... mais provável?
Uma traição acontecer numa relação que começou a partir de uma forte atracção física?
Ou surgir numa outra onde a componente física sempre foi tida como secundária, abafada pela força de um companheirismo profundo?
25 de janeiro de 2008
24 de janeiro de 2008
Tens de...
... me fazer sentir mulher.
Acelerar o meu coração.
Fazer-me sonhar, dar-me pesadelos.
Tens de me tornar clandestina.
Provocar-me ao ouvido, viver fantasias.
Manter-me secreta, esconderes-te comigo.
Tens de me saber especial.
Acreditar-me bastante, imaginar-me única.
Querer-me somente, exigir-me só tua.
Tens de me partir e conseguir colar cada bocadinho.
Tens de me deixar e voltar sempre para mim.
Tens de me matar e reanimar eternamente.
E tens de amar-me como eu nunca soube,
Querer-me como eu nunca quis,
Viver-me como eu nunca fiz.
Fácil...
... não achas?
Acelerar o meu coração.
Fazer-me sonhar, dar-me pesadelos.
Tens de me tornar clandestina.
Provocar-me ao ouvido, viver fantasias.
Manter-me secreta, esconderes-te comigo.
Tens de me saber especial.
Acreditar-me bastante, imaginar-me única.
Querer-me somente, exigir-me só tua.
Tens de me partir e conseguir colar cada bocadinho.
Tens de me deixar e voltar sempre para mim.
Tens de me matar e reanimar eternamente.
E tens de amar-me como eu nunca soube,
Querer-me como eu nunca quis,
Viver-me como eu nunca fiz.
Fácil...
... não achas?
23 de janeiro de 2008
22 de janeiro de 2008
Não sei...
... quando, como ou porquê ocorreu esta mudança.
Talvez a idade me tenha trazido maturidade e sensatez.
Ou talvez os sucessivos baldes de água fria me tivessem finalmente engelhado a alma.
Talvez as palavras me pareçam agora ocas.
Ou simplesmente não consiga entender quem se permite dizê-las (sentindo-as?).
Talvez me falte a esperança e a ingenuidade.
Ou tenha aceitado finalmente a realidade.
Mas deixei de investir em vozes sem corpo.
Já não prometo sons, cores e dias felizes.
E já não me apaixono por um punhado de letras.
Algures no tempo, cortei as minhas asas e agora...
... não sei voar.
Talvez a idade me tenha trazido maturidade e sensatez.
Ou talvez os sucessivos baldes de água fria me tivessem finalmente engelhado a alma.
Talvez as palavras me pareçam agora ocas.
Ou simplesmente não consiga entender quem se permite dizê-las (sentindo-as?).
Talvez me falte a esperança e a ingenuidade.
Ou tenha aceitado finalmente a realidade.
Mas deixei de investir em vozes sem corpo.
Já não prometo sons, cores e dias felizes.
E já não me apaixono por um punhado de letras.
Algures no tempo, cortei as minhas asas e agora...
... não sei voar.
21 de janeiro de 2008
Primeiro...
... disse-me:
"É a pessoa com que sempre sonhei.
Nunca me senti tão feliz, tão apaixonada!"
Ele oferecia-lhe presentes, regularmente.
Pequenas lembranças, objectos simbólicos com significado especial para ambos.
No início, festejavam os meses de relação com um jantar e uma aliança que ele lhe dava em cada aniversário mensal.
Ela, enlevada, desapareceu de circulação e afastou-se dos amigos e da família.
Depois, ouvi uns rumores.
Que ele lhe tinha batido.
Que a culpa era dela, que continuava em 'comunicação' com anteriores pretendentes.
Que tinham voltado, pazes feitas.
Mais tarde, novo percalço.
Ele bebe e quando bebe...
Mas é uma excelente pessoa.
Ajuda-a, acompanha-a, apoia-a.
E ela nunca soube estar sozinha.
Fica-me mal dizer que nunca gostei dele... desde o início.
Na altura, pareceria ciúme ou inveja.
Agora soaria apenas a vanglória... a "Eu bem sabia".
Estão juntos e eu permaneço distante... e calada.
"É a pessoa com que sempre sonhei.
Nunca me senti tão feliz, tão apaixonada!"
Ele oferecia-lhe presentes, regularmente.
Pequenas lembranças, objectos simbólicos com significado especial para ambos.
No início, festejavam os meses de relação com um jantar e uma aliança que ele lhe dava em cada aniversário mensal.
Ela, enlevada, desapareceu de circulação e afastou-se dos amigos e da família.
Depois, ouvi uns rumores.
Que ele lhe tinha batido.
Que a culpa era dela, que continuava em 'comunicação' com anteriores pretendentes.
Que tinham voltado, pazes feitas.
Mais tarde, novo percalço.
Ele bebe e quando bebe...
Mas é uma excelente pessoa.
Ajuda-a, acompanha-a, apoia-a.
E ela nunca soube estar sozinha.
Fica-me mal dizer que nunca gostei dele... desde o início.
Na altura, pareceria ciúme ou inveja.
Agora soaria apenas a vanglória... a "Eu bem sabia".
