Ah, Portugal!!
País de vénias e deferências.
Terra de doutores e engenheiros.
Quem não o é, nada vale, nada importa.
Como sabemos, licenciados temos muitos (até mesmo no desemprego).
Mas doutores, nem por isso.
No entanto, qualquer 'cursozeco' (como o meu, por exemplo... ;)) de 4 ou 5 anos, dá-nos o 'direito' a usar o título honorífico "Dr.".
E como gosta o Português de o usar...
Quando terminei a minha licenciatura, ainda inebriada pela Benção das Fitas, pelo Baile e pela Viagem de Finalistas e, principalmente, pela sensação de liberdade que nos dá a conclusão e o atingir de um objectivo desejado, achei-me no direito de também abusar da mesma (o que era eu a menos que tantos outros?) tendo pedido para adicionarem as letrinhas 'Dra' ao meu nome no cartão MB acabadinho de emitir.
Quando o fui levantar, o funcionário do respectivo banco estava algo ocupado e tardava em atender esta gaiata de 23 anos, pequena e miúda. Quando finalmente o fez, pediu-me o nome e lançou-se à descoberta do meu cartão, mais um entre tantos que aguardavam os seus respectivos donos. Ah, mas quando o descobriu...
"Teresa? DRA. Teresa???"
O tratamento e a atitude modificaram-se instantaneamente.
O respeito, a deferência, para exactamente a mesma pessoa.
As pessoas que aguardavam a sua vez, olharam-me com admiração e curiosidade.
A seguir a isso, só me lembro o quanto corei e o quanto desejei nunca ter adicionado ao meu nome aquelas 3 malditas letrinhas.
Ficou-me de emenda e de lição!
Hoje sou naturalmente tratada por 'Dra. Teresa'.
Habituei-me à distinção que se faz na minha empresa a quem possui ou não formação superior.
Mas aprendi, naquele dia, naquela agência bancária, que o respeito, a atenção, o atendimento, a consideração, a reverência (o SALAMALEQUE, portanto) devido a uma pessoa, em Portugal, varia consoante o conjunto de letras que precede o seu nome.
30 de setembro de 2004
29 de setembro de 2004
Blogosfera
Têm noção de quantos Blogs existem naquilo que alguém já apelidou de 'Blogosfera'?
Eu não!
Visito diária e religiosamente apenas 3 Blogs (além do meu, é claro).
O da 'Carlota', o 'Ninho das Águias' e a 'Caixa de Costura'.
Visito-os porque me divertem e dispõem bem.
Visito-os porque me agrada a forma como encaram os temas que tratam, porque abordam a actualidade de uma forma inteligente ou, tão somente, porque são leves, humildes e despretensiosos mas, apesar disso, extremamente bem escritos.
Por visitar estes, acabo por, de vez em quando, dar uma saltada a um ou outro blog fora da minha blogosfera pessoal.
Aí descubro novos mundos...
Afinal, para surpresa minha, existem blogs pesados, maledicentes, engraçados, de cariz sexual, poéticos, de engate (assumido ou dissimulado), especializados (políticos, desportivos,...), etc, etc.
Em alguns blogs vejo, por vezes, inúmeros links para outros tantos que continuam a encadear-se noutros tantos, numa teia sem fim à vista.
O que verdadeiramente me surpreende é a percepção da quantidade de pessoas que escrevem (bem ou mal, não é a questão).
Já para não referir blogs estrangeiros, é impressionante o número de 'escritores' existente neste cantinho à beira mar plantado.
Dá para pensar, não acham?
Porque existirá esta necessidade de expôr sentimentos e idéias a amigos, família, conhecidos e desconhecidos?
Será apenas porque é moda?
Eu não!
Visito diária e religiosamente apenas 3 Blogs (além do meu, é claro).
O da 'Carlota', o 'Ninho das Águias' e a 'Caixa de Costura'.
Visito-os porque me divertem e dispõem bem.
Visito-os porque me agrada a forma como encaram os temas que tratam, porque abordam a actualidade de uma forma inteligente ou, tão somente, porque são leves, humildes e despretensiosos mas, apesar disso, extremamente bem escritos.
Por visitar estes, acabo por, de vez em quando, dar uma saltada a um ou outro blog fora da minha blogosfera pessoal.
Aí descubro novos mundos...
