... anda sempre 'aziado'.
Azedo de uma inveja parola da 'boa vida' dos outros.
É uma figura pequena e mesquinha.
Servil mas falsamente submisso.
Velho que deplora a vida que tem.
Porque acredita ter mais valor que ninguém.
Que os tais que se passeiam e preguiçam.
Os tais que não merecem mas conquistam.
E espalha fel, difunde lama.
Ave agoirenta, quer-se à distância.
19 de março de 2009
Eu...
... não sou uma pessoa triste.
Mas não sei escrever de outra forma.
Ou escrevo de raiva ou de mágoa.
Ou de saudade ou de dor.
Mas quando escrevo, choro.
E quando choro, sereno.
Eu não sou uma pessoa triste.
Mas não gosto de quem sou.
E o lamento pede lágrimas.
E este pranto exije gritos.
Então choro e digo mágoa.
E mordo dor, disparo raiva.
Eu não sou uma pessoa triste.
A tormenta é ver quem sou.

Mas não sei escrever de outra forma.
Ou escrevo de raiva ou de mágoa.
Ou de saudade ou de dor.
Mas quando escrevo, choro.
E quando choro, sereno.
Eu não sou uma pessoa triste.
Mas não gosto de quem sou.
E o lamento pede lágrimas.
E este pranto exije gritos.
Então choro e digo mágoa.
E mordo dor, disparo raiva.
Eu não sou uma pessoa triste.
A tormenta é ver quem sou.

17 de março de 2009
Há uns tempos atrás...
... já teria escrito vários textos sobre ti.E andaria, com certeza, entusiasmada com o teu próprio entusiasmo.
Há uns tempos atrás, acharia querido o facto de me chamares "querida".
E calaria, negando evidências, a distância a que te encontras.
Há algum tempo atrás, deixar-me-ia ir e tiraria prazer de elogios e esperança.
Esperança de que, talvez, só talvez, pudesse estar enganada a teu respeito...
... e a meu.
Mas hoje não consigo forçar-me a acreditar.
Muito menos me tento a (cor)responder.
Vejo a distância e as semelhanças que nos afastam.
E recordo outros entusiasmos infundados e outros "querida" tão vazios de querer.
Adivinho a validade das tuas emoções.
Pressinto a fragilidade das tuas ilusões.
Agora estranho quem sente.
Porque eu, simplesmente, não sinto.
16 de março de 2009
Segredo revelado

"Não vale a pena falar sobre o que se partilhou,
a não ser que não tenha sido partilhado."
Quando não se sabe o que dizer,
vale usar as palavras de quem sabe e diz melhor.
11 de março de 2009
A mulher...
... que me olha no espelho não é a mesma que caminha na rua.
E o reflexo que me agrada não surge quando outros olhos me julgam.
E o reflexo que me agrada não surge quando outros olhos me julgam.
10 de março de 2009
Quem inventou...
... que a Primavera é dos amantes?
E que toda a panela tem o seu testo?
Quem disse que o tempo tudo alivia?
Quem afirmou que a tudo nos resignamos?
Quem garantiu que a dor tem sentido único?
E que a rotina, um dia, se tornará indolor?
Quem assegurou que a idade traz serenidade?
E que a solidão é um bem que aprendemos a valorizar?
Quem assumiu que a independência repudia o Amor?
E que o tempo cria uma muralha inviolável?
Quem, estando sozinho, não anseia por um par?
Quem, olhando em redor, não desenha noutra cor?
Quem, sentindo o vazio, não deseja não estar só?

E que toda a panela tem o seu testo?
Quem disse que o tempo tudo alivia?
Quem afirmou que a tudo nos resignamos?
Quem garantiu que a dor tem sentido único?
E que a rotina, um dia, se tornará indolor?
Quem assegurou que a idade traz serenidade?
E que a solidão é um bem que aprendemos a valorizar?
Quem assumiu que a independência repudia o Amor?
E que o tempo cria uma muralha inviolável?
Quem, estando sozinho, não anseia por um par?
Quem, olhando em redor, não desenha noutra cor?
Quem, sentindo o vazio, não deseja não estar só?

9 de março de 2009
De olhos marejados...
... olhei-os enquanto caminhavam.
Pequenos, rechonchudos, metades de uma mesma laranja.
Um Amor como não sinto por mais ninguém.
Uma Paz como não tenho com mais ninguém.
Repudiei, agoniada, a imagem de um dia sem eles.
E bebi as lágrimas que não sustive.
Sorri, então, com a lembrança do riso alto, momentos antes.
Com a sintonia das críticas e dos gostos, com a intimidade.
E pensei que pode não ser normal...
... mas somos uma laranja com três metades.
Pequenos, rechonchudos, metades de uma mesma laranja.
Um Amor como não sinto por mais ninguém.
Uma Paz como não tenho com mais ninguém.
Repudiei, agoniada, a imagem de um dia sem eles.
E bebi as lágrimas que não sustive.
Sorri, então, com a lembrança do riso alto, momentos antes.
Com a sintonia das críticas e dos gostos, com a intimidade.
E pensei que pode não ser normal...
... mas somos uma laranja com três metades.
6 de março de 2009
Primeiro...
.. foi ele.
Já não nos falávamos há algum tempo e não nos víamos há outro tanto.
Lançou a 'bomba' pouco depois de me dar os Parabéns.
Que encontrou alguém e já está com ela há um ano (!).
Ouvi-lhe as hesitações... a incerteza sobre o compromisso... mas, principalmente, a incredulidade de tamanha (a)ventura.
Depois foi ele.
Falávamos regularmente mas já há muito que nos tínhamos deixado de encontrar.
Quis ver-me.
"Sabes que tenho uma gaja há quase um ano, não sabes?"
Assim mesmo... algo frio, muito cru.
Sem noção do espaço (nem do tempo) que escolheu para mo dizer.
Gelei... e tive pena dela... e de mim.
Mas a gota de água foi ele.
Falávamos o suficiente para que pudesse acompanhar a sua vida... achava eu.
"Estou farto dela... farto de discussões", desabafava.
E partilhava as traições, as aventuras... as facadinhas.
"Vou casar", diz-me agora, "Tem de ser... vou ser pai".
Surpresa indescritível estampada no meu olhar.
Pelos vistos, 2008 foi um ano proveitoso para os meus amigos.
E o início de 2009 está a ser recheado de surpresas para mim...
Já não nos falávamos há algum tempo e não nos víamos há outro tanto.
Lançou a 'bomba' pouco depois de me dar os Parabéns.
Que encontrou alguém e já está com ela há um ano (!).
Ouvi-lhe as hesitações... a incerteza sobre o compromisso... mas, principalmente, a incredulidade de tamanha (a)ventura.
Depois foi ele.
Falávamos regularmente mas já há muito que nos tínhamos deixado de encontrar.
Quis ver-me.
"Sabes que tenho uma gaja há quase um ano, não sabes?"
Assim mesmo... algo frio, muito cru.
Sem noção do espaço (nem do tempo) que escolheu para mo dizer.
Gelei... e tive pena dela... e de mim.
Mas a gota de água foi ele.
Falávamos o suficiente para que pudesse acompanhar a sua vida... achava eu.
"Estou farto dela... farto de discussões", desabafava.
E partilhava as traições, as aventuras... as facadinhas.
"Vou casar", diz-me agora, "Tem de ser... vou ser pai".
Surpresa indescritível estampada no meu olhar.
Pelos vistos, 2008 foi um ano proveitoso para os meus amigos.
E o início de 2009 está a ser recheado de surpresas para mim...
4 de março de 2009
3 de março de 2009
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