... que não há dinheiro!
A 'cultura' está na moda.
Actores como o António Feio, o José Pedro Gomes e os meninos das Manobras de Diversão ou encenadores como o Filipe La Féria garantem casas cheias, independentemente do que levem ao palco.
Como não tenho grandes pretensões à diferença, também me 'cultivo', de quando em vez.
Há pouco tempo, fui ao teatro.
Assisti à peça "Jantar de Idiotas".
Não tinha inicialmente pensado em ir, mas alguns amigos gostaram e confiei na sua opinião.
E lá fui...
Neste país pobre e em crise (não é o que consta?) a sala do Teatro Villaret, em Lisboa, pareceu aos meus olhos uma amostrinha pálida de Paris ou New York.
A sala encontrava-se absolutamente lotada de gente ávida de rir... rir até do que não era engraçado.
Não importa.
O que importa é que se foi, que se esteve e que se pode dizer ao Mundo que não ficámos de fora!
Quem são os Idiotas, afinal?
Pouco tempo depois, vi e ouvi as "Confissões de Mulheres de 30".
Achei, pela descrição da peça, que abordava assuntos que me falariam ao coração, na minha própria condição de mulher de 30 (e picos) e a atravessar um período cinzento da minha vida amorosa.
Queria que me fizessem rir dos meus problemas, que me mostrassem solidariedade ou que demonstrassem, afinal, que assim é que estou bem!
Ledo engano.
Se somos as 'palhaças' que se saracotearam em palco durante aproximadamente 2 horas, preferia não ter descoberto... pelo menos, não daquela maneira.
Senti-me idiota, uma vez mais.
Graças aos céus que não há regra sem excepção.
Ontem fui ao concerto do Bryan Adams.
Neste meu deambular pelo mundo artístico, consegui fechar com chave de ouro o Janeiro de 2005!
Tinha recebido, como prenda de Natal, o bilhete para este evento.
Finalmente, um dinheiro bem gasto... ao contrário do meu, tão mal aplicado.
Não tinha pensado em ir, uma vez que penso que não terei falhado muitos concertos deste 'menino', em Portugal.
Mas, uma vez mais, o Bryan, nas suas calças de ganga e t-shirt preta, trocando de guitarra/viola praticamente a cada canção, encheu-me as medidas.
Os elogios a Portugal, a gravação do espectáculo para celebrar os 25 anos de carreira, o final acústico, as canções de sempre (entoadas como se fossem êxitos do momento), o 'Flying' cantado pelo público, abafando a voz do cantor (é bem verdade que milhares de vozes desafinadas produzem um som surpreendentemente afinado) e um camera-man sósia do Brad Pitt nas "Lendas de Paixão", a dois passos de mim durante todo o espectáculo e a noite conseguiu ser perfeita! :)
É por estas e por outras que continuo a cultivar o meu lado 'cultural'.
For better or for worse!! :)
31 de janeiro de 2005
28 de janeiro de 2005
Visão de mim
Sem modéstias, nem pretensões.
Sou como um dia de Primavera.
Sou como a brisa que não refresca ou o sol que não aquece.
Ofereço um (sor)riso fácil.
Quase nunca falso.
Tão surpreendente como a Primavera, transformo-me, vezes demais, num dia nublado, cinzento e chuvoso.
O frio consegue mesmo enregelar-me a alma e, nessas alturas, corto relações com o Mundo.
Como se fosse culpa do Mundo...
Assim mesmo, nada disto provoca mossa ou causa impressão.
As minhas palavras não mudam, nem têm o poder de mudar.
O que escrevo não comove, nem repele.
O que sou não seduz, nem prejudica.
Para os colegas sou (são-me?) indiferentes.
Para os amigos distantes sou uma estranha.
Para os estranhos sou invisível.
E vou atravessando a Vida sem deixar rasto.
Sou como um dia de Primavera.
Sou como a brisa que não refresca ou o sol que não aquece.
Ofereço um (sor)riso fácil.
Quase nunca falso.
Tão surpreendente como a Primavera, transformo-me, vezes demais, num dia nublado, cinzento e chuvoso.
O frio consegue mesmo enregelar-me a alma e, nessas alturas, corto relações com o Mundo.
Como se fosse culpa do Mundo...
Assim mesmo, nada disto provoca mossa ou causa impressão.
As minhas palavras não mudam, nem têm o poder de mudar.
O que escrevo não comove, nem repele.
O que sou não seduz, nem prejudica.
Para os colegas sou (são-me?) indiferentes.
Para os amigos distantes sou uma estranha.
Para os estranhos sou invisível.
E vou atravessando a Vida sem deixar rasto.
27 de janeiro de 2005
Carinho na voz
Falei contigo no Sábado passado.
