16 de fevereiro de 2009

Sabem...

... aquelas ganas de cantar alto para que se repare?
Para que se perceba que se sabe a letra?
Para que se mostre que se conhece a canção?

Reconhecem a voz esganiçada que se quer fazer ouvir?

Eu canto sempre baixo.
E, mesmo que a minha voz se dilua na do cantor, o que tento mesmo é nunca sair do tom...

13 de fevereiro de 2009

Todos os dias...

... faço 70km de estrada. O mesmo caminho, duas perspectivas.

Vejo o nascer da cor e da luz. O morrer das sombras e dos medos.

Sinto a pressa dos outros. Que alimenta a minha.

E leio o fumo das chaminés. O movimento das ruas e cafés.

Ouço o burburinho, o silêncio da noite que se quebra. Os passos de quem caminha, os motores de quem acelera.

Mas, à noite, atravesso o frio e a escuridão.
E namoro as luzes das casas e o calor que lhes adivinho.

O cão que acompanha o dono, a criança que faz o TPC.
A mesa que reúne a família, a família que se revê.

Enxoto o arrepio das casas vazias.
Do abandono e da solidão.

E fujo daquela visão.
Afasto depressa o olhar.

E volto a correr.
Quero ultrapassar.

Ai esta eterna pressa de chegar.

12 de fevereiro de 2009

Medo...

Recebi um convite do Saddam Hossain para ser sua amiga no Facebook.

Medo...

11 de fevereiro de 2009

"Tem filhos?"


A pergunta feita de forma inócua.

Ouço-me a responder:
"Não"
Mecânica e displicentemente.

E depois a pergunta que não se atreve a fazer.
"Porque não?"
Ecoando em ambas as mentes.

Respondo só para mim mesma.
"Não quero.
Não está na minha natureza.
É errado?"

Rebelde, desafiadora... angustiada.

6 de fevereiro de 2009

"Vem ver-me"...

... pediste-me, "Sinto-me em baixo".

É do Inverno, eu sei.
Este ar gelado que nos descora.
A chuva cinzenta que nos rouba a luz.

Mas também o sinto.
O cansaço que se entranha e permanece.
O sentido de vida que se desvanece.

Tudo parece meio morto, meio inerte.
Arrasto-me e vou, autómato ao mando dos dias.
Estou sem ser, sou sem estar.

Ainda assim, as horas correm velozes.
Próprias de quem é ditoso.

Passam por nós sem esperar.
Troçam de nós ao passar.

"Vem ver-me", sussurro a rogar.
Faz o tempo parar!


5 de fevereiro de 2009

Na sala de espera da clínica...

... peguei numa daquelas revistas para mulheres (a Happy, se não me engano) e escolhi um artigo pelo título.
Qualquer coisa sobre termos coragem de assumir o que somos.

Se bem me lembro, partilhavam as suas experiências uma lésbica, uma actriz de filmes porno, um portador de HIV e uma advogada que se tinha tornado actriz.

Quando chego à parte da advogada, leio a descrição de que todos os dias passava ao Teatro da Malaposta e que este era como um hímen para ela.

"Um hímen?", perguntei-me eu.
Reli.
Sim, um hímen... era mesmo o que estava lá escrito.
"Pois", racionalizei, "é uma revista para mulheres".

O português consegue ser mesmo muito traiçoeiro...

4 de fevereiro de 2009

Acredito que...

... o puxão de orelhas tenha sido dado com boa intenção.
Com o objectivo de me espevitar, de me 'melhorar'.

Não aceito alguns dos argumentos utilizados mas admito, sem problemas, a raiz do 'problema'.
Não sou proactiva, é verdade.
Não tomo a iniciativa e prefiro muito mais seguir ordens do que dá-las.

Sou diligente e cumpridora.
E espero sempre que, quem trabalha comigo, também o seja.
Por isso, não pressiono, nem me imponho... pelo contrário, aguardo e respeito.

Nada disto, no entanto, deve fazer de mim melhor ou pior colaboradora, melhor ou pior pessoa.
Mas faz, sem sombra de dúvida, com que seja pior chefe.
Ou melhor... faz com que não saiba, nem consiga liderar.