Afinal, para surpresa minha, existem blogs pesados, maledicentes, engraçados, de cariz sexual, poéticos, de engate (assumido ou dissimulado), especializados (políticos, desportivos,...), etc, etc.
Em alguns blogs vejo, por vezes, inúmeros links para outros tantos que continuam a encadear-se noutros tantos, numa teia sem fim à vista.
O que verdadeiramente me surpreende é a percepção da quantidade de pessoas que escrevem (bem ou mal, não é a questão).
Já para não referir blogs estrangeiros, é impressionante o número de 'escritores' existente neste cantinho à beira mar plantado.
Dá para pensar, não acham?
Porque existirá esta necessidade de expôr sentimentos e idéias a amigos, família, conhecidos e desconhecidos?
Será apenas porque é moda?
Porque escrevemos em vez de falar?
Será o apelo da possibilidade de algum tipo de fama ou notoriedade?
Enquanto não me faltar assunto, eu cá vou falando e escrevendo o que me vem à cabeça.
Mas chego à conclusão que o meu blog é incomparavelmente insignificante e apenas mais uma gota no oceano 'bloguista'.
As minhas deambulações pela 'blogosfera' só servem para confirmar a minha idéia original:
a importância do 'Diário da Teresa' consiste apenas na felicidade que sinto sempre que leio mais um comentário.
28 de setembro de 2004
Cantada
Levei uma cantada!
De um brasileiro, quem mais? ;)
É impressionante a facilidade e o à-vontade com que um brasileiro aborda o resto do mundo, independentemente das suas intenções ou dos seus objectivos.
Parece inato... talvez seja.
Sem maldade, sem nunca faltar ao respeito, um brasileiro é capaz de elogiar o sorriso, o charme, o corpo e a alma de uma mulher.
Pergunta o que quer saber, sem vergonha de o fazer e com uma ingenuidade e curiosidade quase infantil.
"É cásáda? Tem námorádo? Ondje cê móra? Móra com á sua família? Como é seu nomi?"
Talvez seja o calor do seu clima ou simplesmente a natureza do seu povo.
O que é certo é que o Brasil pode ensinar-nos muito em termos de espontaneidade, comunicação e alegria de viver, nunca perdendo de vista as regras da boa educação à moda antiga.
E com o número crescente de brasileiros entre nós, não duvido que a aprendizagem já tenha começado...
De um brasileiro, quem mais? ;)
É impressionante a facilidade e o à-vontade com que um brasileiro aborda o resto do mundo, independentemente das suas intenções ou dos seus objectivos.
Parece inato... talvez seja.
Sem maldade, sem nunca faltar ao respeito, um brasileiro é capaz de elogiar o sorriso, o charme, o corpo e a alma de uma mulher.
Pergunta o que quer saber, sem vergonha de o fazer e com uma ingenuidade e curiosidade quase infantil.
"É cásáda? Tem námorádo? Ondje cê móra? Móra com á sua família? Como é seu nomi?"
Talvez seja o calor do seu clima ou simplesmente a natureza do seu povo.
O que é certo é que o Brasil pode ensinar-nos muito em termos de espontaneidade, comunicação e alegria de viver, nunca perdendo de vista as regras da boa educação à moda antiga.
E com o número crescente de brasileiros entre nós, não duvido que a aprendizagem já tenha começado...
24 de setembro de 2004
Nostalgia
Como li no blog da Carlota, há algum tempo atrás, o meu programa de rádio favorito, "O Programa da Manhã", na Best Rock FM, terminou (comigo sempre a pensar que era apenas o período de férias dos seus principais intervenientes).
Mas não, o programa terminou mesmo... pelo menos, terminou no formato que eu gostava e desapareceu o apresentador que eu apreciava.
Alguém me disse que o Pedro Ribeiro estava agora no Rádio Clube Português!
Surpresa, estupefacção!!
Não é que é verdade??
"Manhãs do RCP", assim se chama o novo programa do Pedro, com direito a concurso e tudo!
É estranho ouvi-lo naquela estação, passando as 'grandes malhas' do passado... tentando ainda manter um pouco do espírito do "Homem que Mordeu o Cão" ao contar uma ou outra notícia engraçada, mas completamente submerso no espírito da sua nova casa.
