... achas que depende de mim?
Porque pensas que (não) me moldo?
Não invisto no que se 'esforçam' por me mostrar ou 'vender'.
Invisto no que me fazem sentir sem esforço e sem querer...
Gosto mesmo quando não quero.
Quero quem não gosta de mim.
Porque tem de ser assim?
E porque achas que depende de mim?
11 de fevereiro de 2008
É o teu...
... discurso que me afasta.
Que me enregela e faz pensar.
Para ti, sou pessoa... não mulher.
Intelecto... mas não corpo.
Emoção... mas não tesão.
Para ti sou saudade... não ligação.
Carinho... mas não abraço.
Futuro... mas não presente.
É o teu discurso que formata o meu.
E a tua ausência que provoca a minha.
Que me enregela e faz pensar.
Para ti, sou pessoa... não mulher.
Intelecto... mas não corpo.
Emoção... mas não tesão.
Para ti sou saudade... não ligação.
Carinho... mas não abraço.
Futuro... mas não presente.
É o teu discurso que formata o meu.
E a tua ausência que provoca a minha.
8 de fevereiro de 2008
Deixas-me...
... ser criança?
Preciso que me mimes, que me cuides.
Deixas-me ser pequenina?
Preciso de colo, de carinho.
Deixas-me ser menina?
Preciso de rir, de brincar...
... de não pensar.
Deixas-me ser mulher?
Preciso de loucura, de calor,
de vontade, de suor.
Posso ser criança, pequenina?
Posso ser mulher, menina?
Deixas-me ser o que eu quiser?
Posso ser eu até querer?
Preciso que me mimes, que me cuides.
Deixas-me ser pequenina?
Preciso de colo, de carinho.
Deixas-me ser menina?
Preciso de rir, de brincar...
... de não pensar.
Deixas-me ser mulher?
Preciso de loucura, de calor,
de vontade, de suor.
Posso ser criança, pequenina?
Posso ser mulher, menina?
Deixas-me ser o que eu quiser?
Posso ser eu até querer?
7 de fevereiro de 2008
6 de fevereiro de 2008
"O que tu queres...
... sei eu!" diz ele, brincando comigo.
E eu penso que não sabe.
Porque até eu tenho dificuldade em defini-lo.
Sabe que quero um colo onde aninhar-me?
E uma solidão absoluta para que consiga ser eu?
Sabe que quero viajar e sair todas as noites?
E enrolar-me, maltrapilha e confortável, no sofá da minha sala?
Sabe que quero uma casa cheia de alvoroço?
E um silêncio impenetrável para que me possa ouvir pensar?
Sabe que quero um homem maduro e calmo?
E um jovem irrequieto, excitante e audaz?
Sabe que quero alguém e ninguém?
Muito e pouco?
Tudo e nada?
Sempre...
... e nunca?
E eu penso que não sabe.
Porque até eu tenho dificuldade em defini-lo.
Sabe que quero um colo onde aninhar-me?
E uma solidão absoluta para que consiga ser eu?
Sabe que quero viajar e sair todas as noites?
E enrolar-me, maltrapilha e confortável, no sofá da minha sala?
Sabe que quero uma casa cheia de alvoroço?
E um silêncio impenetrável para que me possa ouvir pensar?
Sabe que quero um homem maduro e calmo?
E um jovem irrequieto, excitante e audaz?
Sabe que quero alguém e ninguém?
Muito e pouco?
Tudo e nada?
Sempre...
... e nunca?
1 de fevereiro de 2008
Nas...
... suas mãos, sou instrumento afinado.
O som que emito é perfeito.
O arco das minhas costas, inteiro.
Ao seu alcance, sou fácil.
Dou-lhe sempre o que procura.
Murmuro o que quer ouvir.
Ao meu alcance é eco que reproduz o que penso.
Nas minhas mãos é espelho que reflecte o meu desejo.
Ouço-o e escuto-me.
Olho-o e vejo-me.
Se o toco, sinto-me.
E se me mata... consigo viver.

O som que emito é perfeito.
O arco das minhas costas, inteiro.
Ao seu alcance, sou fácil.
Dou-lhe sempre o que procura.
Murmuro o que quer ouvir.
Ao meu alcance é eco que reproduz o que penso.
Nas minhas mãos é espelho que reflecte o meu desejo.
Ouço-o e escuto-me.
Olho-o e vejo-me.
Se o toco, sinto-me.
E se me mata... consigo viver.

