14 de setembro de 2007

Sempre...

... fui simpática.
Mas poucas vezes me entreguei.

Sempre fui inteligente.
Mas poucas vezes, esperta.

Sempre tive facilidade de expressão.
Mas poucas vezes me entendem.

Sempre me foi fácil viver.
Mas poucas vezes o fiz.

Sempre me senti abençoada.
Mas poucas vezes, feliz.

13 de setembro de 2007

Em ti...

... descanso e me espraio.
Contigo sonho e viajo.

Em ti mergulho e espero.
Em ti divago e aguardo.

Contigo durmo e acordo.
Em ti me espreguiço e roço.

És promessa de sentido.
És ilusão de destino.

Mas a espera é longa.
O silêncio é grito.
A vida tão breve...
... e o tempo, (in)finito.

12 de setembro de 2007

Era uma vez...


... um menino e uma menina.
Conheceram-se ainda crianças.
Gostaram um do outro.
Cresceram.
A menina, atrevida,
enfrentou pais e família,
regras e sociedade
e viveu o seu amor pelo menino.
Podia ser hoje mãe do filho que foi gerado.
Em vez disso,
é mãe de dois filhos de outro pai.
O menino, esse, foi mais tarde pai de um filho de outra mãe.
Hoje são adultos
e estão de novo sozinhos.
20 anos volvidos...
... reencontraram-se.

Um verdadeiro conto de fadas...
... não acham?

Engraçado como existem tantas formas de contar a mesma verdade...

11 de setembro de 2007

Orgulho Nacional

Isto tem sido uma emoção!
Não pensem que ando distraída.

Ele é o brilharete surpreendente da Selecção Nacional no Europeu de basket.
Ele é o fervor e a entrega dos jogadores (amadores!) da Selecção Nacional no Mundial de rugby.
Ele é o brio e o valor de um Nelson Évora, campeão mundial de triplo salto.
Ele é a ENORME, em talento e humildade, Vanessa Fernandes, campeã do mundo de triatlo. (muito obrigada, elvira e nuno! ;))

Confesso, no entanto, que o meu desporto de eleição é mesmo (e só) o futebol.
E nem o futsal (e a recente conquista da Supertaça pelo meu Glorioso) conseguiram ainda fazer dissipar a frustração que remoo desde sábado.

Estádio cheio, adeptos ao rubro, apoio incondicional.
Não deixo de pensar que, tal como acontece na Vida, por vezes, quem menos merece é quem mais é apaparicado e melhor recompensado.

10 de setembro de 2007

Corpo e Alma

“Porque é que não te entregas de corpo e alma?” perguntou-me ele, ‘inocentemente’.
Achei graça ao desafio, à provocação.

Entrego-me a quê?
A sessões aleatórias de sexo desenfreado porque ‘não tenho nada a perder’?
A uma relação insípida porque estou sozinha?
A aventuras pontuais porque realizam fantasias?
A uma mentira calculista, por interesse?
A um casamento com tudo para não dar certo porque quero ser mãe?

Entrego-me a quem?
A um homem que só me procura por luxúria?
A um rapaz que só me quer por solidão?
A situações ingratas e sem futuro que desrespeitam terceiros?
A um homem que só quero por amizade?
A um pesadelo em nome de um sonho?

Reconheces-te em algum deles?
Percebes que não sou só corpo?
Consegues ler a minha alma?

7 de setembro de 2007

???

Não consigo perceber porque é que este 'casal' mexe comigo.

Ela resiste-lhe e não compreende porque se sente atraída.
Ele ama-a selvagem e ferozmente.

Ela é pequena, delicada.
Ele é rude, desabrido.

Ela usa-o.
Ele deixa.

Ela abusa.
Ele sofre.

A sua relação é proibida.
A sua ligação, improvável.

Ok, ele é 'loiro'... ;)

6 de setembro de 2007

Em noites assim...


... cansada, sonho o teu colo.

... carente, anseio o teu corpo.

... faminta, desejo o teu toque.

... fraca, recordo o teu nome.

E, nessas noites, agradeço já não me procurares.

Porque, em noites assim, derrotada por mim, vencer-me-ias.

5 de setembro de 2007

Reconheço que...

... tenho muita dificuldade em manter amizades com um 'ex-seja o que for'.
Para não dizer que, na realidade, me tem sido, até à data, impossível.

Quando algo corre menos bem, os caminhos apartam-se invariavelmente.
E a possibilidade de pacífica convivência desaparece irremediavelmente.

Ou porque não desejamos o mesmo.
Ou porque são eles que querem algo a que fujo.
Ou porque não dou o que me pedem e partem magoados ou ofendidos.
Ou porque não é suficiente o que me oferecem e não me contento com menos.
Ou porque parei de gostar e não quero magoá-los.
Ou porque não consigo deixar de gostar, se não deixar de ver.

E assim...
... a ruptura tem sido sempre o caminho...
... e a distância, a solução.

4 de setembro de 2007

Acho...

... um piadão quando uma mulher com um decote até ao umbigo tem a lata de me mandar uma boca sobre a 'indecência' da minha "faixa de gaja".

3 de setembro de 2007

O peso das palavras

Há palavras que me pesam, que me empurram.
E silêncios que incomodam, me machucam.

E as palavras que espero não me encontram.
Magoa e inquieta o silêncio que me enviam.

E as palavras de que fujo, me perseguem.
E o silêncio a que as remeto, não me acalma.

É quando, então,
Ignoro silêncio, empurro pessoas.
Peso palavras, calo ilusão.

E fico calada.
E grito silêncio.

E escrevo palavras.
E choro poemas.