20 de janeiro de 2005

Que raiva!

Sempre fui de 'ouvir' uma canção.
'Sempre', desde que o meu Pai, um dia, quando eu tinha 7 ou 8 anos, me perguntou o que queria dizer aquilo que eu estava a cantar e eu não soube explicar.
A partir desse dia, detesto sentir que não compreendo o que estou a cantar ou a ouvir.

Mas, actualmente, essa mania de não me limitar a apreciar uma melodia leva-me, por vezes, a personalizar o que ouço... a achar que foi escrito por alguém que sofreu como eu.
E, acreditem, lá por alguém já ter passado pelo mesmo, não me oferece o menor consolo.
Que raiva!

"I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave
I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone
These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase"

(Evanescence - "My Immortal")

"What have I got to do to make you love me
What have I got to do to make you care
What do I do when lightning strikes me
And I wake to find that you're not there"

(Elton John - "Sorry seems to be the hardest word")

"I hope you're feeling happy now
I see you feel no pain at all it seems
I wonder what you're doin' now
I wonder if you think of me at all"

(Skank Anansie - "Just because you feel good")

"I wanna heal, I wanna feel what I thought was never real
I wanna let go of the pain I’ve held so long
(Erase all the pain till it’s gone)
I wanna heal, I wanna feel like I’m close to something real
I wanna find something I’ve wanted all along
Somewhere I belong"

(Linkin Park - "Somewhere I belong")

E como não podia deixar de ser...
"Knew the signs
Wasn't right
I was stupid for a while
Swept away by you
And now I feel like a fool
So confused,
My heart's bruised
Was I ever loved by you?

Out of reach, so far
I never had your heart
Out of reach, couldn't see
We were never meant to be

Catch myself
From despair
I could drown
If I stay here
Keeping busy everyday
I know I will be OK

So much hurt,
So much pain
Takes a while
To regain
What is lost inside
And I hope that in time,
You'll be out of my mind
And I'll be over you

Out of reach,
So far
You never gave your heart
In my reach,
I can see
There's a life out there
For me"
(Gabrielle - "Out of Reach")

19 de janeiro de 2005

Cá se fazem...

... cá se pagam!

Deve ser verdade porque me sinto, finalmente, a provar do meu próprio remédio.
E que falta de noção eu tinha sobre o sofrimento que já causei.
Não se pode, realmente, obrigar alguém a gostar de outro alguém.
Mas como é ‘confortável’ a posição de quem gosta menos.

Houve alguém que me disse um dia:
“Mas como é que não vês que podíamos ser tão felizes?”
E eu simplesmente não via.
E não sofri grandemente com isso.

Como é confortável a posição de quem não gosta tanto...

18 de janeiro de 2005

Lembrei-me...

Faz hoje 14 anos que tirei a carta de condução!! :)

Watch out, girls!!!

Vejam só o que li na Dica da Semana... :)

"Tudo o que eu preciso é de encontrar uma boa mulher portuguesa e estarei a fazer as malas para regressar a Birre!"

Quem o diz?
O Bryan Adams, pois então! :)

Any candidates out there? ;)

14 de janeiro de 2005

Perspectivas

É a velha história do copo meio cheio ou meio vazio.
Do cinto de segurança poder ser a salvação ou a morte de uma pessoa.

No caso, o que se comentava era a minha coragem.
E eu ri-me (pateticamente, mas ri-me).
Defendi que coragem seria não me esconder, enfrentar e não me deixar afectar.
Mas recebi respostas que me fizeram pensar.

Talvez seja mais cobarde, realmente, insistir.
Perseguir algo que nos foi negado, recusando-se a aceitá-lo.
Aproveitar qualquer desculpa, agarrar-se a qualquer oportunidade para falar, ver e estar perto.

Sempre pensei que cobardia era fugir e proteger-me do que me magoa.
Mas talvez revele mais coragem deixar o passado lá atrás e forçarmo-nos a olhar só para a frente.