Hoje ouvi Barbra Streisand, Tina Turner (altura em que o Pedro Ribeiro se deixou levar pela sua estação antiga ao dizer: " 'The Best' da 'Best' "... ooops) e Barry Manilow, imaginem ("Can't smile without you"... seria alguma mensagem 'codificada'?).
O que me deixou a pensar é até que ponto um programa é a pessoa que o apresenta e não o seu conteúdo, como seria de esperar.
Pelo menos no meu caso, eu vejo e ouço ou deixo de ver ou de ouvir um programa ou um filme, consoante quem o integra.
Senão vejamos:
O "Programa da Manhã" da Best Rock já não me atrai, apenas porque o Pedro Ribeiro já não o apresenta, ainda que o seu conteúdo se tenha mantido perfeitamente inalterado.
O 'Elo Mais Fraco' perdeu toda a graça quando a Luísa Castel Branco tomou conta da sua apresentação.
O "Quem Quer Ser Milionário?" nunca foi tão apelativo como quando o Jorge Gabriel se tornou seu apresentador.
E digam-me, sinceramente, que graça teria, por exemplo, "Lendas de Paixão" ou o "Meet Joe Black" sem o Brad Pitt no principal papel? ;)
Mas não, o programa terminou mesmo... pelo menos, terminou no formato que eu gostava e desapareceu o apresentador que eu apreciava.
Alguém me disse que o Pedro Ribeiro estava agora no Rádio Clube Português!
Surpresa, estupefacção!!
Não é que é verdade??
"Manhãs do RCP", assim se chama o novo programa do Pedro, com direito a concurso e tudo!
É estranho ouvi-lo naquela estação, passando as 'grandes malhas' do passado... tentando ainda manter um pouco do espírito do "Homem que Mordeu o Cão" ao contar uma ou outra notícia engraçada, mas completamente submerso no espírito da sua nova casa.
Hoje ouvi Barbra Streisand, Tina Turner (altura em que o Pedro Ribeiro se deixou levar pela sua estação antiga ao dizer: " 'The Best' da 'Best' "... ooops) e Barry Manilow, imaginem ("Can't smile without you"... seria alguma mensagem 'codificada'?).
O que me deixou a pensar é até que ponto um programa é a pessoa que o apresenta e não o seu conteúdo, como seria de esperar.
Pelo menos no meu caso, eu vejo e ouço ou deixo de ver ou de ouvir um programa ou um filme, consoante quem o integra.
Senão vejamos:
O "Programa da Manhã" da Best Rock já não me atrai, apenas porque o Pedro Ribeiro já não o apresenta, ainda que o seu conteúdo se tenha mantido perfeitamente inalterado.
O 'Elo Mais Fraco' perdeu toda a graça quando a Luísa Castel Branco tomou conta da sua apresentação.
O "Quem Quer Ser Milionário?" nunca foi tão apelativo como quando o Jorge Gabriel se tornou seu apresentador.
E digam-me, sinceramente, que graça teria, por exemplo, "Lendas de Paixão" ou o "Meet Joe Black" sem o Brad Pitt no principal papel? ;)
Pergunta...
... do dia, da semana, do mês, do ano, do século!!
"Quando mesmo no reino animal, até o ser mais selvagem protege as suas crias, por vezes à custa da própria vida, como se explica que o ser humano seja capaz de matar um filho à pancada por 12 euros???????"
"Quando mesmo no reino animal, até o ser mais selvagem protege as suas crias, por vezes à custa da própria vida, como se explica que o ser humano seja capaz de matar um filho à pancada por 12 euros???????"
22 de setembro de 2004
Quanto tempo dura o Amor?
Já ouviram falar da Maitena?
A Maitena é uma autora argentina de livros de banda desenhada que satirizam a 'Vida Moderna' e a dita 'Mulher Moderna', rondando os 30 anos: solteira, independente mas, no fundo, profundamente instável e algo neurótica... ;)
Como também 'rondo' os 30 anos, considero que ela nos descreve (e à generalidade dos vários aspectos da nossa vida profissional e pessoal) na perfeição! :)
Há uma BD em particular que me serviu de título a este post, hoje.
It goes something like this:
"Quanto tempo dura o Amor?"
Nos anos 40: "Até ao fim dos tempos, céu incluído!"
Nos anos 50: "Até que a Morte nos separe!"
Nos anos 60: "Até que deixemos de nos amar!"
