmando que o Miguel está a cuspir no prato em que comeu.
Não consigo esquecer, nem posso deixar de agradecer tudo o que este jogador ofereceu ao SLBenfica.
E a minha admiração pelo 'Obikwelu do futebol' não vai cessar com a sua eventual saída do Clube (mesmo que passe a equipar de azul e branco, como já ouvi dizer...).

Mas toda esta história desiludiu-me sobremaneira.
Teria sentido o mesmo se tivesse acontecido com o bébé Moreira, o grande Manuel Fernandes ou o enorme Petit.
Quero acreditar que um dos meus jogadores favoritos foi aliciado e está a ser manipulado.
Quero defendê-lo e rotulá-lo de 'ingénuo' e 'néscio' para não ter de o considerar 'calculista' e 'ingrato'.

Como a minha real vontade era desancar os 'representantes' do jogador, mas não tenho a veia literária demolidora do Gwaihir, faço minhas as suas palavras.
E continuarei para sempre a interrogar-me o que terá levado um jogador do Glorioso a escolher tais criaturas para defender os seus interesses...