7 de agosto de 2008

Estou...

... nervosa, inquieta.
Perturbada, irrequieta.

Quero-te aqui, agora!
À distância de uma hora.

Quero-te meu, disponível!
Fantasia exequível.

Mostra-te, mostra-o, desejo patente!
Toca-me, toma-me, intuito evidente.

Mas vem,
Toca-me,
Toma-me!

E sossega-me,
Aquieta-me...

6 de agosto de 2008

Já não é...

... a primeira vez que leio, ouço ou comprovo a ideia de que é fácil para um homem encontrar uma mulher que o 'acenda'.
O que lhes parece difícil é descobrir uma que os desafie intelectualmente... uma com quem percam a noção do tempo apenas a conversar.

Não posso falar por todas as mulheres mas eu...
... já conheci (muitos) homens inteligentes que nunca conseguiram 'acender-me'.
... já me senti intelectualmente estimulada (muitas vezes) sem sentir qualquer outro tipo de 'calor'.
... já me esqueci do tempo embrenhada em (muitas) conversas que nunca tiveram nenhum fim mais 'escaldante'.


Não posso falar por todas as mulheres mas a mim...
... o que me parece difícil é descortinar alguém que me incendeie!

5 de agosto de 2008

Não me considero...

... nenhuma especialista em moda.
Bem pelo contrário!
Tenho roupa com centenas de anos e consigo vestir o que gosto até puir e romper.
Por esse motivo, raramente estou in... e isso pouco me importa.

Mas gosto de olhar para as pessoas.
Para o que vestem, como se enfeitam.
Gosto de apreciá-las, perceber a sua atitude.
Notar a forma e a cadência com que andam.

Observo os gordos que não sabem (nem querem) esconder que o são.
Contemplo os magros que não sabem (nem querem) disfarçar que o são.
Vejo óculos escuros enormes que tapam os olhos e as caras de quem atrás deles se esconde.
Examino cabelos pós modernos, estilos vanguardistas, roupa do último grito.
Julgo outros como eu... parados noutra década... noutro século.

E percebo os que fogem e os que fingem.
Os que se escondem e os que se exibem.

E distingo os que vivem para serem olhados.
E os que olham para aprender a viver...

4 de agosto de 2008

Há dias assim...

... em que tudo parece correr bem.
Horas em que tudo parece compor-se.
Minutos em que um pormenor estúpido me prova que estou viva.

Dias que, pela sua raridade, degusto com prazer.
Horas que, por serem curtas, curto com singularidade.
Minutos que, de tão fugazes, agarro com intensidade.

Há momentos assim...

... em que agradeço as pessoas que comigo se cruzam...
... e a vida que, sem saberem, conseguiram oferecer-me.

1 de agosto de 2008

Todos os sonhos...

... me parecem mais belos antes de os realizar.

Todos os 'antes' me embalam e estimulam.
Todas as antecipações me deliciam e incitam.

Mas os 'depois' não são tão esplêndidos.
Os acordares não são tão belos.

Todas as vontades se esgotam quando saciadas.
Todos as ilusões desabam quando implodidas.

Todos os anseios empalidecem ao sol.
E todos os sonhos se exaurem quando findos.

31 de julho de 2008

Eu adio!

É o que faço.
É quase o que sou.
"Aquela que adia"

Adio obras e decisões.
Adio actos e opiniões.
Adio vida e alterações.

Se me dão espaço, adio.
Se me dão tempo, protelo.

Se não me esforço, adio.
Se não me obrigo, prorrogo.

Avanço apenas por despacho.
Decido apenas por petição.

Mas se puder, adio... sempre.
Porque adiar é quase tudo o que faço.
Porque adiar é tudo aquilo que sou.

30 de julho de 2008

Já comecei...

... por várias vezes, um texto sobre as agruras de se ser do Benfica nos dias que correm.
Depois leio outros textos em outros blogs e recuo.
Não acrescentaria nada, não conseguiria dizê-lo melhor.

Hoje ao pequeno-almoço, 'masculinamente' lia o Record (de ontem) esquecido na mesa do café, o qual me tinha atraído pelo sugestivo título "Quique faz razia".
Petit (o quê?!?!), Katso (parece que não quer ficar :(), Makukula (já vai tarde :P), Cardozo (há jogadores que não têm mesmo sorte no Benfica), Jorge Ribeiro (então mas este não o comprámos esta época?! (coisa que, aliás, não me trouxe felicidade nenhuma)), Nuno Assis (ooooohhhhh), Luís Filipe (yupiiiiiiiiiiiii!!!!!), Bynia (por Luís Garcia?)...
A lista é interminável... já nem sei quem serve de moeda de troca com quem, quem quer sair ou quem está, pura e simplesmente, a ser chutado para escanteio.

É impossível parar de torcer.
Nunca se deixa de sofrer.

Mas chega a apetecer, por uns tempos, ir enterrar-me em algum buraco e esquecer.

(bem, pelo menos, sempre tenho uma desculpa para pôr aqui uma foto do nosso novo treinador... continuo a achar que não é muito fotogénico mas gosto de o ver em movimento... eheheh)

29 de julho de 2008

Toda a Verdade

É de (bom) senso comum.
É melhor guardar alguns segredos.

Não convém revelar o que é irrelevante.
Ou, pelo menos, o que não traz nenhum benefício.

É de resistir à tentação de dizer tudo.
Vencer o impulso de descerrar todos os recessos.

É mais sensato ter um último reduto... inexpugnável.
Uma câmara de horrores protegida do mundo... para não o intimidar.

A Verdade... toda ela... é inútil, imprestável.
A Verdade... toda ela... é passado, perfeitamente olvidável.

A Verdade... toda ela... só a nós parece importar.
A Verdade... toda ela... em nós devemos calar.

28 de julho de 2008

Fico...

... deveras preocupada quando penso na teoria que defende que os cães adoptam a personalidade dos seus donos.

É que a Maria está cada vez mais desconfiada, mais teimosa, mais ansiosa, mais independente, mais atrevida, mais 'respondona', mais arisca, mais autoritária e sempre, sempre muito senhora do seu nariz...
... e eu detesto pensar que é por minha causa!!

Aliás, o que eu não gosto mesmo é de perceber que sou eu que sou assim...

25 de julho de 2008

Sem me dar conta...

... reparo que continuo a gostar do teu tipo de homem.
Moreno, franzino, gaiato.

Mesmo quando me ultrapassam em idade.
Mesmo se não me olham, nem me querem.
Mesmo se me preteriram ou abandonaram.

Os meus olhos ainda te seguem noutros corpos.
Os meus sentidos despertam em sósias teus.

Sem me dar conta, reparo que continuo a gostar do teu tipo de homem.
O tipo de homem que nunca pôde ser meu.