Nos anos 70: "Até que deixe de resultar"
Nos anos 80: "Quem sabe?"
Nos anos 90: "Que Amor?"
Fascina-me (no mau sentido) a fugacidade das relações.
O encarar o outro como 'temporário' ou 'até que apareça algo melhor'.
Mesmo não acreditando cegamente no 'felizes para sempre', gosto de acreditar que a pessoa com quem estou veio para ficar... para sempre e não só de passagem.
"O Amor, quando é verdadeiro, não se pensa no fim!" já diziam os 'Só pra Contrariar'.
A frase "Enquanto não encontrares a pessoa certa, diverte-te com a errada" arrepia-me.
No que a mim diz respeito e no que às relações concerne, adopto muito mais a filosofia : "Mais vale só do que mal acompanhada".
Em muitos aspectos, sinto-me ainda nos anos 40 e 50... mesmo nunca tendo vivido neles.
Admito que é preciso maior coragem para enfrentar e pôr termo a uma realidade indesejada e não sonhada do que para continuar a suportá-la.
Mas confunde-me a capacidade de estarmos com alguém só para não estarmos sós.
Não conheço maior sinal de solidão.
Mais que solidão, chega a roçar o limite do egoísmo quando 'prendemos' a nós uma pessoa que não assumimos 'para sempre'.
Ver este tipo de situações incentivado em frases e comportamentos é, no mínimo, assustador.
E deixa-me perplexa que o conceito e a necessidade de espaço individual se sobreponham à importância da Paixão e do Amor.
Sou uma romântica, já sei.
Mas vejo-me obrigada a concordar com a Maitena.
Hoje em dia, a pergunta que se impõe não é "Quanto tempo dura o Amor?" (quando ele existe é para sempre), mas sim:
"Que Amor?"
A Maitena é uma autora argentina de livros de banda desenhada que satirizam a 'Vida Moderna' e a dita 'Mulher Moderna', rondando os 30 anos: solteira, independente mas, no fundo, profundamente instável e algo neurótica... ;)
Como também 'rondo' os 30 anos, considero que ela nos descreve (e à generalidade dos vários aspectos da nossa vida profissional e pessoal) na perfeição! :)
Há uma BD em particular que me serviu de título a este post, hoje.
It goes something like this:
"Quanto tempo dura o Amor?"
Nos anos 40: "Até ao fim dos tempos, céu incluído!"
Nos anos 50: "Até que a Morte nos separe!"
Nos anos 60: "Até que deixemos de nos amar!"
Nos anos 70: "Até que deixe de resultar"
Nos anos 80: "Quem sabe?"
Nos anos 90: "Que Amor?"
Fascina-me (no mau sentido) a fugacidade das relações.
O encarar o outro como 'temporário' ou 'até que apareça algo melhor'.
Mesmo não acreditando cegamente no 'felizes para sempre', gosto de acreditar que a pessoa com quem estou veio para ficar... para sempre e não só de passagem.
"O Amor, quando é verdadeiro, não se pensa no fim!" já diziam os 'Só pra Contrariar'.
A frase "Enquanto não encontrares a pessoa certa, diverte-te com a errada" arrepia-me.
No que a mim diz respeito e no que às relações concerne, adopto muito mais a filosofia : "Mais vale só do que mal acompanhada".
Em muitos aspectos, sinto-me ainda nos anos 40 e 50... mesmo nunca tendo vivido neles.
Admito que é preciso maior coragem para enfrentar e pôr termo a uma realidade indesejada e não sonhada do que para continuar a suportá-la.
Mas confunde-me a capacidade de estarmos com alguém só para não estarmos sós.
Não conheço maior sinal de solidão.
Mais que solidão, chega a roçar o limite do egoísmo quando 'prendemos' a nós uma pessoa que não assumimos 'para sempre'.
Ver este tipo de situações incentivado em frases e comportamentos é, no mínimo, assustador.
E deixa-me perplexa que o conceito e a necessidade de espaço individual se sobreponham à importância da Paixão e do Amor.
Sou uma romântica, já sei.
Mas vejo-me obrigada a concordar com a Maitena.
Hoje em dia, a pergunta que se impõe não é "Quanto tempo dura o Amor?" (quando ele existe é para sempre), mas sim:
"Que Amor?"
20 de setembro de 2004
Seven
Pois é, são 7 os Pecados Mortais!