Estão juntos e eu permaneço distante... e calada.
18 de janeiro de 2008
Consta que...
... se eu me achar o máximo, se disser que sou o máximo, se me comportar como se fosse o máximo, acabarei por ser o máximo... ou, pelo menos, o Mundo acabará por acreditar nisso.
Parece que muito do que somos (ou do que parecemos) se deve ao que acreditamos ser.
Eu conheço algumas dessas pessoas... as 'maximizadas' por si próprias.
E confesso que não as tolero.
Não tenho paciência para tanto auto-elogio.
"Moro no melhor sítio", "Tenho o melhor marido", "Sou a melhor na escola, no emprego, no ginásio", "Sou a mais bonita, a mais desejada, a mais amada", "Os meus filhos são os mais bem sucedidos"...
Pelo contrário, conheço outras a quem nunca ouvi um elogio a si próprias... mas que são realmente o máximo!
São das pessoas mais inteligentes que conheço.
São bonitas, seguras, independentes, empreendedoras, atrevidas, excelentes pais (e mães), profissionais exímias.
São amigos fantásticos e pessoas exemplares.
O que me leva a continuar na minha, teimosamente.
Se formos o máximo, não precisamos de o afirmar.
E de que adianta apregoar que o somos... se não o formos?
Parece que muito do que somos (ou do que parecemos) se deve ao que acreditamos ser.
Eu conheço algumas dessas pessoas... as 'maximizadas' por si próprias.
E confesso que não as tolero.
Não tenho paciência para tanto auto-elogio.
"Moro no melhor sítio", "Tenho o melhor marido", "Sou a melhor na escola, no emprego, no ginásio", "Sou a mais bonita, a mais desejada, a mais amada", "Os meus filhos são os mais bem sucedidos"...
Pelo contrário, conheço outras a quem nunca ouvi um elogio a si próprias... mas que são realmente o máximo!
São das pessoas mais inteligentes que conheço.
São bonitas, seguras, independentes, empreendedoras, atrevidas, excelentes pais (e mães), profissionais exímias.
São amigos fantásticos e pessoas exemplares.
O que me leva a continuar na minha, teimosamente.
Se formos o máximo, não precisamos de o afirmar.
E de que adianta apregoar que o somos... se não o formos?
17 de janeiro de 2008
O som...

... arrastado e pungente acordou-me, a meio da noite.
Demorei um pouco a lembrar-me que, agora, já não tenho vizinhos paredes meias.
Porque, se não soubesse que era um gato no cio, diria que era o som do prazer de uma mulher.
Pensando bem, não são coisas assim tão diferentes... pois não?
16 de janeiro de 2008
Escrevo...
... de raiva e lamento.
Grito ciúme e paixão.
Choro de dor e inveja.
Morro de auto-comiseração.
Não me penses bela e quieta.
Não me queiras beata e feliz.
Não sou perfeita e cuidada.
Antes farrapo sujo e enredado.
Não penses que podes salvar-me.
Não queiras saber de mim.
Porque sou só sombra sem corpo.
E só sei ser corpo... sem luz.
Grito ciúme e paixão.
Choro de dor e inveja.
Morro de auto-comiseração.
Não me penses bela e quieta.
Não me queiras beata e feliz.
Não sou perfeita e cuidada.
Antes farrapo sujo e enredado.
Não penses que podes salvar-me.
Não queiras saber de mim.
Porque sou só sombra sem corpo.
E só sei ser corpo... sem luz.
15 de janeiro de 2008
Cheguei mesmo...
... a dizer-to.
Depois de ti, nada me serve... parece praga que me rogaste.
Encolho o rabo e a barriga num 34... porque ficam a nadar num 36.
Estendo-me, pequena, numa casa grande demais, onde o som dos meus passos recorda a tua voz: "Tu ainda não moras aqui".
Oprimo conversas desmesuradas em gavetas minúsculas e organizadas, mini compartimentos secretos na minha alma.
Minimizo fantasias, redimensiono emoções, pondero riscos.
Tudo agora são números... grandes ou pequenos demais.
Mas sempre incorrectos, inexactos... incompletos.
Depois de ti, sou Hulk em roupa rasgada, Alice no País das Maravilhas...
... disforme, desajeitada, enorme.
Depois de ti, nada me serve.
E eu... não sirvo em nada.
Depois de ti, nada me serve... parece praga que me rogaste.
Encolho o rabo e a barriga num 34... porque ficam a nadar num 36.
Estendo-me, pequena, numa casa grande demais, onde o som dos meus passos recorda a tua voz: "Tu ainda não moras aqui".
Oprimo conversas desmesuradas em gavetas minúsculas e organizadas, mini compartimentos secretos na minha alma.
Minimizo fantasias, redimensiono emoções, pondero riscos.
Tudo agora são números... grandes ou pequenos demais.
Mas sempre incorrectos, inexactos... incompletos.
Depois de ti, sou Hulk em roupa rasgada, Alice no País das Maravilhas...
... disforme, desajeitada, enorme.
Depois de ti, nada me serve.
E eu... não sirvo em nada.

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