"Cada um é como cada qual"
Não é o que dizem?

Há quem envelheça em carruagens de metro e paragens de autocarro, fustigados por vento e chuva e mergulhados em poças e lama... eternamente subalternos.
E há quem se resguarde das mesmas intempéries em carros que mereceram, protegidos por benefícios que alcançaram e privilégios que conquistaram... já nascidos chefes, dirigentes, directores e presidentes.

E tão bons uns... como os outros.
Não?

2 de fevereiro de 2009

Será...


... romantismo exacerbado?
Ou egoísmo acomodado?

Procurarei realmente a perfeição?
Ou pesarei o esforço da sua realização?

"Eu seria feliz...", escrevi-lhe um dia.
E depois acrescentei...
"... somos admiráveis na nossa coragem.
A coragem que impede que nos acomodemos a uma situação aquém do ideal de vida.
A coragem que não precisa de influências externas para se manifestar.
Ou então, a coragem que é sensível demais a essas influências..."



Será mel o que as abelhas vêm encontrar?
Ou o fel de verem que o mel é fruto a medrar?

29 de janeiro de 2009

Desafio

O Astro já há muito me tinha lançado o desafio.

Por não ter cantores (nem bandas) favoritos, tornou-se algo difícil respondê-lo.

Mas olha... afinal, deu nisto!

1. Colocar uma foto individual minha


Ninguém disse que tinha de ser actual :P

2. Indicar a minha banda favorita

Como já disse acima, não tenho :S
E, para dizer a verdade, não percebi muito bem se tinha de responder com títulos de músicas da minha banda favorita.
Portanto, elegi os No Doubt (sempre achei graça à Gwen Stefan) para me ajudar a responder.

3. Responder às seguintes questões com títulos de músicas:

3.1. És Homem ou Mulher?
"Just a Girl"

3.2. Descreve-te:
"That's Just Me"... "Dark Blue" in my "Tragic Kingdom"

3.3. O que as pessoas acham de ti?
"Different People"

3.4. Como descreves o teu último relacionamento?
"Sad for Me"

3.5. Descreve o estado actual da tua relação.
"Sinking"

3.6. Onde querias estar agora?
"Greener Pastures"

3.7. O que pensas a respeito do amor?
"Don't Speak", "Open the Gate" "Im My Head" and "Start the Fire" "Underneath It All" :D

3.8. Como é a tua vida?
"It's My Life"... just a "Simple Kind Of Life"

3.9. O que pedirias se pudesses ter só um desejo?
"Marry Me"

3.10. Escreve uma frase sábia.
"Magic’s In The Makeup"... eheheh.


"Happy now?" ;)

27 de janeiro de 2009

Não sei porquê...

... mas fico sempre desiludida quando descubro que uma música que gosto is a cover from the original song.

26 de janeiro de 2009

Com ar sério...

... (quem dera ter-lhe visto a cara nesse momento) propôs-me partilharmos uma casa.
"Sem compromisso!" é bom que fique claro(!).

Sei que pensamos da mesma forma.
E que a sua proposta me agradou.

Divisão de despesas.
(Boa) companhia.

Aqui porque se ficava mais perto dos empregos.
Ou lá porque ele ficava mais perto da praia e do surf.

A Vida devia ser assim tão simples...

23 de janeiro de 2009

À meia noite...

... enquanto engolia com esforço as 12 passas, pensava que talvez fosse uma altura tão boa como qualquer outra para começar a mudar.

Estou cansada destas 'cenas'.

Os teus desafios já não me vencem.
Já não reajo ao teu chamado.

E não te quero desiludir.
Deixar-te ver-me mais baça.

Sei que ficarei (completamente) só.
Mas não o estive menos quando te tive ao meu lado.

Quero tanto fugir desta prisão...

Não a de estar sempre à tua espera.
Mas a de não crer que posso esperar outro alguém.

21 de janeiro de 2009

"Tenho tempo"...

... digo a mim própria.
Na verdade, nem sequer o digo... mas penso-o (como verdade).

Assumo que não me fugirão os dias que estão por vir.
E acredito que nada mos roubará, nada o conseguirá.

O tempo que reservei será meu.
E findará somente na validade que lhe dei.