A saber:
A Ira, a Cobiça, a Inveja, o Orgulho, a Preguiça, a Gula e a Luxúria.
Às vezes aflige-me pensar como é fácil cair na tentação de qualquer um deles.
E essa 'aflição' vem directamente da minha educação católica praticante, onde me foi incutido o respeito e o temor pelo correspondente 'castigo'.
Mas qual de nós pode dizer que nunca incorreu em nenhum destes pecados?
Not me, for sure!
A Ira
Enfureço-me quase diariamente, com coisas e temas variados e, por vezes, até nem muito relacionados comigo, directamente.
Injustiças, faltas de respeito, má educação, prepotências, egoísmo... tudo isto me deixa fora de mim! Irada, mesmo!
A Cobiça
Há coisas impossíveis de não serem cobiçadas.
Vejam o exemplo do Brad Pitt, entregue exclusivamente à Jennifer Anniston.
Ou o Reynaldo Gianechini nas mãos da Marília Gabriela...
Onde está a justiça de tais situações? ;)
A Inveja
É difícil para mim fazer uma distinção clara entre estes dois pecados.
A Inveja confunde-se com a Cobiça, numa teia de emoções e sensações que nunca deveriam ser sentidas.
A viagem de sonho, feita por um grupo de amigos.
O ordenado pretendido, atribuído a um recém-licenciado.
O carro desejado, posse de um outro alguém.
O emprego ou a ocupação ideais, totalmente fora do nosso alcance, do nosso domínio e da nossa capacidade.
A minha Inveja e a minha Cobiça são, no entanto, mais refinadas.
Eu não gostaria que os outros não tivessem.
Eu gostava era de ter também! :)
Mas estes dois pecados são os mais perigosos de todos.
Na frustração de desejar apenas o que outros possuem, esgota-se a possibilidade de usufruir do que se tem de 'invejável' na nossa própria vida.
O Orgulho
E 'prontos'!
Eis mais um pecado que me atraiçoa mais vezes do que eu gostaria.
Orgulho-me estupidamente de quem gosto de verdade.
Se bem que muito mais raros, também existem momentos em que me orgulho de mim mesma.
Até penso que o pecado não reside no Orgulho, propriamente dito, mas nas consequências do mesmo.
A cegueira e a prepotência de pensarmos que a nossa sabedoria, o nosso talento e a nossa vontade se sobreporão a tudo o resto.
Esse é o verdadeiro pecado!
(Porque será que me veio à ideia o Pinto da Costa e o seu tão amado FCP?? ;))
A Preguiça
Ai, a Preguiça...
Só de pensar até perco a vontade de continuar a escrever. ;)
Alguém me explique porque foi considerado pecado algo tão bom??
Um Domingo inteirinho, de papo para o ar, ao sol, a ler um bom livro e a ouvir a nossa música preferida.
É claro que o pecado se refere à Preguiça 7 dias por semana, 31 dias por mês, 365 dias por ano.
É claro que se refere à falta de vontade de trabalhar e ao ócio como pai de todos os vícios.
Mas quem dará valor à Preguiça, afinal, se não trabalhar?
A Gula
Este é impossível negar.
Todos nós, sem excepção, já o cometemos.
Não precisa ser um doce, pode ser um salgado.
Não precisa ser uma comida, pode ser uma bebida.
Não precisa ser uma sobremesa, pode ser uma entrada.
Não precisa ser algo específico, apenas a quantidade do mesmo.
Mas o que é certo é que todos nós já cedemos à tentação de algo que, de certo modo, é 'proibido'.
Fazer o quê?
O Ser Humano é guloso por Natureza!
A Luxúria
Quanto a este pecado, tinha pensado reservar o direito de não comentar.
Mas vou dizer apenas o seguinte:
O que vejo, nos dias que correm, é não apenas a Luxúria, mas o Orgulho em praticá-la e em dizê-lo ao Mundo.
Ou seja, este é o Pecado "2 em 1", o Pecado "Pague 1 Leve 2", dos tempos modernos.
O texto já vai longo e longe de mim maçar-vos! ;)
Além disso, ao escrever no meu blog posso sempre ser acusada de, pelo menos, 3 Pecados Capitais: a Preguiça (para o trabalho, claro), o Orgulho (que bem me sabe quando recebo comentários de quem o lê) e a Luxúria (o prazer que tenho em publicar mais um texto aproxima-se de uma das definições que encontrei para este pecado: 'satisfação íntima'... ;))
Enfim...
