13 de maio de 2008

Qual é a tua personagem Seinfeld?

Eu sou o...



Que personagem do Seinfeld é você?
Trazido a você por Soul Fire


Achei graça ao teste que roubei daqui ;)

Talvez...

... seja apenas uma inveja mesquinha e maldosa.
Ou talvez seja uma clarividência que me impede de relegar e relevar.

Mas é-me insuportável.

A ignorância vestida de quinquilharia.
O atraso disfarçado pela arrogância.
A arrogância enegrecendo ainda mais a pobreza de espírito.
E o egoísmo... o egoísmo!!!

A vergonha dos seus... porque não são ricos.
A procura dos outros... porque o são.

O desprezo inequívoco por quem não é belo.
A frivolidade como salvo-conduto para uma vida cómoda.

A inconsciência sempre recompensada.
A inépcia estupidamente acobertada.
A mentira sistematicamente perdoada.

A raiva desgasta-me porque triunfam.
A revolta aprofunda-se pela injustiça.

Mas a mácula que me suja é indelével.
Porque é a vergonha dos maus... que são meus.

8 de maio de 2008

Saíra...

... há pouco da adolescência quando o conheci.
Mais velha, achei graça ao jeito despreocupado e ligeiro com que encarava o futuro.
Sem muito tino, sem nenhum rumo.
Corpo (bem) feito, cabeç(inh)a oca.

Sem nada em comum, nunca consegui perceber como podia existir alguma afinidade.

Perdemo-nos, algures, já não me lembro porquê.

Surgiu agora do nada, procurou-me.
Escolheu-me para 'desabafar'.

Mais velho, (talvez) mais calmo.
Inesperadamente cândido.
Perdido ainda.

7 de maio de 2008

Sempre...

... achei graça ao irmão dela.
Não sei bem porquê.
Não é particularmente atraente.
Não é singularmente inteligente.
Mas tem sido, desde que a conheço, uma espécie de areia no meu sapato, um girino que não consigo engolir... nem esquecer.

Talvez bastassem uns minutos para perder o encanto.
Talvez, se ele me visse, eu deixasse de o olhar.

Mas talvez, se ele me embalasse, eu conseguisse, finalmente, descansar...

6 de maio de 2008

Parece-me...

... que estou a ficar no ponto no qual esperas há algum tempo encontrar-me...


5 de maio de 2008

Choro...

... por sonhos que não são meus.
Sofro por idílios queridos por outros.

Quebro as regras que me fariam feliz.
Crio as dores que me roubam a luz.

Creio em certezas alheias.
Vejo erro no que sinto certo.

Fujo à terra que me quer pó.
Busco a ternura só...

2 de maio de 2008

Sempre que...

... olho aquele pôr do sol, lembro-me de ti.
E de como me disseste que o podias tornar teu também.

Sempre que abro aquela caixa de correio, espero uma mensagem tua.
E finjo que foi ontem que falámos pela última vez.

Sempre que passo à tua porta, receio ver-te.
E, por momentos, esqueço-me que já não moras mais ali.

Sempre que o meu telemóvel dá sinal, continuo a querer ler-te.
E, ingrata e feia, não leio quem me quer escrever.

E só então percebo que não é por ti que aguardo.
Só então acordo e vejo que fui eu que parti.
Só então adormeço e choro porque fui eu que morri.

30 de abril de 2008

Passa por mim...

... carrancuda.
Abro o sorriso habitual, cumprimento-a com o costumeiro "Bom dia!".
Responde-me a custo, o esgar forçado tentando suavizar-lhe a expressão.

Penso porque haverá pessoas assim... a quem um sorriso parece provocar dor.

Ela é feia, nada deve à natureza.
Talvez nada deva também ao Mundo que a menoriza por isso.

Se fosse bela, talvez caminhasse direita, cabeça e ombros erguidos, segura do que confirmaria, a cada passo, nos olhos de quem com ela se cruza.
Se fosse bela, talvez a luta fosse mais branda, as graças mais abundantes.
Se fosse bela, talvez tudo fosse mais fácil e ela seria mais feliz.
Se fosse bela, talvez a Vida lhe sorrisse mais vezes.

Mas talvez tudo pudesse ser diferente se, pelo menos, ela sorrisse ao Mundo.
Porque se, pelo menos, ela sorrisse, talvez se tornasse bela.

28 de abril de 2008

Ele...

... não gosta de mim.
(e ainda bem que assim é)

Faz a sua vida, perde-se em outros caminhos.
Persegue outros proveitos, olvida-me completamente.

Mas quando, por acaso, me encontra, redescobre-me.

E volta a pensar que o posso salvar.
E sente que sou aquela que o vai reabilitar.

Porque sou sensata e vê-me estável.
Porque estou só e crê-me disponível.
Porque me sente força e quer deixar de ser débil.

Ele não gosta de mim, ambos sabemos
(e ainda bem que assim é!)
mas acredita que é meu refém.

Porque nunca está só mas vê-se sem mais ninguém.

23 de abril de 2008

Engraçado...

... como ainda não me esqueceste.
Mais curioso ainda que continues a procurar-me.

Em recados velados.
Em perguntas directas.

Em tentativas (pouco) disfarçadas.
Em convites 'segundo intencionados'.

Engraçado que eu tenha ficado em ti.
Mais curioso ainda porque faço de tudo para que não permaneças em mim...