15 de novembro de 2004

Loura!!

Nos últimos dias, ouvi, por mais de uma vez, a expressão jocosa e trocista: "Loura!!"
Not a good sign, hmm? ;)
Bem sei que os 'detractores' em questão não utilizaram a expressão de forma maldosa (uma vez que os conheço bem) foram mesmo quase carinhosos, mas o que é certo é que a mesma encerra uma série de conotações 'negativas'.
Ou não....?

Nasci com o cabelo tão claro e tão fino que parecia que nem sequer tinha cabelo.
Uma espécie de 'bébé careca'.
Sempre fui russita mas claro que, com o tempo, o cabelo foi escurecendo.
No entanto, e por comparação, acabo quase sempre por ter o cabelo mais claro que a generalidade dos portugueses.
O que faz com que algumas pessoas me considerem, efectivamente, loura.

Mas, hoje em dia, não sou um caso raro.
Já repararam que cada vez há mais loiras em Portugal?!?!
Falsas ou verdadeiras, é difícil ajuizar.
O que é certo é que as há!
E de todas as idades...
Um amigo meu até costuma dizer, por brincadeira que, "a partir de uma certa idade, as senhoras ficam louras!".

Afinal, se a conotação desta cor de cabelo é 'negativa', não entendo porque é que tantas mulheres não resistem a torná-la a sua...
E se as nossas jovens já nascem com o cabelo claro, o que quererá isso dizer?
Que cada vez mais temos nascimentos de casamentos entre portugueses e nórdicos?
Que é apenas um fenómeno natural resultante de uma maior exposição solar e de invernos menos prolongados e menos rigorosos?
Ou, mais simplesmente, que estamos a perder inteligência? ;)

11 de novembro de 2004

Essa agora!!!

Ontem participei de uma discussão deveras interessante.

O tema:
"Qual dos sexos é mais 'sexual'?"

Os intervenientes:
2 homens e 2 mulheres.

Uma das opiniões masculinas:
- O homem tem mais apetência ("... pelo menos uma vez por dia em oposição a uma vez por semana, no caso da mulher...");
- O homem tem maior capacidade e resistência;
- O homem é, por natureza, um tarado sexual (!) e isso é perfeitamente aceite pela sociedade.

Outra das opiniões masculinas:
- A sexualidade já foi prerrogativa masculina;
- Depois de uma época de transição, assiste-se a uma era onde "elas são 'piores' que eles".

A opinião feminina:
- A condicionante sexual é resultado da educação e da tradição ("... uma menina não faz isto, uma senhora não faz aquilo...");
- Após várias gerações de repressão e opressão, assiste-se a um "boom" da sexualidade feminina, finalmente aceite, permitida e encarada até com naturalidade;
- Como acontece com o fim de tantas outras situações repressivas (e por este motivo) vive-se talvez um exagero da mesma;
- A mulher é (e sempre foi) tão ou mais sexual do que o homem;
- A mulher é (e sempre foi), sem dúvida, mais resistente!

A vossa opinião:
- ......

10 de novembro de 2004

Fotografia

Revelei, há pouco tempo, 2 rolos fotográficos com imagens da minha última viagem de férias.
Como já perceberam, "eu ainda sou do tempo" em que se tinha que esperar, pacientemente, o fim de um rolo e a respectiva revelação para ver, finalmente, o tão desejado output.
O curioso é que continuo a gostar do processo!
A surpresa de descobrir, num rolo antigo, fotos que já nem me lembrava que tinha tirado ou o prazer de descobrir uma fotografia bem conseguida... daquelas que fazemos questão em emoldurar ou colocar em algum local de destaque.
E o termos de esperar por isso (lembram-se da "adrenalina da antecipação"?).
A esperança de um bom resultado que dura, desta forma, mais do que alguns segundos: os necessários para ver uma foto em formato digital.

Mas porque será tão difícil tirar uma boa foto?
Porque é raríssimo conseguir captar a beleza que os nossos olhos vêem?
Porque é que a imagem fica quase sempre aquém da realidade?
Porque é o resultado final tantas vezes uma desilusão?
Porque será a fotogenia uma qualidade tão difícil de atingir?

Quando vejo, numa fotografia, uma linda paisagem ou um retrato favorecedor, interrogo-me se esse resultado terá sido conseguido 'ao natural'?
Os artistas ou os talentos inatos sabem jogar com a luz, com os ângulos, com a cor.
Sabem descobrir pormenores e captar o momento em que os detalhes se conjugaram numa imagem para recordar.
No entanto, também sabem dissimular defeitos e ocultar imperfeições.
E conseguem, por vezes, criar o que, para um olho menos 'clínico', nem sequer estava lá.
Os restantes mortais sujeitam-se à sorte do instante.