Deixo-vos, para meditação, com a clássica questão:
Porque será que tudo o que gostamos é prejudicial à saúde, ilegal ou pecado??
A saber:
A Ira, a Cobiça, a Inveja, o Orgulho, a Preguiça, a Gula e a Luxúria.
Às vezes aflige-me pensar como é fácil cair na tentação de qualquer um deles.
E essa 'aflição' vem directamente da minha educação católica praticante, onde me foi incutido o respeito e o temor pelo correspondente 'castigo'.
Mas qual de nós pode dizer que nunca incorreu em nenhum destes pecados?
Not me, for sure!
A Ira
Enfureço-me quase diariamente, com coisas e temas variados e, por vezes, até nem muito relacionados comigo, directamente.
Injustiças, faltas de respeito, má educação, prepotências, egoísmo... tudo isto me deixa fora de mim! Irada, mesmo!
A Cobiça
Há coisas impossíveis de não serem cobiçadas.
Vejam o exemplo do Brad Pitt, entregue exclusivamente à Jennifer Anniston.
Ou o Reynaldo Gianechini nas mãos da Marília Gabriela...
Onde está a justiça de tais situações? ;)
A Inveja
É difícil para mim fazer uma distinção clara entre estes dois pecados.
A Inveja confunde-se com a Cobiça, numa teia de emoções e sensações que nunca deveriam ser sentidas.
A viagem de sonho, feita por um grupo de amigos.
O ordenado pretendido, atribuído a um recém-licenciado.
O carro desejado, posse de um outro alguém.
O emprego ou a ocupação ideais, totalmente fora do nosso alcance, do nosso domínio e da nossa capacidade.
A minha Inveja e a minha Cobiça são, no entanto, mais refinadas.
Eu não gostaria que os outros não tivessem.
Eu gostava era de ter também! :)
Mas estes dois pecados são os mais perigosos de todos.
Na frustração de desejar apenas o que outros possuem, esgota-se a possibilidade de usufruir do que se tem de 'invejável' na nossa própria vida.
O Orgulho
E 'prontos'!
Eis mais um pecado que me atraiçoa mais vezes do que eu gostaria.
Orgulho-me estupidamente de quem gosto de verdade.
Se bem que muito mais raros, também existem momentos em que me orgulho de mim mesma.
Até penso que o pecado não reside no Orgulho, propriamente dito, mas nas consequências do mesmo.
A cegueira e a prepotência de pensarmos que a nossa sabedoria, o nosso talento e a nossa vontade se sobreporão a tudo o resto.
Esse é o verdadeiro pecado!
(Porque será que me veio à ideia o Pinto da Costa e o seu tão amado FCP?? ;))
A Preguiça
Ai, a Preguiça...
Só de pensar até perco a vontade de continuar a escrever. ;)
Alguém me explique porque foi considerado pecado algo tão bom??
Um Domingo inteirinho, de papo para o ar, ao sol, a ler um bom livro e a ouvir a nossa música preferida.
É claro que o pecado se refere à Preguiça 7 dias por semana, 31 dias por mês, 365 dias por ano.
É claro que se refere à falta de vontade de trabalhar e ao ócio como pai de todos os vícios.
Mas quem dará valor à Preguiça, afinal, se não trabalhar?
A Gula
Este é impossível negar.
Todos nós, sem excepção, já o cometemos.
Não precisa ser um doce, pode ser um salgado.
Não precisa ser uma comida, pode ser uma bebida.
Não precisa ser uma sobremesa, pode ser uma entrada.
Não precisa ser algo específico, apenas a quantidade do mesmo.
Mas o que é certo é que todos nós já cedemos à tentação de algo que, de certo modo, é 'proibido'.
Fazer o quê?
O Ser Humano é guloso por Natureza!
A Luxúria
Quanto a este pecado, tinha pensado reservar o direito de não comentar.
Mas vou dizer apenas o seguinte:
O que vejo, nos dias que correm, é não apenas a Luxúria, mas o Orgulho em praticá-la e em dizê-lo ao Mundo.
Ou seja, este é o Pecado "2 em 1", o Pecado "Pague 1 Leve 2", dos tempos modernos.
