... tem uma insegurança quase infantil.
Uma necessidade de se afirmar que tenta, mal ou bem, disfarçar.
Ele tem de se mostrar.
Provar que o acham bom.
E fá-lo ingenuamente.
Apenas pedindo atenção.
Raramente o sinto homem.
Vejo-o sempre menino.
Com ele, não sou mulher.
Apenas apoio, arrimo.
28 de agosto de 2008
Surgiu...
... há coisa de 3 semanas, no café onde vou todas as manhãs (de Agosto).
E agradou-me a possibilidade de o ver regularmente... pelo menos durante um mês.

Olhou-me como gosto de ser olhada.
Sem disfarces, sem pudor.
Olhei-o apenas como fui capaz.
Sem defesas, com rubor.
Hoje surgiu de novo... acompanhado.
Senti que me olhou ainda.
Não o olhei.
E agradou-me a possibilidade de o ver regularmente... pelo menos durante um mês.

Olhou-me como gosto de ser olhada.
Sem disfarces, sem pudor.
Olhei-o apenas como fui capaz.
Sem defesas, com rubor.
Hoje surgiu de novo... acompanhado.
Senti que me olhou ainda.
Não o olhei.
27 de agosto de 2008
As boas conversas...
... são como requintadas refeições completas.
Começam com uma entrada deliciosa que nos deixa com água na boca, incitando-nos a continuar, imaginando o que virá a seguir.
Depois presenteiam-nos com vários pratos principais, substanciais e suculentos, (pre)enchendo-nos o corpo e saciando, em grande parte, vícios de apetites e gula.
Mas há sempre um cantinho que queremos reservar para a sobremesa... acreditando que será sublime, perfeita!
Há sempre a ilusão de esperar a cereja que enfeita o bolo.
E é sempre uma decepção comer uma sobremesa que compromete toda a refeição...
Começam com uma entrada deliciosa que nos deixa com água na boca, incitando-nos a continuar, imaginando o que virá a seguir.
Depois presenteiam-nos com vários pratos principais, substanciais e suculentos, (pre)enchendo-nos o corpo e saciando, em grande parte, vícios de apetites e gula.
Mas há sempre um cantinho que queremos reservar para a sobremesa... acreditando que será sublime, perfeita!
Há sempre a ilusão de esperar a cereja que enfeita o bolo.
E é sempre uma decepção comer uma sobremesa que compromete toda a refeição...
26 de agosto de 2008
Para quê...
... falar se não podemos ouvir?
Para quê prometer se não podemos cumprir?
Detecto cansaço, alguma impaciência.
Ausculto frieza, reserva, indiferença.
Trai o que se diz para atrair.
Afasta-se quando se quer seduzir.
Para quê fingir que a vida é boa assim?
Para quê tentar se já sabemos o fim?
Para quê prometer se não podemos cumprir?
Detecto cansaço, alguma impaciência.
Ausculto frieza, reserva, indiferença.
Trai o que se diz para atrair.
Afasta-se quando se quer seduzir.
Para quê fingir que a vida é boa assim?
Para quê tentar se já sabemos o fim?
25 de agosto de 2008
Olha que dois...
Ele:
"Acho que cada vez menos consigo estar comigo mesmo"
Eu:
"E eu parece que cada vez mais não consigo estar com outras pessoas"
"Acho que cada vez menos consigo estar comigo mesmo"
Eu:
"E eu parece que cada vez mais não consigo estar com outras pessoas"
22 de agosto de 2008
Sou assim...
... e acredito que não sou a única.
A minha pele arrepia-se com...
... finais triunfantes.
... o aplauso sentido e unânime.
... o orgulho profundo em alguém querido.
... a emoção da vitória intensamente sentida.
E os meus olhos enchem-se de lágrimas...
... na vénia que faço à humildade.
... no respeito comovido pelo mérito.
... no silêncio que reservo para ouvir o Hino.
... na união de vozes a cantar em uníssono.
É assim na Luz com as "(...) papoilas (...)" e o vôo da Vitória.
É assim em cada golo e no grito único entoado a mil vozes.
É assim em cada espectáculo grandioso e inesquecível.
E é sempre assim em todas as demonstrações do quão grande ainda consegue ser Portugal.
Tinhas razão, Vanessa, foi mesmo "ouro sobre azul".
Aliás, foi o nosso melhor Ouro somado à nossa melhor Prata!
Parabéns e Muito Obrigada, Portugal!
A minha pele arrepia-se com...
... finais triunfantes.
... o aplauso sentido e unânime.
... o orgulho profundo em alguém querido.
... a emoção da vitória intensamente sentida.
E os meus olhos enchem-se de lágrimas...
... na vénia que faço à humildade.
... no respeito comovido pelo mérito.
... no silêncio que reservo para ouvir o Hino.
... na união de vozes a cantar em uníssono.
É assim na Luz com as "(...) papoilas (...)" e o vôo da Vitória.
É assim em cada golo e no grito único entoado a mil vozes.
É assim em cada espectáculo grandioso e inesquecível.
E é sempre assim em todas as demonstrações do quão grande ainda consegue ser Portugal.
Tinhas razão, Vanessa, foi mesmo "ouro sobre azul".
