É de (bom) senso comum.
É melhor guardar alguns segredos.
Não convém revelar o que é irrelevante.
Ou, pelo menos, o que não traz nenhum benefício.
É de resistir à tentação de dizer tudo.
Vencer o impulso de descerrar todos os recessos.
É mais sensato ter um último reduto... inexpugnável.
Uma câmara de horrores protegida do mundo... para não o intimidar.
A Verdade... toda ela... é inútil, imprestável.
A Verdade... toda ela... é passado, perfeitamente olvidável.
A Verdade... toda ela... só a nós parece importar.
A Verdade... toda ela... em nós devemos calar.
29 de julho de 2008
28 de julho de 2008
Fico...
... deveras preocupada quando penso na teoria que defende que os cães adoptam a personalidade dos seus donos.
É que a Maria está cada vez mais desconfiada, mais teimosa, mais ansiosa, mais independente, mais atrevida, mais 'respondona', mais arisca, mais autoritária e sempre, sempre muito senhora do seu nariz...
... e eu detesto pensar que é por minha causa!!
Aliás, o que eu não gosto mesmo é de perceber que sou eu que sou assim...
É que a Maria está cada vez mais desconfiada, mais teimosa, mais ansiosa, mais independente, mais atrevida, mais 'respondona', mais arisca, mais autoritária e sempre, sempre muito senhora do seu nariz...
... e eu detesto pensar que é por minha causa!!
Aliás, o que eu não gosto mesmo é de perceber que sou eu que sou assim...
25 de julho de 2008
Sem me dar conta...
... reparo que continuo a gostar do teu tipo de homem.
Moreno, franzino, gaiato.
Mesmo quando me ultrapassam em idade.
Mesmo se não me olham, nem me querem.
Mesmo se me preteriram ou abandonaram.
Os meus olhos ainda te seguem noutros corpos.
Os meus sentidos despertam em sósias teus.
Sem me dar conta, reparo que continuo a gostar do teu tipo de homem.
O tipo de homem que nunca pôde ser meu.
Moreno, franzino, gaiato.
Mesmo quando me ultrapassam em idade.
Mesmo se não me olham, nem me querem.
Mesmo se me preteriram ou abandonaram.
Os meus olhos ainda te seguem noutros corpos.
Os meus sentidos despertam em sósias teus.
Sem me dar conta, reparo que continuo a gostar do teu tipo de homem.
O tipo de homem que nunca pôde ser meu.
24 de julho de 2008
Que vontade...
... imediata de embarcar na sua onda.
"Posso ficar contigo?" e eu agito-me em antecipação.

Salvo-me pelo medo do seu ímpeto.
Protejo-me por receio do seu desejo.
Mas é o seu ímpeto que me prende.
E o seu desejo que me estimula.
Fujo por receio de punição.
Escondo-me por medo da perdição.
Mas é a sua vontade que me chama.
E o seu apelo que me dá...
"Posso ficar contigo?" e eu agito-me em antecipação.

Salvo-me pelo medo do seu ímpeto.
Protejo-me por receio do seu desejo.
Mas é o seu ímpeto que me prende.
E o seu desejo que me estimula.
Fujo por receio de punição.
Escondo-me por medo da perdição.
Mas é a sua vontade que me chama.
E o seu apelo que me dá...
23 de julho de 2008
Escrever...
... é fácil quando me limito a descrever o que sinto.Difícil é policiar-me para não revelar o que não posso.
Impossível é escrever o que não vivo.
22 de julho de 2008
Os nervos...
... saem-me pela pele.
Os meus nervos não se revelam na voz.
Ouvem-se na pele como que bradando.
Não se detectam na atitude.
Percebem-se na pele como que estrebuchando.
Não se lêem no olhar.
Vêem-se na pele como que transbordando.
A minha pele manifesta-se, denunciando-me.
E quando a minha pele me expõe, percebo que, por baixo dela, me quebro.
Emergem em calores e suores.
Rebentam em rosácea e impigens.
Rebentam em rosácea e impigens.
Expulso-os em eczemas atópicos.
Seco-os com cremes e cuidados.
Seco-os com cremes e cuidados.
Os meus nervos não se revelam na voz.Ouvem-se na pele como que bradando.
Não se detectam na atitude.
Percebem-se na pele como que estrebuchando.
Não se lêem no olhar.
Vêem-se na pele como que transbordando.
A minha pele manifesta-se, denunciando-me.
E quando a minha pele me expõe, percebo que, por baixo dela, me quebro.
21 de julho de 2008
4 de julho de 2008
2 de julho de 2008
Porque...
... não pode ser mais simples?
Porque tem de haver perturbação?
Porque não pode ser um crescendo de emoção?
Porque tem de haver desilusão?
Porque não pode ser momento eternizado?
Porque tem de haver sempre um adeus decepcionado?
Porque não posso acreditar?
Porque tenho sempre de sonhar?
Porque tem de haver perturbação?
Porque não pode ser um crescendo de emoção?
Porque tem de haver desilusão?
Porque não pode ser momento eternizado?
Porque tem de haver sempre um adeus decepcionado?
Porque não posso acreditar?
Porque tenho sempre de sonhar?
1 de julho de 2008
Ela...
... está doente.
Com uma daquelas doenças que evitamos pronunciar o nome... talvez com receio de que nos venha bater à porta um dia.
Ela está doente e eu ainda não a vi desde que sei.
Falámos apenas e quis acreditar que tudo estava prestes a passar.
Ela é uma amiga querida e eu não consigo dar-lhe a mão.
Ela está doente e eu não sei lidar com esta situação.
Com uma daquelas doenças que evitamos pronunciar o nome... talvez com receio de que nos venha bater à porta um dia.
Ela está doente e eu ainda não a vi desde que sei.
Falámos apenas e quis acreditar que tudo estava prestes a passar.
Ela é uma amiga querida e eu não consigo dar-lhe a mão.
Ela está doente e eu não sei lidar com esta situação.
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