31 de janeiro de 2008
Ele caminhava...
... atrás de mim, à saída do metro.
E eu ouvia-o, a falar no telemóvel.
"Só agora? Mas já estás em casa? Já reparaste que só me ligas quando estás em casa? Não estou nada a começar! Não, não estou a desconfiar de nada..."
Recuei alguns anos.
Lembrei-me daquelas férias que não gozámos juntos.
E, nessa altura, me dizeres:
"Tu é que estás de férias, tu é que tens tempo para me ligar"
E depois, quando foi a tua vez de ires de férias, alterares o teu argumento para:
"Tu é que estás a trabalhar, por isso, tu é que sabes quando podes ligar"
Tive vontade de dizer a este estranho que me seguia que, quando se gosta, não há desculpas.
Se queremos falar, ligamos.
Não precisamos de esperar.
Não contabilizamos quem foi o último que falou.
E não esperamos por chegar a casa.
Nem conseguimos não dar (nem ter) nenhum sinal de vida um dia inteiro.
Engraçado... tenho uma memória fraca mas há coisas que não consigo esquecer.
E eu ouvia-o, a falar no telemóvel.
"Só agora? Mas já estás em casa? Já reparaste que só me ligas quando estás em casa? Não estou nada a começar! Não, não estou a desconfiar de nada..."
Recuei alguns anos.
Lembrei-me daquelas férias que não gozámos juntos.
E, nessa altura, me dizeres:
"Tu é que estás de férias, tu é que tens tempo para me ligar"
E depois, quando foi a tua vez de ires de férias, alterares o teu argumento para:
"Tu é que estás a trabalhar, por isso, tu é que sabes quando podes ligar"
Tive vontade de dizer a este estranho que me seguia que, quando se gosta, não há desculpas.
Se queremos falar, ligamos.
Não precisamos de esperar.
Não contabilizamos quem foi o último que falou.
E não esperamos por chegar a casa.
Nem conseguimos não dar (nem ter) nenhum sinal de vida um dia inteiro.
Engraçado... tenho uma memória fraca mas há coisas que não consigo esquecer.
30 de janeiro de 2008
"Tu...
... não dás hipótese... não deixas acontecer!", disse-me ela, em tom de ralhete.
O mesmo ralhete repetido vezes sem conta, até à exaustão... por várias pessoas.
Mais uma vez, falei-lhe no click, no interesse pelo outro que surge quase de imediato.
Pode ser a vontade de perceber o que uns olhos dizem.
Ou o arrepio provocado por uma mão.
Pode ser a beleza de um pescoço ou de um queixo.
Ou um conjunto que atrai sem nenhuma explicação.
Mas tem de existir a luz que tenta e consegue ofuscar defeitos.
E o desejo de ir conhecendo (sempre) mais, mergulhar mais fundo.
Tem de existir a mão estendida que quero agarrar.
E a intenção caprichosa de nunca mais a largar.
Tem de existir o espicaçar de um anseio.
E a adrenalina de um "Será?", de um "Talvez...".
Tem de surgir o sorriso fácil quando penso nele.
E a lágrima presa se julgo não tê-lo.
E tudo isto acontecer num instante, num momento.
E tudo isto querer (sempre) mais espaço para crescer no tempo.
E eu sei porque quando gosto é de repente.
E, assim mesmo, quando amo é para sempre.
O mesmo ralhete repetido vezes sem conta, até à exaustão... por várias pessoas.
Mais uma vez, falei-lhe no click, no interesse pelo outro que surge quase de imediato.
Pode ser a vontade de perceber o que uns olhos dizem.
Ou o arrepio provocado por uma mão.
Pode ser a beleza de um pescoço ou de um queixo.
Ou um conjunto que atrai sem nenhuma explicação.
Mas tem de existir a luz que tenta e consegue ofuscar defeitos.
E o desejo de ir conhecendo (sempre) mais, mergulhar mais fundo.
Tem de existir a mão estendida que quero agarrar.
E a intenção caprichosa de nunca mais a largar.
Tem de existir o espicaçar de um anseio.
E a adrenalina de um "Será?", de um "Talvez...".
Tem de surgir o sorriso fácil quando penso nele.
E a lágrima presa se julgo não tê-lo.
E tudo isto acontecer num instante, num momento.
E tudo isto querer (sempre) mais espaço para crescer no tempo.
E eu sei porque quando gosto é de repente.
E, assim mesmo, quando amo é para sempre.
29 de janeiro de 2008
28 de janeiro de 2008
Será loucura...

... ainda esperar um sinal?
Será normal recear ver-te?
Será loucura querer-te sem que me queiras?
Insensato ainda acreditar que me lembras?
Será insanidade nada sentir se me tocam...
... mas continuar a estremecer só de lembrar o teu toque?
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