17 de março de 2009

Há uns tempos atrás...

... já teria escrito vários textos sobre ti.
E andaria, com certeza, entusiasmada com o teu próprio entusiasmo.

Há uns tempos atrás, acharia querido o facto de me chamares "querida".
E calaria, negando evidências, a distância a que te encontras.

Há algum tempo atrás, deixar-me-ia ir e tiraria prazer de elogios e esperança.
Esperança de que, talvez, só talvez, pudesse estar enganada a teu respeito...
... e a meu.

Mas hoje não consigo forçar-me a acreditar.
Muito menos me tento a (cor)responder.

Vejo a distância e as semelhanças que nos afastam.
E recordo outros entusiasmos infundados e outros "querida" tão vazios de querer.

Adivinho a validade das tuas emoções.
Pressinto a fragilidade das tuas ilusões.

Agora estranho quem sente.
Porque eu, simplesmente, não sinto.

16 de março de 2009

11 de março de 2009

A mulher...

... que me olha no espelho não é a mesma que caminha na rua.
E o reflexo que me agrada não surge quando outros olhos me julgam.

10 de março de 2009

Quem inventou...

... que a Primavera é dos amantes?
E que toda a panela tem o seu testo?

Quem disse que o tempo tudo alivia?
Quem afirmou que a tudo nos resignamos?

Quem garantiu que a dor tem sentido único?
E que a rotina, um dia, se tornará indolor?

Quem assegurou que a idade traz serenidade?
E que a solidão é um bem que aprendemos a valorizar?

Quem assumiu que a independência repudia o Amor?
E que o tempo cria uma muralha inviolável?

Quem, estando sozinho, não anseia por um par?
Quem, olhando em redor, não desenha noutra cor?
Quem, sentindo o vazio, não deseja não estar só?

9 de março de 2009

De olhos marejados...

... olhei-os enquanto caminhavam.

Pequenos, rechonchudos, metades de uma mesma laranja.

Um Amor como não sinto por mais ninguém.
Uma Paz como não tenho com mais ninguém.

Repudiei, agoniada, a imagem de um dia sem eles.
E bebi as lágrimas que não sustive.

Sorri, então, com a lembrança do riso alto, momentos antes.
Com a sintonia das críticas e dos gostos, com a intimidade.

E pensei que pode não ser normal...
... mas somos uma laranja com três metades.

6 de março de 2009

Primeiro...

.. foi ele.
Já não nos falávamos há algum tempo e não nos víamos há outro tanto.
Lançou a 'bomba' pouco depois de me dar os Parabéns.
Que encontrou alguém e já está com ela há um ano (!).
Ouvi-lhe as hesitações... a incerteza sobre o compromisso... mas, principalmente, a incredulidade de tamanha (a)ventura.

Depois foi ele.
Falávamos regularmente mas já há muito que nos tínhamos deixado de encontrar.
Quis ver-me.
"Sabes que tenho uma gaja há quase um ano, não sabes?"
Assim mesmo... algo frio, muito cru.
Sem noção do espaço (nem do tempo) que escolheu para mo dizer.
Gelei... e tive pena dela... e de mim.

Mas a gota de água foi ele.
Falávamos o suficiente para que pudesse acompanhar a sua vida... achava eu.
"Estou farto dela... farto de discussões", desabafava.
E partilhava as traições, as aventuras... as facadinhas.
"Vou casar", diz-me agora, "Tem de ser... vou ser pai".
Surpresa indescritível estampada no meu olhar.

Pelos vistos, 2008 foi um ano proveitoso para os meus amigos.
E o início de 2009 está a ser recheado de surpresas para mim...

3 de março de 2009

Coisas que me dizem...


"Tu não és mulher para nada sério..."

27 de fevereiro de 2009

Sonho...

... um Amor de cor silvestre.

De cheiro, brisa e azul de mar.
De sol, luz e redes a balouçar.

Sonho um Amor cândido e simples.

De impulsos urgentes rasgando gelo e lágrimas.
De tranquilo conforto abrandando a tempestade.

Sonho um Amor romântico, violento.

De palavras palermas enchendo de luz o dia...
... e sussurros obscenos profanando de pecado a noite.

Sonho um Amor miúdo e traquina.

De repentes, mergulhos e risos.
De corridas, passeio e gozo.

Sonho um Amor a dois.

De danças lentas e respirações aceleradas.
De carne e saliva e duas peles transpiradas.

Sonho um Amor Amor.

De Amizade, Paixão, Saudade e Dor.
De Paz, Conforto, Inquietação e Fervor.

Sonho um Amor...
... e amo um Sonho.

"O Benfica...

... é obrigado a vencer hoje, se quer manter alguma pressão sobre Porto e Sporting".

A suposta 'notícia' caiu-me mal.
Como me cai (sempre) mal que se suponha que o SLBenfica não joga (sempre) para ganhar.

É perfeitamente indiferente que estejamos na frente da corrida ou a 1 ponto, a 4 ou a 20.
E é completamente secundária a competição em questão.

A vitória é a única meta, o único objectivo.
E não há glória em nenhuma outra atitude.

A vitória do SLBenfica não é a derrota dos rivais.
É, tão simplesmente, a única Luz que nos guia.
E o único Prémio que almejamos!