Estavas no Estádio da Luz, preparado para assistir ao que viria a ser mais um desaire do nosso bem-amado SLB.
Falámos durante quase 30 minutos, sobre nada, sobre tudo.
Quando desliguei, a C. disse-me: "Falas com ele com tanto carinho..."
Nunca pensei que se notasse, que eu deixasse transparecer tanto.
É verdade, é o que nunca deixarei de sentir por ti... um enorme carinho por quem, apesar de distante, nunca deixou de se fazer sentir presente.
Estavas no Estádio da Luz, preparado para assistir ao que viria a ser mais um desaire do nosso bem-amado SLB.
Falámos durante quase 30 minutos, sobre nada, sobre tudo.
Quando desliguei, a C. disse-me: "Falas com ele com tanto carinho..."
Nunca pensei que se notasse, que eu deixasse transparecer tanto.
É verdade, é o que nunca deixarei de sentir por ti... um enorme carinho por quem, apesar de distante, nunca deixou de se fazer sentir presente.
10-9
Porque é que o futebol em Portugal não pode ser sempre como foi ontem?
Aguerrido, mas sem violência.
Cheio de raça, mas cheio de honra.
Sem atitudes anti-desportivas (a do João Pereira é a única a lamentar) mas pleno de vontade de ganhar.
Com golos e sem casos (não vou falar, porque não acho que tenham manchado o trabalho do árbitro, sobre a expulsão do Hugo Viana e o golo do Liedson em fora de jogo).
A única coisa que lamento acerca do jogo de ontem é o facto de que esta vitória permite ao 'querido' Trap manter-se por mais uns tempos no banco de treinador do meu SLB.... ;)
VIVA o SLBENFICA!! SEMPRE!!
26 de janeiro de 2005
Rua sem saída
E já lá vão quase 3 meses...
Quando parecia estar finalmente a 'melhorar', senti-me de volta a Novembro.
Bastou um SMS e já está.
A torneirinha cedeu, mais uma vez... a ilusão tomou outra vez conta de mim.
Retrocedi, fiz marcha-atrás e dei por mim, novamente, na mesma rua sem saída.
De que estás à espera?
De que estou à espera?
Quando parecia estar finalmente a 'melhorar', senti-me de volta a Novembro.
Bastou um SMS e já está.
A torneirinha cedeu, mais uma vez... a ilusão tomou outra vez conta de mim.
Retrocedi, fiz marcha-atrás e dei por mim, novamente, na mesma rua sem saída.
De que estás à espera?
De que estou à espera?
"Malditas Lesões"
Era um dos títulos de um jornal desportivo sobre o Benfica e a 'nova' lesão do Miguel (que, por esse motivo, vai falhar mais um jogo decisivo).
Quando é que estão a pensar contratar um preparador físico à altura do meu Glorioso?
Ou então, já digo há algum tempo:
"VÃO À BRUXA!!!"
Inclusivé, eu conheço uma muito boa que não é nada careira.
Se quiserem, posso dar-vos o número dela... ;)
Quando é que estão a pensar contratar um preparador físico à altura do meu Glorioso?
Ou então, já digo há algum tempo:
"VÃO À BRUXA!!!"
Inclusivé, eu conheço uma muito boa que não é nada careira.
Se quiserem, posso dar-vos o número dela... ;)
Já não me restam dúvidas
Ainda que continue com uma aparência muito distinta e elegante, um verdadeiro senhor, o que é certo é que já não me restam dúvidas sobre a senilidade do actual treinador do Benfica.
Então não é que Trap compara Paulo Almeida a... Platini ???
25 de janeiro de 2005
Bom Porto
Este fim de semana fui ao Porto.
Passeei na Foz e na Ribeira.
Comi a famosa francesinha da 'Capa Negra', jantei num dos restaurantes da moda e visitei duas das discotecas mais badaladas.
Foram dois dias intensos, a querer viver tudo, a não querer perder nada.
Mas o melhor mesmo é o calor humano que se sente nesta cidade.
É a arte de bem receber de que se orgulham (mesmo quando entoam: "Mata o mouro!" com um grande sorriso nos lábios).
É o bom humor e a ausência de snobismos.
É a condução caótica e a adrenalina a mil com a probabilidade elevada de se ter um acidente.
É o espírito terra a terra, a frontalidade sem papas na língua, sem cerimónias e sem rodeios.
E a sensação de que uma amizade recente parece ter anos de convívio e intimidade.
Mas talvez eu tenha tido apenas muita sorte com os meus anfitriães... :)
Nesta viagem descobri histórias muito difíceis que tiveram o mérito de dar a devida proporção à minha.
De que me queixo eu, afinal??