O texto já vai longo e longe de mim maçar-vos! ;)
Além disso, ao escrever no meu blog posso sempre ser acusada de, pelo menos, 3 Pecados Capitais: a Preguiça (para o trabalho, claro), o Orgulho (que bem me sabe quando recebo comentários de quem o lê) e a Luxúria (o prazer que tenho em publicar mais um texto aproxima-se de uma das definições que encontrei para este pecado: 'satisfação íntima'... ;))
Enfim...
Deixo-vos, para meditação, com a clássica questão:
Porque será que tudo o que gostamos é prejudicial à saúde, ilegal ou pecado??
16 de setembro de 2004
"Italians do it better"
Tive mesmo que escrever sobre isto! :)
Já repararam nas equipas de futebol italianas?
Seja no 'Calcio', seja a própria selecção, seja até mesmo as equipas de arbitragem, não há dúvida que estamos a falar de 'outro campeonato'! ;)
Diz quem já visitou a Itália que o povo que por lá habita prima pelo culto do corpo e pela beleza e vigor físicos.
Quer sejam homens ou mulheres, o que é certo é que os italianos são naturalmente bonitos e os que não o são não deixam esse detalhe nas mãos da Mãe Natureza.
À sua beleza esbelta e morena aliam a arte de bem vestir e o talento inato para a 'produção' pessoal.
Assim sendo, o futebol não foge à regra.
Os equipamentos são inovadores e vanguardistas (ou não, uma vez que não se vêem as equipas de outros países a adoptarem-nos). São, geralmente, muito mais justos e com golas bem chegadas ao pescoço o que, apesar de ser muito mais agradável à vista, pode eventualmente tornar-se desconfortável para os jogadores.
Os cabelos, compridos ou curtos, com ou sem gel, com fitas, bandoletes ou elásticos, parecem sempre preparados para uma qualquer capa de revista de moda masculina.
As peles e os dentes são bonitos e bem tratados (o Cristiano Ronaldo já lhes está a seguir os passos... até aparelho nos dentes já usa!).
E depois existem nomes como Maldini (nos bons velhos tempos, mas o filho, não o pai!), Nesta (que perfeição), Canavarro (único defeito, a pouca estatura), Totti (compreendo que possa agradar, ainda que não seja, como já perceberam, o meu favorito), Del Piero, Inzaghi ('Pippo' como carinhosamente lhe chamam os fãs), etc, etc,...
Check out Canavarro despido do referido equipamento:
No 'Calcio', até mesmo os árbitros são bonitos!
Não há dúvida que, em termos de moda e beleza, italians really do it better! :)
Já repararam nas equipas de futebol italianas?
Seja no 'Calcio', seja a própria selecção, seja até mesmo as equipas de arbitragem, não há dúvida que estamos a falar de 'outro campeonato'! ;)
Diz quem já visitou a Itália que o povo que por lá habita prima pelo culto do corpo e pela beleza e vigor físicos.
Quer sejam homens ou mulheres, o que é certo é que os italianos são naturalmente bonitos e os que não o são não deixam esse detalhe nas mãos da Mãe Natureza.
À sua beleza esbelta e morena aliam a arte de bem vestir e o talento inato para a 'produção' pessoal.
Assim sendo, o futebol não foge à regra.
Os equipamentos são inovadores e vanguardistas (ou não, uma vez que não se vêem as equipas de outros países a adoptarem-nos). São, geralmente, muito mais justos e com golas bem chegadas ao pescoço o que, apesar de ser muito mais agradável à vista, pode eventualmente tornar-se desconfortável para os jogadores.
Os cabelos, compridos ou curtos, com ou sem gel, com fitas, bandoletes ou elásticos, parecem sempre preparados para uma qualquer capa de revista de moda masculina.
As peles e os dentes são bonitos e bem tratados (o Cristiano Ronaldo já lhes está a seguir os passos... até aparelho nos dentes já usa!).
E depois existem nomes como Maldini (nos bons velhos tempos, mas o filho, não o pai!), Nesta (que perfeição), Canavarro (único defeito, a pouca estatura), Totti (compreendo que possa agradar, ainda que não seja, como já perceberam, o meu favorito), Del Piero, Inzaghi ('Pippo' como carinhosamente lhe chamam os fãs), etc, etc,...