Aliás, foi o nosso melhor Ouro somado à nossa melhor Prata!
Parabéns e Muito Obrigada, Portugal!
21 de agosto de 2008
De quando...
... em vez, fazes-me lembrar (d)ele.
E não gosto.
O mesmo distanciamento.
O mesmo desapego.
A mesma indiferença.
A mesma atitude egocêntrica.
De quem passa mas nunca pretende ficar.
De quem perturba mas nunca se deixa afectar.
Mas, tal como a ele, não te consigo parar.
E, tal como dele, não me consigo afastar.
E não gosto.
O mesmo distanciamento.
O mesmo desapego.
A mesma indiferença.
A mesma atitude egocêntrica.
De quem passa mas nunca pretende ficar.
De quem perturba mas nunca se deixa afectar.
Mas, tal como a ele, não te consigo parar.
E, tal como dele, não me consigo afastar.
20 de agosto de 2008
É a insegurança...
... que te faz falar assim, eu sei.
É o medo de seres de menos que te impele a ser (de)mais.
É a vergonha de não seres tanto que tentas vender em brilhos.
Mas é a (in)certeza do que vales que te transformou em quem és.
E o desejo imbecil de ofuscar que te fez desagradável e rude.
Quando me mentes, finjo que acredito.
Se queres assombrar-me, abro os olhos de espanto.
Mas de tanta perfídia, reservo distância.
E a esta distância... percebo-te só.
É o medo de seres de menos que te impele a ser (de)mais.
É a vergonha de não seres tanto que tentas vender em brilhos.
Mas é a (in)certeza do que vales que te transformou em quem és.
E o desejo imbecil de ofuscar que te fez desagradável e rude.
Quando me mentes, finjo que acredito.
Se queres assombrar-me, abro os olhos de espanto.
Mas de tanta perfídia, reservo distância.
E a esta distância... percebo-te só.
18 de agosto de 2008
Por vezes...
... os astros confluem.
E fazem-nos convergir, curiosa e paralelamente, sem nos tocarmos...
Este fim de semana, tinha admirado as fachadas que construímos.
As mentiras que vendemos por acreditarmos nelas.
As máscaras que colocamos para brilhar... e vencer.
E tive a certeza "Eu não sou assim!".
Só que, depois, veio o B. e disse:
"Tenho uma boa ideia da tua essência e não é aquela que desenho quando leio o teu blog. Não estou a dizer que o que leio é pior ou melhor do que acho que tu realmente sejas... é diferente"
E, mais tarde, o P. atirou mais lenha para a fogueira quando afirmou:
"Talvez haja uma relação entre o conteúdo do blog e o estado de espírito de quem por lá passa e sente o tal "aconchego". O aparecimento de uma nova relação (seja de que tipo for) numa altura menos boa, pode facilmente levar ao afastamento, ruptura, ou a uma aproximação pelos motivos errados. Juntas esta última com o teu blog e tens mel!"
E, nessa altura, ponderei:
"Talvez eu seja assim, afinal..."
E fazem-nos convergir, curiosa e paralelamente, sem nos tocarmos...
Este fim de semana, tinha admirado as fachadas que construímos.
As mentiras que vendemos por acreditarmos nelas.
As máscaras que colocamos para brilhar... e vencer.
E tive a certeza "Eu não sou assim!".
Só que, depois, veio o B. e disse:
"Tenho uma boa ideia da tua essência e não é aquela que desenho quando leio o teu blog. Não estou a dizer que o que leio é pior ou melhor do que acho que tu realmente sejas... é diferente"
E, mais tarde, o P. atirou mais lenha para a fogueira quando afirmou:
"Talvez haja uma relação entre o conteúdo do blog e o estado de espírito de quem por lá passa e sente o tal "aconchego". O aparecimento de uma nova relação (seja de que tipo for) numa altura menos boa, pode facilmente levar ao afastamento, ruptura, ou a uma aproximação pelos motivos errados. Juntas esta última com o teu blog e tens mel!"
E, nessa altura, ponderei:
"Talvez eu seja assim, afinal..."
14 de agosto de 2008
Chego...
... a ter medo de mim.
Sou um perigo (só) para mim própria.
"Vales cada Km da viagem..."
E eu logo a querer que ele venha.
"Nunca tive ninguém como tu"
E, enlevada, toda eu a acreditar.
Há quem bata com a cabeça em esquinas, tropece em degraus que não vê, caia em buracos que não distingue.
Já eu vejo as esquinas que me ferem... mas vibro com a dor que me provocam.
Percebo os degraus que me derrubam... mas anseio pela adrenalina da queda.
E conheço o fundo dos buracos que me engolem... mas é (apenas) o seu perigo que me dá prazer.
Sou um perigo (só) para mim própria.
"Vales cada Km da viagem..."
E eu logo a querer que ele venha.
"Nunca tive ninguém como tu"
E, enlevada, toda eu a acreditar.
Há quem bata com a cabeça em esquinas, tropece em degraus que não vê, caia em buracos que não distingue.
Já eu vejo as esquinas que me ferem... mas vibro com a dor que me provocam.
Percebo os degraus que me derrubam... mas anseio pela adrenalina da queda.
E conheço o fundo dos buracos que me engolem... mas é (apenas) o seu perigo que me dá prazer.
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