7 de dezembro de 2007

Apanhaste-me...

... num mau dia, talvez.
Num mau mês, num mau ano... numa vida toda de mau feitio.

Mas talvez eu reagisse sempre da mesma forma... ainda que pudesse ser um bocadinho mais hábil em escondê-lo.

O que é facto é que o teu discurso me impacientou.

Desde quando a vida é justa?
A vida é apenas vida.

E quem merece a solidão, os desencontros, os amores não correspondidos, a esterilidade, a traição, a morte de entes queridos, a saudade de quem está longe ou a ausência de quem está perto?
Ninguém!
Isso apenas acontece... porque é a vida.

E eu que, em outras alturas, já dei o ombro a lágrimas de quem viveu tudo isto, impacientei-me.

De que te queixas tu, afinal??
De um amor profundo e intenso que tem um desafio a superar?
De uma perfeição quase absoluta que tem de mostrar resistência a uma adversidade?

Isso não é desespero, é bênção!
E não devia suscitar lágrimas mas gratidão.

Desculpa... mas apanhaste-me num mau dia.

6 de dezembro de 2007

Bed and Breakfast

Às vezes, quase consigo perceber a traição.

É que eu gosto das minhas torradas mas nada se compara às que como fora de casa...

5 de dezembro de 2007

Nunca gostei...

... da expressão "Amo-te à minha maneira".

Sempre me deu a sensação de que é uma desculpa por não (conseguir) amar (mais)...

4 de dezembro de 2007

Respiro fundo...

... estou só.
Afastei-vos... um por um.

Olho à volta e suspiro.
Fui eu que quis assim.

A ausência entristece-me.
A distância angustia-me.

Mas não há remorso ou pesar.
Não é a vossa falta que sinto...

3 de dezembro de 2007

Este fim de semana...

... um amigo enviou-me a seguinte mensagem:

"Olá :) não sei se já dormes mas gostava de saber se tas interessada em provar a minha piza..."

Assim, literalmente.
E a minha mente 'inclinada' perdeu-se de riso.
É que o convite era mesmo (e só) para comer pizza.

Ai, Teresa, Teresa...

30 de novembro de 2007

Gótica


Já mo tinham dito em tempos.

Que sou
negra,
abissal,
depressora...
gótica, afinal.

E agora
comprovei-o.

Se algum dia me
casasse, seria,
com certeza,
uma noiva gótica!

29 de novembro de 2007

Eu tenho...

... uma Amiga extraordinária!
(aliás, tenho várias mas hoje refiro-me apenas a uma delas)

Há algum tempo atrás, partilhava com ela as minhas dúvidas (sempre tantas) e ela respondeu-me algo que nunca mais esqueci:

"Não é possível deixar de amar Pais, Irmãos, Filhos porque o verdadeiro Amor é imortal... logo, é impossível deixar de amar alguém por quem também já tivemos esse sentimento forte e verdadeiro um dia.
Se deixamos de amar é porque nunca amámos de verdade."


A sua lógica foi tão simples que a assimilei.

E ontem lembrei-me dela quando me envolvi neste diálogo:
Ele:
- Se uma mulher me quiser, ama-la-ei e ser-lhe-ei fiel o resto dos meus dias.. Se não quiser, sai da frente que atrás vem gente.
Eu:
- Quando amo é para sempre... e isso não tem absolutamente nada a ver com o facto de ser ou não correspondida.
Ele:
- Eu também, Teresa mas só procuro ser feliz. Se a pessoa que amo não me quer, sigo em frente. Isso não significa que tenha esquecido. Talvez aprenda a amar outra vez.


E eu só invejo a capacidade de quem o consegue fazer rápida e facilmente.
Para a frente, Teresa! Para a frente que atrás vem gente!!

28 de novembro de 2007

Sentia...

... que era dispensável.
Ou melhor, que poderia ser facilmente substituída.

Que a sua atenção era interesseira.
Calculista na intenção de um rumo, de um fim.

Não havia ali insensatez, loucura, desvario.
Não havia emoção ao rubro, atracção irresistível, perturbação incontrolável.

Era apenas uma vontade fria e férrea.
Um propósito racional e intransigente.

De me ter.
De ter alguém...

27 de novembro de 2007

Eu sei...

... que o amanhã será melhor.
Que talvez surjas noutra curva do meu caminho.

Eu sei que esta escuridão não é para sempre.
E que este manto não impede que entre a luz.

Mas em cada nova esperança que me ilumina,
Esconde-se um abismo maior onde me afundo.

E a cada sonho estúpido e descabido
Me perco mais em labirinto sem saída.

E em cada desilusão onde me afogo,
Quebro, fujo, definho... e morro.

26 de novembro de 2007

E quando...

... por algum motivo, tomo aquela pessoa de ponta?
(é tão engraçada esta expressão :D)

A sua boca fica ridiculamente pequena.
A sua voz estupidamente afectada.
O seu riso flagrantemente falso.
A sua atitude insuportavelmente dissimulada.

E implico com trejeitos, palavras, expressão, postura.
E embirro solenemente com o que diz, o que me pergunta, o que me pede.
E irritam-me os seus olhos, os seus modos e a sua reservada polidez.

E descubro-lhe a astúcia oportunista e matreira.
E decifro-lhe a hipocrisia indisfarçada e feia.

E percebo que apenas a minha indulgência me mantinha cega e alheia.