23 de junho de 2009

O 5º aniversário...



... do blog passou despercebido.

Uma mão cheia de anos.
Uma casa plena de nada.

Ainda assim, sobrevives.

E apenas por isso...

Parabéns!

19 de junho de 2009

Todos os meus 'amores'...

... foram não correspondidos.

Os platónicos amores de infância.
O príncipe que me faria feliz para sempre.

Os românticos amores da adolescência.
O rapaz mais bonito da escola.

Os conturbados amores da faculdade.
O aluno mais rebelde, o colega mais popular.

O primeiro amor.
O homem a cuja vida cheguei muito tarde...

O amor que pensei ter encontrado, afinal.
O homem que levou as minhas ilusões de amor certo.

Não conheço o amor feliz, o amor retribuído.
Mas não o digo com rancor ou amargura.

Apenas surpreendida perante a surpresa de quem,
pela primeira vez,
não encontrou correspondência.

26 de maio de 2009

Não entendo a pressa...

... e travo o gole que sucede ao primeiro tragado com sofreguidão e ânsia.
... e prolongo o beijo e o abraço, atrasando a despedida.
... e adio o virar de página, saboreando o prazer do livro em mãos.
... e caminho devagar porque assim vejo as caras e os passos dos demais.
... e como sentada e leio ou converso, apreciando a minha companhia ou a dos outros.
... e mastigo lentamente, vendo partir primeiro quem chegou depois.
... e dormito ao sol, enquanto a Maria dorme também no meu colo.

E não (pre)encho os meus dias com horas marcadas...
... e sítios para estar...
... e gente para ver...

... porque preciso de sentir o tempo a passar...
... e quero sempre sentir-me no tempo que passa.

19 de maio de 2009

É alívio...

... o que sinto.
Mas só vejo isso agora que já não estás.

Nunca percebi o quanto me ensombravas.
O quanto cedi e (me) comprometi.

Nas tuas costas, ouço agora os desabafos.
As opiniões que, finalmente, conhecem o dia.

E noto, surpresa, que outros se deixaram também ensombrar.

Enleados em caos e preguiça.
Inebriados por talento e respeito.

Às vezes, acordamos muito tarde...
... e de um pesadelo nunca é cedo demais.

Agora que já não estás...
... alívio é tudo (e só) o que sinto.

15 de maio de 2009

A recta...

... estendia-se à minha frente.
E estreitava-se até se tornar um ponto minúsculo... lá, onde os meus olhos já não conseguiam alcançar.

Pensei que, de onde estava, parecia impossível que o meu carro coubesse naquele ponto minúsculo.
E apercebi-me que a Vida também é assim.

À distância, há pontos no caminho que parecem intransponíveis.
Até lá chegarmos...

12 de maio de 2009

Ele(s) e Ela(s)

Gosto das suas perguntas... fazem-me pensar.
E esforço-me por respondê-las... sempre com a verdade.

Às vezes, torna-se indiscreto.
Outras, sem saber, é terapeuta.

E encaminho-o para falar dele e não deles.
E dou por mim a falar de mim e não delas.

Até porque estou habituada a raramente ser como elas.
E ele talvez também seja diferente de outros eles que conheço.

E por isso falo-lhe do medo que me estrangula a loucura.
Dos sustos e dos riscos estúpidos que me sufocam imprudências.

E vemos o cinzento nas nossas palavras...

As amarras a que eu me obriguei.
A rebeldia que ele nunca viveu.

E invejamos quem não se prendeu.
Quem arrisca, sem medo de perder...
... e que ainda não se perdeu.

Mas enquanto ele quer coragem para ser quem é...
... eu só quero força para mudar quem sou...

8 de maio de 2009

Não sei...

... como explicar isto melhor.

Mas recuso-me a discutir com quem não discute comigo...


17 de abril de 2009

As (BOAS!) quecas

Há dias, esta frase tinha chamado a minha atenção:


E, na altura, perguntei-me se haveria sinal de maior solidão.

Que não haja ilusões.
Não há nada mais fácil para uma mulher, qualquer mulher.
Nada tão igualmente acessível, pronto e disponível.

Se eu quero, quando eu quero, há sempre alguém que também quer.
Nunca foi um problema.
Mas nunca provou ser solução.

Quanto melhor a queca, se não passa disso, maior o vazio que fica depois dela.
O vazio estúpido e ridículo de tudo o que é despido de importância e significado.

(muito obrigada, lover4you, por me 'obrigares' a escrever a palavra "queca" no meu blog :D imagino a quantidade de visitas que agora aqui virão ao engano...)

15 de abril de 2009

"You are glasses"

Erica and Callie had a mind-blowing second sexual attempt.
Erica compared it to when she finally got glasses as a kid and what she had thought were just big green blobs were actually leaves.
“I could see the leaves on trees and I didn’t even know I was missing them.
I didn’t know they existed.
You are glasses.”


Viram esta cena na Anatomia de Grey?
Lembro-me dela, de tempos a tempos.
E eu nem gosto particularmente da personagem da Hahn.

Mas a história das folhas e dos 'borrões' verdes...

Confesso que tenho um certo receio de nunca ter visto folhas.
Pior!
Tenho medo de nem sequer saber que elas existem...

14 de abril de 2009

Exercício de Yoga

O professor ia dizendo coisas que eu já sei há bastante tempo.

Que somos os únicos responsáveis pelo que nos acontece.
Que as dificuldades não são desgraças mas desafios e oportunidades para aprendermos e evoluirmos.
Que é a nossa atitude que conquista (ou repudia) o que desejamos.
Que o passado já passou, o futuro ainda não chegou e só o hoje pode ser vivido e alterado.
E que a nossa bagagem nos pesa apenas quando nos é difícil gerir e aceitar tudo isto.

Algures no tempo, deixamos de ser como o bébé no elevador que nos sorri sem motivo aparente e a quem correspondemos sem duvidar das suas intenções.
Algures no tempo, deixamos de fazer birras, paramos de chorar e amuar porque nos contrariam mas também perdemos a capacidade de rapidamente esquecer o motivo das lágrimas, dos gritos e dos amuos e continuar a avançar.

E, às tantas, perguntou:
"Vocês sabem o que querem?"

E passou-nos um TPC (:D):
"Escrevam num papel 10 coisas que queiram numa relação... seja profissional, de amor ou amizade... e verão que não é tão fácil como parece."

Descobri que ele tem razão.
Neste momento, o que eu mais queria era saber o que quero...