Tudo (me) sabe a pouco.
Há sempre algo que (me) falta.
Qualquer coisa por fazer... por dizer.
Qualquer coisa por ouvir... por receber.
E nada chega.
Tudo é insuficiente.
Quero mais... preciso de tudo!
Empanturrar-me de mimos e atenções.
Fartar-me de carinho e emoções.
E, mesmo assim, vou achar pouco.
E o meu corpo permanecerá oco.
Porque sou buraco negro, sugando alimento.
Mas sou poço sem fundo, escoando sustento.
1 de setembro de 2008
29 de agosto de 2008
Ele...
... tem uma insegurança quase infantil.
Uma necessidade de se afirmar que tenta, mal ou bem, disfarçar.
Ele tem de se mostrar.
Provar que o acham bom.
E fá-lo ingenuamente.
Apenas pedindo atenção.
Raramente o sinto homem.
Vejo-o sempre menino.
Com ele, não sou mulher.
Apenas apoio, arrimo.
Uma necessidade de se afirmar que tenta, mal ou bem, disfarçar.
Ele tem de se mostrar.
Provar que o acham bom.
E fá-lo ingenuamente.
Apenas pedindo atenção.
Raramente o sinto homem.
Vejo-o sempre menino.
Com ele, não sou mulher.
Apenas apoio, arrimo.
28 de agosto de 2008
Surgiu...
... há coisa de 3 semanas, no café onde vou todas as manhãs (de Agosto).
E agradou-me a possibilidade de o ver regularmente... pelo menos durante um mês.

Olhou-me como gosto de ser olhada.
Sem disfarces, sem pudor.
Olhei-o apenas como fui capaz.
Sem defesas, com rubor.
Hoje surgiu de novo... acompanhado.
Senti que me olhou ainda.
Não o olhei.
E agradou-me a possibilidade de o ver regularmente... pelo menos durante um mês.

Olhou-me como gosto de ser olhada.
Sem disfarces, sem pudor.
Olhei-o apenas como fui capaz.
Sem defesas, com rubor.
Hoje surgiu de novo... acompanhado.
Senti que me olhou ainda.
Não o olhei.
27 de agosto de 2008
As boas conversas...
... são como requintadas refeições completas.
Começam com uma entrada deliciosa que nos deixa com água na boca, incitando-nos a continuar, imaginando o que virá a seguir.
Depois presenteiam-nos com vários pratos principais, substanciais e suculentos, (pre)enchendo-nos o corpo e saciando, em grande parte, vícios de apetites e gula.
Mas há sempre um cantinho que queremos reservar para a sobremesa... acreditando que será sublime, perfeita!
Há sempre a ilusão de esperar a cereja que enfeita o bolo.
E é sempre uma decepção comer uma sobremesa que compromete toda a refeição...
Começam com uma entrada deliciosa que nos deixa com água na boca, incitando-nos a continuar, imaginando o que virá a seguir.
Depois presenteiam-nos com vários pratos principais, substanciais e suculentos, (pre)enchendo-nos o corpo e saciando, em grande parte, vícios de apetites e gula.
Mas há sempre um cantinho que queremos reservar para a sobremesa... acreditando que será sublime, perfeita!
Há sempre a ilusão de esperar a cereja que enfeita o bolo.
E é sempre uma decepção comer uma sobremesa que compromete toda a refeição...
26 de agosto de 2008
Para quê...
... falar se não podemos ouvir?
Para quê prometer se não podemos cumprir?
Detecto cansaço, alguma impaciência.
Ausculto frieza, reserva, indiferença.
Trai o que se diz para atrair.
Afasta-se quando se quer seduzir.
Para quê fingir que a vida é boa assim?
Para quê tentar se já sabemos o fim?
Para quê prometer se não podemos cumprir?
Detecto cansaço, alguma impaciência.
Ausculto frieza, reserva, indiferença.
Trai o que se diz para atrair.
Afasta-se quando se quer seduzir.
Para quê fingir que a vida é boa assim?
Para quê tentar se já sabemos o fim?
25 de agosto de 2008
Olha que dois...
Ele:
"Acho que cada vez menos consigo estar comigo mesmo"
Eu:
"E eu parece que cada vez mais não consigo estar com outras pessoas"
"Acho que cada vez menos consigo estar comigo mesmo"
Eu:
"E eu parece que cada vez mais não consigo estar com outras pessoas"
22 de agosto de 2008
Sou assim...
... e acredito que não sou a única.
A minha pele arrepia-se com...
... finais triunfantes.
... o aplauso sentido e unânime.
... o orgulho profundo em alguém querido.
... a emoção da vitória intensamente sentida.
E os meus olhos enchem-se de lágrimas...
... na vénia que faço à humildade.
... no respeito comovido pelo mérito.
... no silêncio que reservo para ouvir o Hino.
... na união de vozes a cantar em uníssono.
É assim na Luz com as "(...) papoilas (...)" e o vôo da Vitória.
É assim em cada golo e no grito único entoado a mil vozes.
É assim em cada espectáculo grandioso e inesquecível.