Pessoalmente, acredito que não nasci para fotógrafa.
São mesmo muito raras as fotos que considero terem valido a pena.
Se bem que admito que seja algo que se pode aprender, a arte da fotografia é um talento que nasce (ou não) connosco.
E, nesse aspecto, nasci sozinha. ;)

9 de novembro de 2004

A novela de Deus

Por volta dos meus 8 anos de idade, raramente (para não dizer nunca) desesperava por desgostos de amor.
Não riam!!
É claro que uma criança de 8 anos (principalmente, uma menina) tem desgostos de amor!
O que vos estou a dizer é que não os encarava como uma tragédia.
O que acontecia é que acreditava piamente serem apenas percalços, pequenas contrariedades, obstáculos a vencer.
Porque estava plenamente convencida que, "no fim, tudo acabaria bem".
Na minha imaginação infantil, éramos assim como que a novela particular de Deus.
Uma série de peripécias que O entretinham, com recompensas para os 'bons' e castigos para os 'maus'.
E, sendo assim, à noite sonhava que eu e o meu 'príncipe' acabaríamos por ficar juntos, felizes para sempre.

O que será que me aconteceu, entretanto?
Cresci, sem dúvida!
Mas entristece-me perceber que perdi completamente o romantismo.
Actualmente (ou não fosse eu a pisciana assumida que já vos confessei ser) pareço encarnar exactamente a postura oposta.
Frieza e racionalidade, por vezes, em excesso.
Análise constante dos factos e cinismo.
Descrença e desconfiança ao ouvir histórias de grandes paixões ("até quando durarão?", "serão sinceras?").

Todos os obstáculos me parecem agora intransponíveis.
O objectivo da perfeição completamente inatingível.
Finais felizes?? Não acredito!
Estou desencantada...
E parece que não sou a única. Senão, vejam os comentários ao post "2ª Fornada"...
"(...) Pessoalmente considero que o "negócio" da alma gémea não passa de uma ficção alimentada pelo nosso imaginário (...)"
"(...) sim, acho que esta coisa de idades semelhantes para realizações semelhantes tem a ver com o processo e ritmo da vida, de um ponto de vista biológico e sociológico também (...)"

O que me fez pensar...
Custa-me a engolir que aquilo de que tantas músicas falam, que tantos livros contam, que tantos poemas descrevem, seja apenas produto da imaginação do Homem.
Que aquilo que tantos anseiam, mas que só acontece a alguns mais afortunados seja, afinal, mentira desses poucos.
Que quem encontra 'alguém' já no entardecer da vida, boicotando todos os ciclos biológicos e sociológicos, o faça por algo diferente de amor.

Será então...?
... que o meu romantismo não morreu?
... que apenas o exprimo de maneira diferente, hoje em dia?
... que o que faço actualmente é apenas não me vender a algo menor do que sonhei para mim?
... que esta é apenas a minha forma de não abandonar os sonhos românticos da minha infância?
... que esta atitude é apenas a recusa teimosa em contentar-me?

Apercebi-me que, afinal, não acredito no 'negócio' ou na 'ficção' do Amor.
No fundo, no fundo, eu sei que a 'alma gémea' existe.
E sei que, se e quando a encontrar, serei feliz para sempre!

8 de novembro de 2004

Coisas que me intrigam...

- Como é possível que, mesmo quando duas pessoas são muito parecidas, uma consiga ser bonita e a outra feia?!?!

- Como é possível começar o dia com uma cerveja geladinha ao pequeno-almoço... no Inverno?!?!

- Os sonhos;

- O facto de que nos lembramos sempre do que precisamos de fazer quando não temos a menor possibilidade de o fazer;

- A quantidade de espirros que consigo dar, sem interrupções ou intervalos significativos, quando me atacam as minhas alergias (juro que parece humanamente impossível)!

5 de novembro de 2004

2ª Fornada!

O que se passa com as minhas amigas?
Será que telefonaram umas às outras para combinar qual a melhor altura para engravidar pela segunda vez?? ;)
Aliás, como já tinham feito pela primeira...

Esta é uma coisa que sempre me intrigou.
Como é que o ser humano consegue, mais ou menos em simultâneo, em torno das mesmas idades, fazer exactamente as mesmas coisas?!?!
Excluíndo aquilo sobre o qual não temos propriamente voto na matéria (idade para entrar na escola primária, no ciclo, no liceu, na tropa, na faculdade, ...) tudo o resto acontece, curiosamente, também em idades 'programadas' e 'apropriadas'.

Como se explica que a generalidade dos indivíduos descubra a sua cara metade ali, sensivelmente, entre os 20 e os 30 anos??
Que sorte têm os portugueses!!
As suas almas gémeas eram portuguesas e viviam mais ou menos nas proximidades!!

Ainda me lembro de ter pouco mais de 20 anos e começar a ver todos os meus amigos a 'arrumarem-se'.
Por volta dos 25, comparecia a vários casamentos por ano.
Perto dos 30, comecei a fazer visitas regulares às maternidades.
E agora, isto!
Nova fornada, nova 'field trip' às maternidades. ;)

Como se classificará este fenómeno?
Movimento de massas?
Ciclos de vida?
Espírito de grupo?
Inveja?
Contágio?