Este fim de semana, conheci Mães que criam os seus filhos sozinhas, com dificuldades, mas cheias de coragem.
Partilhei, neste curto espaço de tempo, vidas com pouco dinheiro, mas com muita Vida.
Convivi com uma criança adorável, educada e responsável que me devolveu a fé no futuro.
Dei especial apreço aos verdadeiros Amigos, os únicos que me conhecem pela frente e pelo avesso.
E fiz novos conhecimentos.
O T., cheio de classe... um verdadeiro Senhor!
O N., um 'tripeiro' desterrado em Lisboa... um benfiquista cujo sofrimento no Sábado atenuou ligeiramente o meu próprio.
E o M., o deus greco-romano que vive no Porto, mas sonha misteriosamente com a China...
De que me queixo eu, afinal??
Este fim de semana, senti que tinha chegado a bom porto...
Espero que esta sensação tenha chegado para ficar!
Passeei na Foz e na Ribeira.
Comi a famosa francesinha da 'Capa Negra', jantei num dos restaurantes da moda e visitei duas das discotecas mais badaladas.
Foram dois dias intensos, a querer viver tudo, a não querer perder nada.
Mas o melhor mesmo é o calor humano que se sente nesta cidade.
É a arte de bem receber de que se orgulham (mesmo quando entoam: "Mata o mouro!" com um grande sorriso nos lábios).
É o bom humor e a ausência de snobismos.
É a condução caótica e a adrenalina a mil com a probabilidade elevada de se ter um acidente.
É o espírito terra a terra, a frontalidade sem papas na língua, sem cerimónias e sem rodeios.
E a sensação de que uma amizade recente parece ter anos de convívio e intimidade.
Mas talvez eu tenha tido apenas muita sorte com os meus anfitriães... :)
Nesta viagem descobri histórias muito difíceis que tiveram o mérito de dar a devida proporção à minha.
De que me queixo eu, afinal??
Este fim de semana, conheci Mães que criam os seus filhos sozinhas, com dificuldades, mas cheias de coragem.
Partilhei, neste curto espaço de tempo, vidas com pouco dinheiro, mas com muita Vida.
Convivi com uma criança adorável, educada e responsável que me devolveu a fé no futuro.
Dei especial apreço aos verdadeiros Amigos, os únicos que me conhecem pela frente e pelo avesso.
E fiz novos conhecimentos.
O T., cheio de classe... um verdadeiro Senhor!
O N., um 'tripeiro' desterrado em Lisboa... um benfiquista cujo sofrimento no Sábado atenuou ligeiramente o meu próprio.
E o M., o deus greco-romano que vive no Porto, mas sonha misteriosamente com a China...
De que me queixo eu, afinal??
Este fim de semana, senti que tinha chegado a bom porto...
Espero que esta sensação tenha chegado para ficar!
24 de janeiro de 2005
Choramos por Nós
É uma teoria minha, bem antiga.
Nunca se chora por quem morreu.
Chora-se porque ficámos vivos.
Nunca se chora por quem partiu de viagem.
Chora-se porque ficámos em terra, aguardando o seu regresso.
Nunca se chora por quem nos abandonou.
Chora-se porque ficámos sós.
Nunca se chora pelos outros.
Choramos sempre e só por Nós.
Nunca se chora por quem morreu.
Chora-se porque ficámos vivos.
Nunca se chora por quem partiu de viagem.
Chora-se porque ficámos em terra, aguardando o seu regresso.
Nunca se chora por quem nos abandonou.
Chora-se porque ficámos sós.
Nunca se chora pelos outros.
Choramos sempre e só por Nós.
21 de janeiro de 2005
Medo!
Coisa estranha que me aconteceu há dias.
Adormeci e acordei, precisamente 30 minutos depois de ver as horas pela última vez, com a sensação nítida de que alguém tinha respirado para cima de mim... assim como se fosse um suspiro profundo.
Fiquei inundada de um medo profundo, irracional. Nada típico em mim.
Não consegui dormir descansada o resto da noite.
Devo ter adormecido devagarinho (como dizia o meu avô) e, provavelmente, quem suspirou fui eu mesma.
É a única explicação lógica.
Devo estar a ficar doida.
Adormeci e acordei, precisamente 30 minutos depois de ver as horas pela última vez, com a sensação nítida de que alguém tinha respirado para cima de mim... assim como se fosse um suspiro profundo.
Fiquei inundada de um medo profundo, irracional. Nada típico em mim.
Não consegui dormir descansada o resto da noite.
Devo ter adormecido devagarinho (como dizia o meu avô) e, provavelmente, quem suspirou fui eu mesma.
É a única explicação lógica.
Devo estar a ficar doida.
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