16 de outubro de 2007

Ele é...

... o homem de todas as mulheres.

Frontal e atrevido.
Sensual, desinibido.

Pessoa ideal para rir, deitar e depravar.
Companhia perfeita para seduzir e conquistar.

Química, pele, fantasia, tesão.
Mas, nem por um momento, vida, amor
Nem sequer paixão.

Presença não desejada, é segredo bem guardado.
Palerma perdido, infeliz e mal-amado.

Néscio orgulhoso e iludido.
Convicto que é assim que o sexo é bem vivido.

E é só pena que me invade.
Por quem vive apenas pela metade.

Por quem se recusa a aceitar
Que ele e eu não somos par.

Por quem resiste em perceber
Que nada tenho para oferecer
Ao homem...
... de qualquer mulher.

15 de outubro de 2007

Ele é...

... a pessoa com que sempre sonhei.

O homem que apresentaria com orgulho aos meus pais.
O namorado que daria a conhecer com prazer aos meus amigos.

Sensível e atencioso.
Romântico e generoso.

A pessoa certa para me abraçar à beira-mar.
A companhia perfeita para serões de inverno à lareira.
O homem ideal para vibrar pelo Glorioso ao meu lado.

Ele é a pessoa que sempre esperei.

Aberta e alegre.
Forte e carinhosa.

O homem que se entrega, que se compromete.
Que não se esconde, que não quer apenas brincar.
Que diz que me adora e que quer tentar.

E então, Teresa?
Que desculpa vais tu agora inventar?

12 de outubro de 2007

Tempos Modernos

"Nem todos temos de ser modernos..."
Retive esta frase do último episódio que vi da série "The L Word".

Realmente, há coisas na velocidade dos ditos 'tempos modernos' que abomino, que rejeito, que recuso.
Não concordo com o elogio a uma vida plena de conteúdo e ritmo como sinónimo de felicidade e realização pessoal.

Chega a parecer que um momento disponível é condenável.
Que o ócio deve ser, também ele, 'ocupado'.

Não tenho de ter uma agenda repleta para ser feliz.
Não preciso de trabalhar de sol a sol para me sentir igual.

A velocidade não me deixa falar, não me deixa pensar, não me deixa parar.
O ritmo acelerado distrai-me, consome-me, estorva-me.

Gosto do tempo que respiro.
Do tempo que ofereço.
Do tempo que (me) dou.

Gosto de tempo.

Tempo livre, tempo meu.
Que desperdiço, que gasto.
Que aproveito, que uso.
Mas que é livre... e que é meu!

"Nem todos temos de ser modernos..."
Pois não?

Como é possível...

... duas pessoas serem extremamente parecidas mas uma ser feia e a outra bonita??
(acho que já escrevi, em tempos, uma coisa igual aqui no blog mas é que este facto continua a intrigar-me...)

10 de outubro de 2007

Ando...

... em ritmo díspar do Mundo.
Caminho em passo desigual.

Se correm, abrando.
Se tenho pressa, atrasam-me.

Saltam barreiras onde me esbarro.
Vêem obstáculos que não distingo.

Falam línguas estranhas ao meu ouvido.
Pensam estratégias que não atinjo.

Se me querem conforme, rebelo-me.
Se sou diferente, anseio tornar-me igual.

Tenho preguiça de acertar este passo.

Sigo o rebanho, protelando...
... e, para trás, vou ficando.

Sigo o Mundo, demorando...
... e, de vista, vou-me perdendo.

9 de outubro de 2007

Nunca...

... deixo de me surpreender com a forma como me vêem ou com a interpretação que, por vezes, fazem das minhas palavras e/ou (re)acções.

Ou porque me imaginam como uma espécie de donzela romântica e sonhadora.
Ou porque me consideram mulher calculista, amarga e mal amada.
Ou porque supõem que sou frágil e dependente.
Ou porque presumem que anseio e procuro desesperadamente marido e filhos.

E, quando formam opinião, nada do que eu faça ou diga os convence do contrário.

A questão é...
... será que a nossa imaginação é uma aliada...
... ou uma inimiga?

8 de outubro de 2007

Espera!

Há tanto que ainda me falta (vi)ver.
Quero saltar sem páraquedas, mergulhar sem reserva de ar.

Não me empurres, não me puxes.
Não sei se desejo ir, não percebo se quero ficar.

Espera!
Não me obrigues, não me apresses.
Estou presa, estanque, cega, dormente.

Sei que pareço imóvel, indiferente.
Mas sou vortex, vulcão impaciente.

Porque tens de ser finito?
Porque tens de ter limite?

Espera!

4 de outubro de 2007

...

As suas mãos, grandes e fortes, perscrutam-me sem pudor.
Os seus olhos, atentos, esquadrinham cada centímetro da minha pele exposta.

Dor e prazer misturam-se numa amálgama de sensações.

O toque magoa, castiga.
A massagem compensa e mima.

A mais ninguém perdoo, da mesma forma, a dor que sempre me provoca.
A mais ninguém permito esta reincidência de emoções.

A mais ninguém excepto...
... à minha esteticista. :D

2 de outubro de 2007

Gosto...

... da capacidade de um homem de apreciar um pormenor.

Elogio-lhes a qualidade de descobrir beleza num vislumbre de pele.
Reconheço-lhes a aptidão de distinguir harmonia no que adivinham... e ficarem seduzidos por isso.
Louvo-lhes a atenção com que decifram olhares e (sor)risos, mãos e gesto, roupa e costumes.
Admiro-lhes o poder de nos lerem no que não dizemos, no que escondemos, no que não mostramos.

Gosto da capacidade de um homem de apreciar em pormenor... os pormenores.

1 de outubro de 2007

Sou como...


... pedrada em lago quieto e romântico.
... ruído de fundo em cinema.
... semáforo vermelho em viagem urgente.

Sou estorvo, obstáculo, incómodo, aborrecimento.

Sempre entrave em causa própria.
Digo 'não' à aparente perfeição.
Digo 'não sei' à resposta ao que sonhei.

Confusa entre não e sim...
... só sei que sou sempre princípio...
... e fim.