Não prevejo obstáculos, não previno contratempos.
Não espero contrariedades, não admito incidentes.

E, então, não faço já... aguardo.
E, portanto, não vou hoje... adio.

"Tenho tempo", sei-o com certeza!
Mesmo quando sinto o tempo fugir.

"Terei tempo", afirmo com segurança!
Cega de preguiça, inércia e esperança.

20 de janeiro de 2009

19 de janeiro de 2009

Mas porque é que...

... finalmente decidi aderir a estas modernices?!

E agora?
Comentários (que já eram tão poucos) cadê???

16 de janeiro de 2009

As pessoas...

... são como ruas.

Algumas são grandes avenidas, amplas e arborizadas.
Centrais mas de fácil acesso, têm sempre muitos lugares para estacionar.
Gostamos de as percorrer e é sempre um prazer lá voltar.

Outras são vias rápidas, movimentadas e caóticas.
Fugimos delas sempre que podemos mas, por vezes, não temos alternativa e vemo-nos mesmo obrigados a usá-las.
Aguentamos estoicamente filas e faltas de civismo apenas porque o fim parece justificar a via.

Depois existem as que são estradas nacionais.
Procuramo-las quando queremos fugir ao stress diário.
Permitem-nos alguma margem de manobra e não nos pressionam, nem constrangem.
Nem sempre mais lentamente, com elas chegamos igualmente ao nosso destino.

E ainda há as que são vias reservadas.
Acessíveis mediante pagamento e/ou autorização.
Sossegadas e residenciais.
Privadas e restritas.
Fechadas e luxuosas.
Geralmente, a sua companhia é um privilégio que se lutará eternamente por conquistar.

Mas, por vezes, deparamo-nos com as que são becos e vias esconsas.
Gente escura, mal iluminada.
De vistas estreitas e sem horizontes.
Não oferecem saída, nem primam pela hospitalidade.
Quando caímos no erro de lá entrar, não descansamos enquanto não conseguimos de lá sair.
Em fuga das sombras... em busca do Sol.

Porque "enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar"...

15 de janeiro de 2009

Convenci-me...

... que interessar-me pelos jogos do meu Clube lhe trazia, invariavelmente, uma série de azares e fracos resultados.
Por outro lado, percebi que, se me abstraísse desses acontecimentos e tentasse ignorar até os respectivos calendários, 'a coisa' melhorava consideravelmente.

Por esse motivo, não tenho assistido aos últimos jogos do Glorioso (muito menos com o meu Pai o que significa sempre azar redobrado!!) nem prestado atenção aos resumos e comentários dos supostos 'especialistas na matéria'.

Mas ontem, o meu Pai ligou-me entusiasmado:
"Eh pá... parece que o Di Maria fez um golo fora de série e o Rui Santos vai comentar os jogos às dez e meia... agora fiquei curioso para ver!"

E eu também fiquei... e acabei também por ver.

Já tinha ouvido opiniões sobre este 'comentador' mas nunca, até ontem, as tinha comprovado tão certas.
E que pena não poder estar no lugar daquela jornalista...

Mas o golo do Di Maria é mesmo do outro mundo!
Ficou-me esse consolo.

Ora vejam...

14 de janeiro de 2009

O programa...

... era sobre optimismo.
E todas as pessoas que para lá ligavam afirmavam-se "pessoas muito optimistas!!!"... com vários pontos de exclamação.

Passado algum tempo, parecia-me que o seu optimismo não era mais do que o entusiasmo de um "é preciso pensar positivo!!" e o aparente descaso de um "deixa andar..." ou de um "depois logo se vê...".

Há tempos tinha ouvido a expressão "optimismo responsável".
E, se bem que o contexto em que foi dita não era o mais promissor, soou-me bem mais... responsável.

Ter noção dos 'males' que nos rodeiam e apercebermo-nos de 'ameaças' latentes não é falta de optimismo.
A meu ver é apenas... responsabilidade.

13 de janeiro de 2009

Interessante...


"O ano de 2009 é de preparação para uma nova vida e até para um novo ciclo de sorte, uma vez que termina o ciclo anterior de 11 anos.
O que irá acabar na sua vida que teve início há 10 anos atrás?"

Boa pergunta...