Porque me encontraste deste jeito?
Porque te provoquei esse efeito?
Porque não preferes quem te rodeia?
Porque me parece que vagueias?
Porque avanças tão apressado?
Porque já fizeste o mesmo em outros lados?
Porque não procuras quem te escolheu?
Porque te respondo eu?
16 de maio de 2008
...
Custa-me tanto este sentir imaturo.
Este mar de ondas altas de dor e ternura.
Alguém que me sopra... "Os milagres existem".
E eu logo a mergulhar sem olhar, a querer sem dever.
E doem-me tanto as asas que rasgo.
E os sonhos que mato antes que mos roubem.
E disfarço a espera, gritando-me só.
E grito a esperança, ocultando o dó.
Mas custa-me tanto sentir assim.
Não recear nada e ter sempre medo de mim.
Este mar de ondas altas de dor e ternura.
Alguém que me sopra... "Os milagres existem".
E eu logo a mergulhar sem olhar, a querer sem dever.
E doem-me tanto as asas que rasgo.
E os sonhos que mato antes que mos roubem.
E disfarço a espera, gritando-me só.
E grito a esperança, ocultando o dó.
Mas custa-me tanto sentir assim.
Não recear nada e ter sempre medo de mim.
14 de maio de 2008
É certo...
... que a idade não me trouxe paciência.
Deu-me um pouco mais de jogo de cintura... de capacidade de gerir (ou esconder) ligeiramente melhor a minha falta de complacência.
Mas não me deu mais paciência.
Cedo menos e com maior dificuldade.
Perdoo menos e pior.
Exijo (cada vez) mais e melhor.
E, se em jovem, se procura o parceiro ideal que nos preencha e satisfaça o instinto reprodutor e de continuidade da espécie, a partir de uma certa idade já não se atura ninguém que não se mostre simplesmente à altura de nos acompanhar.
É por isso que certas atitudes, certas palavras e alguns gestos passam a ter apenas dois destinos.
A indiferença por algo que não chega a provocar nenhum efeito.
Ou a desilusão por termos acreditado que algo tinha potencial para o fazer...
Deu-me um pouco mais de jogo de cintura... de capacidade de gerir (ou esconder) ligeiramente melhor a minha falta de complacência.
Mas não me deu mais paciência.
Cedo menos e com maior dificuldade.
Perdoo menos e pior.
Exijo (cada vez) mais e melhor.
E, se em jovem, se procura o parceiro ideal que nos preencha e satisfaça o instinto reprodutor e de continuidade da espécie, a partir de uma certa idade já não se atura ninguém que não se mostre simplesmente à altura de nos acompanhar.
É por isso que certas atitudes, certas palavras e alguns gestos passam a ter apenas dois destinos.
A indiferença por algo que não chega a provocar nenhum efeito.
Ou a desilusão por termos acreditado que algo tinha potencial para o fazer...
13 de maio de 2008
Qual é a tua personagem Seinfeld?

Que personagem do Seinfeld é você?
Trazido a você por Soul Fire
Achei graça ao teste que roubei daqui ;)
Talvez...
... seja apenas uma inveja mesquinha e maldosa.
Ou talvez seja uma clarividência que me impede de relegar e relevar.
Mas é-me insuportável.
A ignorância vestida de quinquilharia.
O atraso disfarçado pela arrogância.
A arrogância enegrecendo ainda mais a pobreza de espírito.
E o egoísmo... o egoísmo!!!
A vergonha dos seus... porque não são ricos.
A procura dos outros... porque o são.
O desprezo inequívoco por quem não é belo.
A frivolidade como salvo-conduto para uma vida cómoda.
A inconsciência sempre recompensada.
A inépcia estupidamente acobertada.
A mentira sistematicamente perdoada.
A raiva desgasta-me porque triunfam.
A revolta aprofunda-se pela injustiça.
Mas a mácula que me suja é indelével.
Porque é a vergonha dos maus... que são meus.
Ou talvez seja uma clarividência que me impede de relegar e relevar.
Mas é-me insuportável.
