22 de agosto de 2008

Sou assim...

... e acredito que não sou a única.

A minha pele arrepia-se com...
... finais triunfantes.
... o aplauso sentido e unânime.
... o orgulho profundo em alguém querido.
... a emoção da vitória intensamente sentida.

E os meus olhos enchem-se de lágrimas...
... na vénia que faço à humildade.
... no respeito comovido pelo mérito.
... no silêncio que reservo para ouvir o Hino.
... na união de vozes a cantar em uníssono.

É assim na Luz com as "(...) papoilas (...)" e o vôo da Vitória.
É assim em cada golo e no grito único entoado a mil vozes.
É assim em cada espectáculo grandioso e inesquecível.

E é sempre assim em todas as demonstrações do quão grande ainda consegue ser Portugal.


Tinhas razão, Vanessa, foi mesmo "ouro sobre azul".

Aliás, foi o nosso melhor Ouro somado à nossa melhor Prata!



Parabéns e Muito Obrigada, Portugal!

21 de agosto de 2008

De quando...

... em vez, fazes-me lembrar (d)ele.
E não gosto.

O mesmo distanciamento.
O mesmo desapego.
A mesma indiferença.

A mesma atitude egocêntrica.
De quem passa mas nunca pretende ficar.
De quem perturba mas nunca se deixa afectar.

Mas, tal como a ele, não te consigo parar.
E, tal como dele, não me consigo afastar.

20 de agosto de 2008

É a insegurança...

... que te faz falar assim, eu sei.

É o medo de seres de menos que te impele a ser (de)mais.
É a vergonha de não seres tanto que tentas vender em brilhos.

Mas é a (in)certeza do que vales que te transformou em quem és.
E o desejo imbecil de ofuscar que te fez desagradável e rude.

Quando me mentes, finjo que acredito.
Se queres assombrar-me, abro os olhos de espanto.

Mas de tanta perfídia, reservo distância.
E a esta distância... percebo-te só.

18 de agosto de 2008

Por vezes...

... os astros confluem.
E fazem-nos convergir, curiosa e paralelamente, sem nos tocarmos...

Este fim de semana, tinha admirado as fachadas que construímos.
As mentiras que vendemos por acreditarmos nelas.
As máscaras que colocamos para brilhar... e vencer.

E tive a certeza "Eu não sou assim!".

Só que, depois, veio o B. e disse:
"Tenho uma boa ideia da tua essência e não é aquela que desenho quando leio o teu blog. Não estou a dizer que o que leio é pior ou melhor do que acho que tu realmente sejas... é diferente"

E, mais tarde, o P. atirou mais lenha para a fogueira quando afirmou:
"Talvez haja uma relação entre o conteúdo do blog e o estado de espírito de quem por lá passa e sente o tal "aconchego". O aparecimento de uma nova relação (seja de que tipo for) numa altura menos boa, pode facilmente levar ao afastamento, ruptura, ou a uma aproximação pelos motivos errados. Juntas esta última com o teu blog e tens mel!"

E, nessa altura, ponderei:
"Talvez eu seja assim, afinal..."

14 de agosto de 2008

Chego...

... a ter medo de mim.
Sou um perigo (só) para mim própria.

"Vales cada Km da viagem..."
E eu logo a querer que ele venha.

"Nunca tive ninguém como tu"
E, enlevada, toda eu a acreditar.

Há quem bata com a cabeça em esquinas, tropece em degraus que não vê, caia em buracos que não distingue.

Já eu vejo as esquinas que me ferem... mas vibro com a dor que me provocam.
Percebo os degraus que me derrubam... mas anseio pela adrenalina da queda.

E conheço o fundo dos buracos que me engolem... mas é (apenas) o seu perigo que me dá prazer.

13 de agosto de 2008

A espera

Sinto-me à espera.
Sento-me, aguardo.

Não sei bem do quê.
Não sei bem de quem.

Mas espero que chegue.
Aguardo que venha.

Sento-me, aguardo.
Mas sei que é em vão.

Sinto-me à espera.
Em tola ilusão.

12 de agosto de 2008

Que situação!

Não atendo os seus telefonemas.
Respondo mais tarde e só por mensagem.

Evito lembrar-lhe que existo.
Fujo a encontros, 'acasos' e outras 'coincidências'...

Não deixo de ser 'simpática', não perco a educação.
Mas já não coloco 'smileys' nas SMS's, nem 'Bjs' como conclusão.

Ainda assim, volta à carga.
Insiste, liga outra vez.
Quer ver-me, falar comigo.
Já não sei o que fazer!

Que diabo, não entende??
Será apenas solidão?
E não poder ser frontal...
Oh, meu Deus, que situação!

11 de agosto de 2008

Meu menino

Ainda te sinto menino.
Ainda te quero embalar.

Não me arrependo de nada.
Sei que não quero voltar.

Mas ainda me banho em carinho.
Quando me falas, menino.

8 de agosto de 2008

Queres...

... um colo que te abrigue.
Num peito que te consuma.

Um coito que te mantenha a salvo.
Num coito que não te consiga aplacar.

Queres a brisa suave do Outono num olhar.
E o suor desabrido do Verão a pulsar.

Queres a emoção constante, renovada num só ser.
E a paz serena, imperturbável, recuperada em cada beijo.

Sei o que queres, sinto o que sentes.

A fome implacável que corrói o teu ventre.
O clamor silencioso sepultado no meu peito.

7 de agosto de 2008

Estou...

... nervosa, inquieta.
Perturbada, irrequieta.

Quero-te aqui, agora!
À distância de uma hora.

Quero-te meu, disponível!
Fantasia exequível.

Mostra-te, mostra-o, desejo patente!
Toca-me, toma-me, intuito evidente.

Mas vem,
Toca-me,
Toma-me!

E sossega-me,
Aquieta-me...