Como interpretar, então, os restantes mortais que teimam em manter-se sós, que insistem em não procriar?
Estaremos imunes?
Será egoísmo?
Espírito de contradição?
Necessidade de marcar a diferença?
Será que (não) fomos bafejados pela sorte?
Ou andaremos, apenas e tão simplesmente, à deriva?

Como se explica, então, que esta última espécie não cesse de congregar adeptos?

4 de novembro de 2004

Movimento da Casa

Estive 'práqui' a analisar as visitas a'O Diário...'.

Desde Maio, altura em que iniciei o blog, até Setembro, onde atingi o belo número de 400 visitas num mês, o número de visitas não parou de aumentar.
Em Outubro, no entanto, reparei numa queda súbita e algo acentuada.
Mesmo Setembro já havia tido um crescimento menos acentuado.
Preocupante!!

Será normal, a estabilização num número 'fixo' de leitores 'regulares'?
Ou será sinal de diminuição da qualidade dos posts e da falta de interesse dos temas abordados?

Noto, com alguma tristeza, que alguns comentadores habituais também me abandonaram.
Terão debandado para outras paragens mais excitantes?

Os leitores d'O Diário da Teresa' surgem agora habitualmente pela manhã, entre as 9h e as 11h.
Gosto de pensar que é a sua forma de me darem os Bons Dias... :)
Ficam em média uns cinco minutinhos bem medidos e, infelizmente, ainda não criaram o bom hábito de comentarem o que lêem.
Semanalmente, também existe uma leve tendência para matarem as saudades logo na segunda-feira (ou terça, quando segunda é feriado... ;)), decrescendo depois o número de visitas à medida que nos vamos aproximando novamente do fim de semana.

Os posts mais comentados também são curiosos...
Com 11 (onze) comentários, isoladíssimo no 1º lugar deste top, surge o post "Felicidade".
Em 2º lugar temos, também sem companhia, o post "Signos", com 9 (nove) bitates.
Para completar este Top3, deixo-vos com a informação que os posts "Portugal" e "Dia Bom" partilham o 3º lugar com 8 (oito) opiniões.
Engraçado, não é?
O bem-estar (o natural), a alma (o sobrenatural) e o físico (o material), por esta ordem! ;)

Para terminar, queria agradecer a publicidade gratuita que recebi na "Caixa de Costura". :)
(Também já tinha a idéia de actualizar o lado esquerdo do meu blog...).
Vamos ver se altera algum dos números aqui apresentados... ;)

É claro que não pude deixar de rir quando percebi que a "Caixa..." tem tantas visitas numa hora quanto eu num dia inteirinho!!! :D

3 de novembro de 2004

Já cheira...

... a Natal!
A sensivelmente 2 meses da esperada data, começaram a instalar as iluminações natalícias no Chiado!
Como eu gosto desta época...

As iluminações, os enfeites, a Árvore de Natal, o Presépio, o Menino Jesus, a Missa do Galo, o verdadeiro espírito natalício, os feriados, as férias de Natal...

Regresso sempre à minha infância.
A abertura de uma ou duas prendas (na manhã do dia 25) que me enchiam da maior Felicidade.
A ilusão pura e ingénua de que me eram oferecidas directamente pelo Menino Jesus.
As guloseimas e os pratos requintados preparados especialmente para a Ceia de Natal.
Os jogos e as brincadeiras que incluíam toda a família.

Porque estragaram o 'meu' Natal??? :(
Porque o injectaram de espírito comercial em substituição do fraterno??
Porque o encheram de stress e correria??
Porque o dotaram da definição 'Prendas' em vez de 'Convívio Familiar'??

Natal!
Como eu já gostei desta época...

Nivelámos...

...por baixo!!

Senão, vejamos:
- O Odivelas eliminou o Gil Vicente da Taça de Portugal;
- O mesmo Gil Vicente que arrancou um empate ao Glorioso (por um triz, uma vitória...);
- O mesmo Glorioso que tem um ponto de vantagem sobre o vencedor em título da Liga dos Campeões;
- O líder actual da Super Liga é o Vitória de Setúbal (?!?!).

Depois do triste espectáculo de ontem, o jogo do FCP contra o PSG, vejo-me obrigada a perguntar:
"Do que seria capaz o Odivelas num jogo contra o Porto???"

2 de novembro de 2004

Não posso...

...deixar passar em branco esta 'derrota' com o Gil Vicente!

Agora sim, estou indignada.
Não com os árbitros, mas com o descuido, o descaso, a descontracção com que se desaproveita a oportunidade de continuarmos isolados na liderança, aumentando, ainda por cima, a distância ao principal rival.

Como já vos disse, e já digo há largos anos, é minha opinião que é assim que se perdem campeonatos, ligas ou lá o que lhe quiserem chamar!!
Não são as derrotas com os 'grandes' que nos derrubam.
São os pontos sistematicamente perdidos com os últimos classificados, com os que desesperam por se manterem acima da linha de água.

Porque será a motivação destes sempre superior à de um clube que começa também a desesperar por um título, tão ansiado, já lá vão dez anos?