A ignorância vestida de quinquilharia.
O atraso disfarçado pela arrogância.
A arrogância enegrecendo ainda mais a pobreza de espírito.
E o egoísmo... o egoísmo!!!
A vergonha dos seus... porque não são ricos.
A procura dos outros... porque o são.
O desprezo inequívoco por quem não é belo.
A frivolidade como salvo-conduto para uma vida cómoda.
A inconsciência sempre recompensada.
A inépcia estupidamente acobertada.
A mentira sistematicamente perdoada.
A raiva desgasta-me porque triunfam.
A revolta aprofunda-se pela injustiça.
Mas a mácula que me suja é indelével.
Porque é a vergonha dos maus... que são meus.
8 de maio de 2008
Saíra...
... há pouco da adolescência quando o conheci.
Mais velha, achei graça ao jeito despreocupado e ligeiro com que encarava o futuro.
Sem muito tino, sem nenhum rumo.
Corpo (bem) feito, cabeç(inh)a oca.
Sem nada em comum, nunca consegui perceber como podia existir alguma afinidade.
Perdemo-nos, algures, já não me lembro porquê.
Surgiu agora do nada, procurou-me.
Escolheu-me para 'desabafar'.
Mais velho, (talvez) mais calmo.
Inesperadamente cândido.
Perdido ainda.
Mais velha, achei graça ao jeito despreocupado e ligeiro com que encarava o futuro.
Sem muito tino, sem nenhum rumo.
Corpo (bem) feito, cabeç(inh)a oca.
Sem nada em comum, nunca consegui perceber como podia existir alguma afinidade.
Perdemo-nos, algures, já não me lembro porquê.
Surgiu agora do nada, procurou-me.
Escolheu-me para 'desabafar'.
Mais velho, (talvez) mais calmo.
Inesperadamente cândido.
Perdido ainda.
7 de maio de 2008
Sempre...
... achei graça ao irmão dela.
Não sei bem porquê.
Não é particularmente atraente.
Não é singularmente inteligente.
Mas tem sido, desde que a conheço, uma espécie de areia no meu sapato, um girino que não consigo engolir... nem esquecer.
Talvez bastassem uns minutos para perder o encanto.
Talvez, se ele me visse, eu deixasse de o olhar.
Mas talvez, se ele me embalasse, eu conseguisse, finalmente, descansar...
Não sei bem porquê.
Não é particularmente atraente.
Não é singularmente inteligente.
Mas tem sido, desde que a conheço, uma espécie de areia no meu sapato, um girino que não consigo engolir... nem esquecer.
Talvez bastassem uns minutos para perder o encanto.
Talvez, se ele me visse, eu deixasse de o olhar.
Mas talvez, se ele me embalasse, eu conseguisse, finalmente, descansar...
6 de maio de 2008
5 de maio de 2008
2 de maio de 2008
Sempre que...
... olho aquele pôr do sol, lembro-me de ti.
E de como me disseste que o podias tornar teu também.
Sempre que abro aquela caixa de correio, espero uma mensagem tua.
E finjo que foi ontem que falámos pela última vez.
Sempre que passo à tua porta, receio ver-te.
E, por momentos, esqueço-me que já não moras mais ali.
Sempre que o meu telemóvel dá sinal, continuo a querer ler-te.
E, ingrata e feia, não leio quem me quer escrever.
E só então percebo que não é por ti que aguardo.
Só então acordo e vejo que fui eu que parti.
Só então adormeço e choro porque fui eu que morri.
E de como me disseste que o podias tornar teu também.
Sempre que abro aquela caixa de correio, espero uma mensagem tua.
E finjo que foi ontem que falámos pela última vez.
Sempre que passo à tua porta, receio ver-te.
E, por momentos, esqueço-me que já não moras mais ali.
Sempre que o meu telemóvel dá sinal, continuo a querer ler-te.
E, ingrata e feia, não leio quem me quer escrever.
E só então percebo que não é por ti que aguardo.
Só então acordo e vejo que fui eu que parti.
Só então adormeço e choro porque fui eu que morri.
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