Check out Canavarro despido do referido equipamento:
No 'Calcio', até mesmo os árbitros são bonitos!
Não há dúvida que, em termos de moda e beleza, italians really do it better! :)
15 de setembro de 2004
IMI
O IMI - Imposto Municipal sobre Imóveis (anterior Contribuição Autárquica) é um mistério para mim!
Para que serve, afinal?
Para não existir um Ponto Verde perto da minha casa?
Para não ter sequer contentores do lixo a menos de 100 metros?
Para não ver o jardim em frente da minha casa cuidado e limpo (ramos das árvores aparados, relva limpa de porcaria de cão)?
Para não ter arruamentos em condições e passeios construídos/reparados e cuidados?
Para não ter passeios limpos de lixo e ervas? E desinfectados de urina, saliva e outros dejectos?
Para não ter estacionamento suficiente e disponível?
Para não sentir segurança quando chego a casa de madrugada?
Se alguém souber, que me explique...
Onde e em quê é, afinal, empregue o valor que entregamos religiosamente todos os anos?
Perdoem o desabafo... deve ter sido o meu lado comunista outra vez a falar mais alto!!
Para que serve, afinal?
Para não existir um Ponto Verde perto da minha casa?
Para não ter sequer contentores do lixo a menos de 100 metros?
Para não ver o jardim em frente da minha casa cuidado e limpo (ramos das árvores aparados, relva limpa de porcaria de cão)?
Para não ter arruamentos em condições e passeios construídos/reparados e cuidados?
Para não ter passeios limpos de lixo e ervas? E desinfectados de urina, saliva e outros dejectos?
Para não ter assistência imediata em caso de fugas de água nas ruas?
Para não ter iluminação a funcionar?
Para não ter estacionamento suficiente e disponível?
Para não sentir segurança quando chego a casa de madrugada?
Se alguém souber, que me explique...
Onde e em quê é, afinal, empregue o valor que entregamos religiosamente todos os anos?
Perdoem o desabafo... deve ter sido o meu lado comunista outra vez a falar mais alto!!
14 de setembro de 2004
"Portento"
do Lat. portentu
s. m.,
coisa ou sucesso prodigioso;
maravilha;
pessoa de talento extraordinário.
É assim que me apetece definir a Madonna e, em particular, o concerto a que assisti ontem.
Não afirmo que a Madonna tenha uma voz extraordinária.
Não defendo a qualidade das suas músicas.
Mas uma coisa é certa:
A forma física, o carisma e a força desta mulher de 46 anos, mãe de dois filhos, são impressionantes, envolventes, únicos.
O seu verdadeiro talento reside, sem dúvida, na arte de liderar tendências, criar modas, reinventar-se permanentemente.
A sofisticação, a tecnologia tão artisticamente utilizada, a extravagância e a polémica a que já nos habituou...
O seu concerto foi verdadeiramente um espectáculo!
De muitos outros artistas, provavelmente o que assistimos ontem seria, tão somente, uma 'salganhada'.
Mas, desde a gaitas de foles e saias escocesas, até ao 'disco sound', passando por John Lennon e a guerra do Iraque, tudo foi utilizado com um fim muito específico.
Esta 'menina' está muito mais política e socialmente interventiva e muito menos provocante e atrevida. Deve ser a idade... ;)
O que é certo é que, como sempre, não tem pruridos em cantar aos 7 ventos o que defende como pessoalmente correcto (agora, quase sempre, também politicamente correcto).
Ontem, assisti a milhares de pessoas a cantar o 'Imagine' do John Lennon, contra o terrorismo (simplesmente arrepiante)!
Vi-a vestida à militar, apresentando armas como se de um soldado se tratasse, com o Bush, como cenário, descansando no ombro do Saddam.
Ouvi-a criticar Hollywood e a mente pequenina do seu país.
Testemunhei a utilização da imagem de Jesus e outros sinais religiosos só para bem do espectáculo e da sua mensagem.
Enfim, tudo lhe assenta como uma luva, tudo parece seguir um desígnio, tudo é milimetricamente previsto e ensaiado.
Só uma coisa a assinalar.
O meu patriotismo obriga-me a dizer que a frase contra o terrorismo estava em espanhol e que a bandeira de Portugal não figura entre as tantas que se vêem durante a música 'Holliday' (onde estão, afinal, as 'every nation'??).
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