9 de janeiro de 2008

"Enquanto...

... vergo, não parto"
Há muito que não me sinto flexível, maleável.
Parti-me?

"Enquanto choro, não seco"
Há tanto que ninguém me faz chorar.
Sequei?

"Enquanto vivo, não corro
À procura do que é certo"

Falta-me o fôlego em maratonas e sprints.
Morri?

8 de janeiro de 2008

"Peer pressure"

Concordo que agimos, em muitos aspectos, por pressões externas.
E acredito que o mesmo acontece com muito do que sentimos.

Queremos o que nos é incutido como desejável.
E negamos o que nos é vendido como errado ou vergonhoso.

Por algum motivo (provavelmente por ser tão cabeça dura) o caminho mais trilhado sempre me causou alguma aversão.

Quando as meninas da minha idade sonhavam com vestidos brancos e igrejas românticas, eu dizia que queria ir viver sozinha aos 18.
Quando fumar era sinal de ser 'in', de estar na moda, lembro-me da Mafalda, de cigarro em punho, tentando enfiá-lo na minha boca... e de nunca o ter conseguido.

Quando a moda não me favorece, não a sigo.
E quando algo que eu gosto sai de moda, mantenho-lhe a minha fidelidade e dedicação... seja roupa, calçado, móveis, carros, pessoas e/ou atitudes.

Talvez, por tudo isto, me tenha perdido algures.

Com os amigos bem lançados na auto-estrada da vida... casamento, filhos, carreira, dinheiro... algo me diz que eu devia ter conseguido o mesmo.
Em vez de me ter metido em estradas secundárias que chegarão (ou não) ao mesmo destino, talvez tivesse feito bem em pagar algumas portagens.

E, mesmo sabendo que é a antipática da peer pressure que mo segreda e atazana, a influência que não lhe permito nas minhas acções, continua a fazer-se presente em relação ao que sinto...

7 de janeiro de 2008

Não tenho...

... nada para te dizer.
Nada nos liga, nada ficou.

"Então? Estás bom? Por aqui?"

A surpresa do encontro inesperado não serve de desculpa para o incómodo da situação.
E o atraso que me apressava não justifica a falta de assunto, de intimidade... de prazer em te rever.

Deixas-me sempre triste... tens esse condão.
Mesmo sem termos nada em comum.
(precisamente por não termos nada em comum!)

Mas porque achas que não temos nada em comum?
E porque fico triste, se concordo?

3 de janeiro de 2008

Chamam-lhe...

... maluca.

Porque troca números de telemóvel com o empregado do restaurante onde se sentou para almoçar.
Porque já fez o mesmo com o agente da Brigada de Trânsito que a multou numa operação Stop.

Porque é incapaz de prestar verdadeira atenção a quem a acompanha, uma vez que mantém em constante actividade o 'radar de efeito gerado à sua volta' que nunca desliga.
Porque troca família e amigos por outros 'focos de atenção' que lhe interessa aprofundar.

Porque só a bajulação a sacia e sossega.
Porque é carente e ansiosa e nada a satisfaz.

Porque é infeliz e mal amada mas ainda não desistiu de tentar...

2 de janeiro de 2008

Coisa linda! (obrigada, OT)

"Se eu voar sem saber onde vou
Se eu andar sem conhecer quem sou
Se eu falar e a voz soar com a manhã
Eu Sei...

Se eu beber dessa luz que apaga
A noite em mim
E se um dia eu disser
Que já não quero estar aqui
Só Deus sabe o que virá
Só Deus sabe o que será
Não há outro que conhece
Tudo o que acontece em mim

Se a tristeza é mais profunda que a dor
Se este dia já não tem sabor
E no pensar que tudo isto já pensei
Eu sei...

Se eu beber dessa luz que apaga
A noite em mim
E se um dia eu disser
Que já não quero estar aqui
Só Deus sabe o que virá
Só Deus sabe o que será
Não há outro que conhece
Tudo o que acontece em mim

Se eu beber dessa luz que apaga
A noite em mim
E se um dia eu disser
Que já não quero estar aqui
Na incerteza de saber
O que fazer, o que querer
Mesmo sem nunca pensar
Que um dia o vá expressar
Não há outro que conhece
Tudo o que acontece em mim!"

21 de dezembro de 2007

Feliz...

... Comemoração do Nascimento de Jesus!!

(Obrigada pela idéia ;))

E até para o ano...

20 de dezembro de 2007

Flutuo...


... com facilidade (ainda que possa parecer o contrário).

Prendo-me à terra mas, se me fazes rir, flutuo.
Agarro-me a mim mas, se me lês nas entrelinhas, flutuo.

Calço-me de cimento e chumbo mas, se me queres, flutuo.
Fecho-me fria e sisuda mas, se me tomas, flutuo.

E se, entre passos, a distância que percorro é cada vez maior é porque entre eles...
... vôo.

19 de dezembro de 2007

Os homens...

... são uns românticos.
Cada vez mais me convenço.

Olham-nos com um filtro colorido e bonito.
Imaginam-nos perfeitas.
Tornam-se cegos a defeitos.
Ficam surdos a contrariedades.

Mesmo quando os vêem e as percebem... ignoram-nos.
Tudo em nome do sentir... sem pensar.
Tudo em nome do viver... sem parar.

Talvez os usem (filtro e romantismo) para justificar meios e fins.
Ou talvez sejam (ou tentem ser) apenas crédulos e felizes.

Mas não há meio termo para eles.

Ou nos amam ou nos querem...
... para sempre ou por instantes...
... mas sempre com a mesma intensidade.

Sempre cegos... sempre arrebatados... sempre livres.

18 de dezembro de 2007

"Desculpa!"...

... disse-me ele, em tempos.
Como se (não) gostar de mim dependesse dele ou da sua vontade.

Conceito singular.
Eu nunca senti culpa por (não) sentir.

"Saudades, saudades, saudades", diz-me agora.
Com desplante.
Sem (des)culpa.

17 de dezembro de 2007

Fizeste-me chorar...

... e a minha voz, embargada, recusou-se a sair.

Queria dizer-te que estou bem.
Que as minhas lágrimas eram de gratidão e carinho.

Mas continuavas a despir-me com o tanto que conheces de mim.
Com a ternura eterna e inabalável que sempre me dedicaste.

E dei por mim pequena e frágil.
Tamanho exacto para o colo que me oferecias.

Não há tempo, nem distância que te afaste.
E não há vida, nem saudade que consiga levar-te de mim.

Obrigada!