E é sempre assim em todas as demonstrações do quão grande ainda consegue ser Portugal.
Tinhas razão, Vanessa, foi mesmo "ouro sobre azul".
Aliás, foi o nosso melhor Ouro somado à nossa melhor Prata!
Parabéns e Muito Obrigada, Portugal!
A minha pele arrepia-se com...
... finais triunfantes.
... o aplauso sentido e unânime.
... o orgulho profundo em alguém querido.
... a emoção da vitória intensamente sentida.
E os meus olhos enchem-se de lágrimas...
... na vénia que faço à humildade.
... no respeito comovido pelo mérito.
... no silêncio que reservo para ouvir o Hino.
... na união de vozes a cantar em uníssono.
É assim na Luz com as "(...) papoilas (...)" e o vôo da Vitória.
É assim em cada golo e no grito único entoado a mil vozes.
É assim em cada espectáculo grandioso e inesquecível.
E é sempre assim em todas as demonstrações do quão grande ainda consegue ser Portugal.
Tinhas razão, Vanessa, foi mesmo "ouro sobre azul".
Aliás, foi o nosso melhor Ouro somado à nossa melhor Prata!
Parabéns e Muito Obrigada, Portugal!
21 de agosto de 2008
De quando...
... em vez, fazes-me lembrar (d)ele.
E não gosto.
O mesmo distanciamento.
O mesmo desapego.
A mesma indiferença.
A mesma atitude egocêntrica.
De quem passa mas nunca pretende ficar.
De quem perturba mas nunca se deixa afectar.
Mas, tal como a ele, não te consigo parar.
E, tal como dele, não me consigo afastar.
E não gosto.
O mesmo distanciamento.
O mesmo desapego.
A mesma indiferença.
A mesma atitude egocêntrica.
De quem passa mas nunca pretende ficar.
De quem perturba mas nunca se deixa afectar.
Mas, tal como a ele, não te consigo parar.
E, tal como dele, não me consigo afastar.
20 de agosto de 2008
É a insegurança...
... que te faz falar assim, eu sei.
É o medo de seres de menos que te impele a ser (de)mais.
É a vergonha de não seres tanto que tentas vender em brilhos.
Mas é a (in)certeza do que vales que te transformou em quem és.
E o desejo imbecil de ofuscar que te fez desagradável e rude.
Quando me mentes, finjo que acredito.
Se queres assombrar-me, abro os olhos de espanto.
Mas de tanta perfídia, reservo distância.
E a esta distância... percebo-te só.
É o medo de seres de menos que te impele a ser (de)mais.
É a vergonha de não seres tanto que tentas vender em brilhos.
Mas é a (in)certeza do que vales que te transformou em quem és.
E o desejo imbecil de ofuscar que te fez desagradável e rude.
Quando me mentes, finjo que acredito.
Se queres assombrar-me, abro os olhos de espanto.
Mas de tanta perfídia, reservo distância.
E a esta distância... percebo-te só.
18 de agosto de 2008
Por vezes...
... os astros confluem.
E fazem-nos convergir, curiosa e paralelamente, sem nos tocarmos...
Este fim de semana, tinha admirado as fachadas que construímos.
As mentiras que vendemos por acreditarmos nelas.
As máscaras que colocamos para brilhar... e vencer.
E tive a certeza "Eu não sou assim!".
Só que, depois, veio o B. e disse:
"Tenho uma boa ideia da tua essência e não é aquela que desenho quando leio o teu blog. Não estou a dizer que o que leio é pior ou melhor do que acho que tu realmente sejas... é diferente"
E, mais tarde, o P. atirou mais lenha para a fogueira quando afirmou:
"Talvez haja uma relação entre o conteúdo do blog e o estado de espírito de quem por lá passa e sente o tal "aconchego". O aparecimento de uma nova relação (seja de que tipo for) numa altura menos boa, pode facilmente levar ao afastamento, ruptura, ou a uma aproximação pelos motivos errados. Juntas esta última com o teu blog e tens mel!"
E, nessa altura, ponderei:
"Talvez eu seja assim, afinal..."
E fazem-nos convergir, curiosa e paralelamente, sem nos tocarmos...
Este fim de semana, tinha admirado as fachadas que construímos.
As mentiras que vendemos por acreditarmos nelas.
As máscaras que colocamos para brilhar... e vencer.
E tive a certeza "Eu não sou assim!".
Só que, depois, veio o B. e disse:
"Tenho uma boa ideia da tua essência e não é aquela que desenho quando leio o teu blog. Não estou a dizer que o que leio é pior ou melhor do que acho que tu realmente sejas... é diferente"
E, mais tarde, o P. atirou mais lenha para a fogueira quando afirmou:
"Talvez haja uma relação entre o conteúdo do blog e o estado de espírito de quem por lá passa e sente o tal "aconchego". O aparecimento de uma nova relação (seja de que tipo for) numa altura menos boa, pode facilmente levar ao afastamento, ruptura, ou a uma aproximação pelos motivos errados. Juntas esta última com o teu blog e tens mel!"
E, nessa altura, ponderei:
"Talvez eu seja assim, afinal..."
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