13 de setembro de 2007

Em ti...

... descanso e me espraio.
Contigo sonho e viajo.

Em ti mergulho e espero.
Em ti divago e aguardo.

Contigo durmo e acordo.
Em ti me espreguiço e roço.

És promessa de sentido.
És ilusão de destino.

Mas a espera é longa.
O silêncio é grito.
A vida tão breve...
... e o tempo, (in)finito.

12 de setembro de 2007

Era uma vez...


... um menino e uma menina.
Conheceram-se ainda crianças.
Gostaram um do outro.
Cresceram.
A menina, atrevida,
enfrentou pais e família,
regras e sociedade
e viveu o seu amor pelo menino.
Podia ser hoje mãe do filho que foi gerado.
Em vez disso,
é mãe de dois filhos de outro pai.
O menino, esse, foi mais tarde pai de um filho de outra mãe.
Hoje são adultos
e estão de novo sozinhos.
20 anos volvidos...
... reencontraram-se.

Um verdadeiro conto de fadas...
... não acham?

Engraçado como existem tantas formas de contar a mesma verdade...

11 de setembro de 2007

Orgulho Nacional

Isto tem sido uma emoção!
Não pensem que ando distraída.

Ele é o brilharete surpreendente da Selecção Nacional no Europeu de basket.
Ele é o fervor e a entrega dos jogadores (amadores!) da Selecção Nacional no Mundial de rugby.
Ele é o brio e o valor de um Nelson Évora, campeão mundial de triplo salto.
Ele é a ENORME, em talento e humildade, Vanessa Fernandes, campeã do mundo de triatlo. (muito obrigada, elvira e nuno! ;))

Confesso, no entanto, que o meu desporto de eleição é mesmo (e só) o futebol.
E nem o futsal (e a recente conquista da Supertaça pelo meu Glorioso) conseguiram ainda fazer dissipar a frustração que remoo desde sábado.

Estádio cheio, adeptos ao rubro, apoio incondicional.
Não deixo de pensar que, tal como acontece na Vida, por vezes, quem menos merece é quem mais é apaparicado e melhor recompensado.

10 de setembro de 2007

Corpo e Alma

“Porque é que não te entregas de corpo e alma?” perguntou-me ele, ‘inocentemente’.
Achei graça ao desafio, à provocação.

Entrego-me a quê?
A sessões aleatórias de sexo desenfreado porque ‘não tenho nada a perder’?
A uma relação insípida porque estou sozinha?
A aventuras pontuais porque realizam fantasias?
A uma mentira calculista, por interesse?
A um casamento com tudo para não dar certo porque quero ser mãe?

Entrego-me a quem?
A um homem que só me procura por luxúria?
A um rapaz que só me quer por solidão?
A situações ingratas e sem futuro que desrespeitam terceiros?
A um homem que só quero por amizade?
A um pesadelo em nome de um sonho?

Reconheces-te em algum deles?
Percebes que não sou só corpo?
Consegues ler a minha alma?

7 de setembro de 2007

???

Não consigo perceber porque é que este 'casal' mexe comigo.

Ela resiste-lhe e não compreende porque se sente atraída.
Ele ama-a selvagem e ferozmente.

Ela é pequena, delicada.
Ele é rude, desabrido.

Ela usa-o.
Ele deixa.

Ela abusa.
Ele sofre.

A sua relação é proibida.
A sua ligação, improvável.

Ok, ele é 'loiro'... ;)

6 de setembro de 2007

Em noites assim...


... cansada, sonho o teu colo.

... carente, anseio o teu corpo.

... faminta, desejo o teu toque.

... fraca, recordo o teu nome.

E, nessas noites, agradeço já não me procurares.

Porque, em noites assim, derrotada por mim, vencer-me-ias.

5 de setembro de 2007

Reconheço que...

... tenho muita dificuldade em manter amizades com um 'ex-seja o que for'.
Para não dizer que, na realidade, me tem sido, até à data, impossível.

Quando algo corre menos bem, os caminhos apartam-se invariavelmente.
E a possibilidade de pacífica convivência desaparece irremediavelmente.

Ou porque não desejamos o mesmo.
Ou porque são eles que querem algo a que fujo.
Ou porque não dou o que me pedem e partem magoados ou ofendidos.
Ou porque não é suficiente o que me oferecem e não me contento com menos.
Ou porque parei de gostar e não quero magoá-los.
Ou porque não consigo deixar de gostar, se não deixar de ver.

E assim...
... a ruptura tem sido sempre o caminho...
... e a distância, a solução.

4 de setembro de 2007

Acho...

... um piadão quando uma mulher com um decote até ao umbigo tem a lata de me mandar uma boca sobre a 'indecência' da minha "faixa de gaja".

3 de setembro de 2007

O peso das palavras

Há palavras que me pesam, que me empurram.
E silêncios que incomodam, me machucam.

E as palavras que espero não me encontram.
Magoa e inquieta o silêncio que me enviam.

E as palavras de que fujo, me perseguem.
E o silêncio a que as remeto, não me acalma.

É quando, então,
Ignoro silêncio, empurro pessoas.
Peso palavras, calo ilusão.

E fico calada.
E grito silêncio.

E escrevo palavras.
E choro poemas.

Haverá...

... coisa melhor? :)

"Não é um post para me queixar, mas para me orgulhar de me cansar a fazer o que gosto."