10 de outubro de 2008

Ca nervos!!

Quando estou nervosa,
há pouca coisa que me acalme menos do que dizerem-me:
"Acalma-te..."

And you should...

9 de outubro de 2008

O meu...

... “Não” é potente.
Mesmo quando dito de mansinho.

A minha recusa é inegável.
Mesmo quando nada evidente.

A fuga ao que não quero é incontestável.
Mesmo quando encoberta de subtileza.

E o “Sim” que me rouba auto-estima só me é arrancado à força.

À força da insistência.
À força do cansaço.

E à força da minha própria fraqueza.

7 de outubro de 2008

Lamento...

... o tempo que não te posso conceder.
E a pressa com que despacho os teus assuntos.

Não tenho calma para te dizer o que sinto.
E não sinto nada além do que impede que te escreva.

Mas lamento a falta que me fazes.
E lamento a minha falta no teu leito.

Porque eu sou água e terra e ar e fogo.
Princípio e fim da tua vida.

E tu és pão e sangue e roupa e cama.
Fim em ti mesmo, história fugaz.
Mas história só minha, alento, defesa.
Guerra só minha e sempre, sempre minha paz.

3 de outubro de 2008

Ela não gosta...

... de mim, sinto à légua.

Distribui mimos e atenções (quase) indiscriminadamente.
Mas, de mim, desconfia e guarda sempre reserva.

Mesmo quando 'afaga' é distante.
Mesmo quando agrada é favor.

Parecemos galinhas em guerra fria por um poleiro.
Sem nem saber que poleiro é esse, afinal.

Mas ela é líder que detesta sombra.
Rebelde que recusa freio.

E a distância vai aumentando.
E o afecto continuamente esfriando.

Porque ela não gosta de mim.
E eu não gosto de quem me trata assim.

2 de outubro de 2008

Nunca pensei...

... que pudesse ser tão simples.
E muito menos que dependesse apenas de mim.

Cheguei, ouvi e... agora fiquei a pensar.

Tenho (mesmo) vontade de mudar?
Estou disposta a arriscar?
Sim ou não?

1 de outubro de 2008

"Tu nunca vais ser...

... uma mulher bonita!" disse-me ela (quero acreditar) com a melhor das intenções.
Porque não me esforço por sê-lo, continuou.
Porque não dou nenhuma ajuda à natureza, nem procuro disfarçar nenhum 'erro divino'.
E porque não me concedo nenhum tempo para melhorar.

O meu cabelo mantenho-o desgrenhado com cortes que não necessitem de secador, como explicitamente exijo ao cabeleireiro nas poucas vezes que lá vou.
As imperfeições da minha pele não estão escondidas por nenhum creme ocultador de defeitos.
Não uso batom, a não ser o do cieiro (e apenas quando realmente preciso).
E as olheiras (que já nasceram comigo) são perfeita e completamente indisfarçáveis.

É (também) muita preguiça, eu sei.
Que vai servindo de desculpa para manter o meu ‘estilo natural’.
Mas é fundamentalmente um “what you see is what you get” que me agrada sobremaneira por nunca me trazer dissabores a mim, nem provocar desapontamentos a terceiros.
Um “se gostares de mim, tens de o fazer apesar de mim” que cultivo quase como filosofia de vida.

É muita preguiça, reconheço.
Mas também essa me recuso a ocultar.

30 de setembro de 2008

Deve ser...

... normal.

Ter estas fases em que nada mais parece existir do que o vai e vem contínuo "casa-trabalho, trabalho-casa"... mas aceitar esse facto sem grande reclame.
Ter esta sucessão de dias em que acordo quase de madrugada e chego a casa já de noite... e mesmo assim sorrir com vontade durante o dia.
Ter estes (longos) períodos em que as suas provocações continuam a agradar-me... sem que, no entanto, consigam convencer-me.
Ter esta preguiça que me impede de fazer tudo o que me roube tempo e/ou descanso... mas raramente lamentar o que perco.
Ter estas travessias de deserto em que tudo parece árido, pálido e aborrecido... mas continuar a descobrir conforto em mim própria.
Ter esta sensação de 'dejá'-sentido, 'dejá'-feito, 'dejá'-passado... mas não me esforçar por reatar, renovar, reaprender, voltar a tentar.

Deve ser normal, digo eu.
Deve ser normal...

25 de setembro de 2008

É a tua mão...

... que tenta amparar-me, eu sei.
Com o cuidado e o desvelo que te adivinho.

Queres ser a rede que me retire deste mar.
O escudo que me proteja nesta terra.

Mas eu sinto que só vivo neste livro.
E acredito que definho noutra guerra.

E sou meu próprio carrasco.
O meu próprio carcereiro.

Sempre ingrata, os tesouros renegando.
Que esta vontade me condene... sempre receando.

24 de setembro de 2008

Incongruências



Não acredito na perfeição.


Mesmo quando sonho com ela...

23 de setembro de 2008

Ele tem...

... 34 anos.
E domina o Mundo!

Atingiu rapidamente o topo da carreira na empresa onde se encontra.
E agora foi 'recrutado', sem nem sequer se ter candidatado, por uma das maiores empresas concorrentes.

Ele é inteligente e perspicaz.
Ele é jovem, bem parecido e capaz.

O dinheiro já lhe veio do berço.
E acumula casas, troca de carro, sem o menor apego.

Comprou 2 cães (de raça, evidentemente!) que ainda mantém.
Teve 2 mulheres... que não conseguiram prendê-lo tão bem.

E está cansado... mentalmente exausto.
Ele que domina o Mundo... aos 34.