Fico deprimida quando leio uma Ritinha ainda a chorar passados 8 ou 9 meses.
Será que me vai acontecer o mesmo?
Assusta-me pensar que se chegam a perder anos da nossa vida, esperando quem não nos quis da mesma maneira que o quisemos.
Pior do que um amor não correspondido é a esperança infundada de que ele o venha a ser.

13 de janeiro de 2005

O que será pior?

Ter um pesadelo terrível sobre o que nos atormenta e acordar, descobrindo que é muito semelhante à realidade?
Ou sonhar um sonho lindo só para acordar e perceber que foi apenas um sonho?

12 de janeiro de 2005

Finalmente...

... voltei ao ginásio!
Eh eh eh... :)

11 de janeiro de 2005

Comentários

Os Amigos
"A sério?? Mas vocês pareciam dar-se tão bem."
"Ele parecia tão simpático..."
"Que pena... vocês pareciam feitos um para o outro."
"Vocês ficavam tão bem juntos..."
"Só deves dar importância a quem a merece!"

A vizinha de infância
"Deixa, Teresa... tu mereces melhor!"

A minha Mãe
"Eu sabia que essa relação ia acabar por te magoar"

Reencontros

Bendito Metropolitano de Lisboa!
Ando em maré de reencontros inesperados e não provocados.
E tudo graças a esta minha nova vertente popular que me obrigou a voltar a usar os transportes públicos.

Primeiro foi uma colega de faculdade que não via há já largos meses.
No primeiro dia foi um sem número de novidades para pôr em dia sobre nós, os amigos e conhecidos comuns.
A partir daí, já a encontrei muitas mais vezes e continuamos a ter conversa para pôr em dia.

Semanas mais tarde encontrei uma ex-colega de liceu.
Fomos juntas a França quando tínhamos ambas 15 anos.
Depois disso, seguimos áreas diferentes, os nossos objectivos e planos para o futuro separaram-nos e só a voltei a ver em Dezembro passado.
Ficámos por um bom tempo ao ar frio da noite, para que pudéssemos perguntar tudo o que aconteceu em mais de 15 anos em que não nos vimos.
O tempo não foi suficiente, como podem imaginar.

Finalmente, hoje, encontrei uma amiga dos tempos do ciclo preparatório.
Seguramente que não a via há mais de 20 anos.
Costumávamos brincar em minha casa, às telefonistas e aos escritórios.
Continua com a mesma cara de menina e a mesma graça e energia que não esqueci e que lhe eram tão características.
Sê bem vinda de volta à minha vida! :)

Com todas troquei números de telefone e endereços de mail, na tentativa de não lhes voltar a perder o rasto.
Que pena isso acontecer vezes demais com pessoas que chegaram a significar tanto para nós em diferentes fases da nossa vida.

Estou agora à espera do colega da primária ou do infantário que me irá aparecer à frente numa das próximas viagens... ;)

7 de janeiro de 2005

Perda de Tempo

O TEMPO QUE NOS RESTA
(Paulo Geraldo)
De súbito sabemos que é já tarde.
Quando a luz se faz outra, quando os ramos da árvore que somos soltam folhas e o sangue que tínhamos não arde como ardia, sabemos que viemos e que vamos. Que não será aqui a nossa festa.
De súbito chegamos a saber que andávamos sozinhos.
De súbito vemos sem sombra alguma que não existe aquilo em que nos apoiávamos. A solidão deixou de ser um nome apenas.
Tocamo-la, empurra-nos e agride-nos.
Dói. Dói tanto!
E parece-nos que há um mundo inteiro a gritar de dor, e que à nossa volta quase todos sofrem e são sós. Temos de ter, necessariamente, uma alma. Se não, onde se alojaria este frio que não está no corpo?
(...)
Doravante o tempo é de buscar deveres dos bons.
De complicar a vida.
De dar até que comece a doer-nos.
E, depois, continuar até que doa mais. Até que doa tudo.
Não queremos perder nem mais uma gota de alegria, nem mais um fio de sol na alma, nem mais um instante do tempo que nos resta.