... que tenho (no mínimo!) uma visão redutora sobre os homens, em geral.
Acredito que qualquer 'gaja boa' lhes desperta naturalmente sentidos e imaginação (sendo que, às vezes, 'boa' nem sequer é requisito obrigatório).
Acredito que 'a oportunidade faz o ladrão' e que só não concretizam as consequentes fantasias se tal não lhes for viabilizado.
Desconfio que a sua incapacidade em estarem sozinhos os leva a encontrarem rapidamente quem lhes alimente o ego e lhes sirva de repositório de sonhos e sémen.
Estou a exagerar... não estou?
Talvez conheça demasiados 'maus exemplos'.
Talvez atraia 'más reses' como outras pessoas parecem ímanes de gente doida.
Talvez seja eu a 'má rês' que incentiva sistematicamente 'maus comportamentos'.
Talvez exija tanto de um homem que se lhe torne logicamente impossível estar à altura das minhas expectativas.
Qualquer que seja o motivo, fico invariavelmente surpreendida com o romantismo num homem.
Mais ainda, considero um verdadeiro milagre, a fidelidade e dedicação que alguns conseguem oferecer a uma única mulher.
Chega mesmo a parecer-me contranatura, uma tentativa vã de combater o seu ancestral instinto predatório.
E desconfio, questiono, suspeito, conjecturo.
Simplesmente, não acredito.
O mais curioso é que nunca nenhum homem me desiludiu.
Apenas nenhum me conseguiu provar cabalmente que estou errada...
9 de agosto de 2007
Tantos...
... mal entendidos!
Descubro-os, quase todos, tarde demais.
Sem tempo de os desfazer.
Sem chance de os corrigir.
Se sorrio, pensam que quero.
Se me afasto, dizem que fujo.
Se aceito, acham suficiente.
Se compreendo, querem mais.
Começo a abominar a palavra!
Não a que vos deixo, a que me acalma.
Mas a que não chega, a que é escassa.
Agora só quero ler olhos e mãos.
Só entender corpos e bocas.
Só perceber cheiros e sons.
Só ler gestos e silêncios.
Descubro-os, quase todos, tarde demais.
Sem tempo de os desfazer.
Sem chance de os corrigir.
Se sorrio, pensam que quero.
Se me afasto, dizem que fujo.
Se aceito, acham suficiente.
Se compreendo, querem mais.
Começo a abominar a palavra!
Não a que vos deixo, a que me acalma.
Mas a que não chega, a que é escassa.
Agora só quero ler olhos e mãos.
Só entender corpos e bocas.
Só perceber cheiros e sons.
Só ler gestos e silêncios.
8 de agosto de 2007
Não sou competitiva... nunca fui.
Fujo à luta, finjo que não me importo.
Cedo créditos, entrego armas.
Rendo-me em antecipação.
Talvez preveja derrotas.
Talvez adivinhe desfechos.
Talvez vaticine lágrimas.
Talvez pressinta sofrimento.
O que é certo é que parto, me afasto.
Desisto.
Sim, compreendo as tuas reservas.
Não as esperava mas aceito-as.
A competição pode assustar.
E a luta, intimidar.
Mesmo quando existe apenas na nossa imaginação...
Fujo à luta, finjo que não me importo.
Cedo créditos, entrego armas.
Rendo-me em antecipação.
Talvez preveja derrotas.
Talvez adivinhe desfechos.
Talvez vaticine lágrimas.
Talvez pressinta sofrimento.
O que é certo é que parto, me afasto.
Desisto.
Sim, compreendo as tuas reservas.
Não as esperava mas aceito-as.
A competição pode assustar.
E a luta, intimidar.
Mesmo quando existe apenas na nossa imaginação...
7 de agosto de 2007
Pensando bem...
... verifico que me sinto atraída quase sempre pelo mesmo tipo de homem.
A saber:
- atlético (sinónimo de 'em forma', 'que pratica um desporto')
- claro (geralmente louros ou com pele e/ou olhos claros)
- divertido (conquistam-me facilmente quando me fazem rir... onde é que eu li isto recentemente? ;))
Será assim tão simples?
Peço assim tão pouco?
Pelos motivos acima descritos, estou perfeitamente convicta, no entanto, que o Amor da Minha Vida é moreno, franzinito e profundamente entediante!!
A saber:
- atlético (sinónimo de 'em forma', 'que pratica um desporto')
- claro (geralmente louros ou com pele e/ou olhos claros)
- divertido (conquistam-me facilmente quando me fazem rir... onde é que eu li isto recentemente? ;))
Será assim tão simples?
Peço assim tão pouco?
Pelos motivos acima descritos, estou perfeitamente convicta, no entanto, que o Amor da Minha Vida é moreno, franzinito e profundamente entediante!!

(tentei fugir à escolha óbvia do loiro mais sexy do planeta...)
6 de agosto de 2007
Eu?!?

"Tu é que queres só sexo!"
Fiquei estupefacta.
Bem sei que brincava.
Mas e se, no fundo, acreditava no que dizia??
Até porque, pensando bem, já não era a primeira vez que mo dizia.
Será essa a ideia que passa?!
Será essa a imagem que fica?!
É que nesta vontade que me leiam sem nada dizer acabo por deixar que se enganem com tanto (ou sem nada?) a perder.
Sim, quero sexo, claro que quero sexo!
Sexo bom, sexo puro, sexo duro.
Sexo carne, sexo sangue.
Sexo guerra, sexo paz.
Sexo cão, sexo são.
Mas mesmo muito disso, quando é 'só' isso, é pouco demais.
E não pensei que fosse preciso dizê-lo.
3 de agosto de 2007
Estranho é...

... identificar-me tanto com alguém que (ainda) não conheci.
... ver (d)escritas por ele as ideias que pensei.
... sentir atracção por quem apenas imaginei.
... acreditar que poderia mergulhar nos olhos de quem nunca vi.
... ver (d)escritas por ele as ideias que pensei.
... sentir atracção por quem apenas imaginei.
... acreditar que poderia mergulhar nos olhos de quem nunca vi.
2 de agosto de 2007
Good answer!
Diálogo das "Donas de Casa Desesperadas"
Ao tentar fazer um arranjinho tipo 'blind date' para uma amiga, a Susan confirma a disponibilidade da mesma e recebe a seguinte resposta:
"Sim, estou entre desilusões..."

1 de agosto de 2007
31 de julho de 2007
"As palavras que nunca te direi"
Em tantas ocasiões, remoo o que ficou por dizer.
Termino situações, resolvo dilemas, boicoto relações... quase sempre sem conseguir explicar à outra pessoa porque o fiz, porque o faço.
Mesmo quando tento.
Às vezes penso que, por ter tanto dentro de mim, corro o risco de me esvair se abrir (com)portas.
Outras penso que tenho tão pouco para oferecer que nada sai porque simplesmente nada existe.
Ontem explicaram-me que o nó que fica na garganta pode mesmo magoar fisicamente.
E hoje estou ferida, dorida... completamente perdida.
Se o que procuro é tão simples porque não consigo dizê-lo?
Se o que me dão é tão pouco porque não me permito gritá-lo?
A Vida escoa-se em esperas, em pazes podres.
O Tempo já não se compadece com sonhos e ilusões.
E a única coisa que não disse foi:
"Podias ter sido o meu equilíbrio"
Termino situações, resolvo dilemas, boicoto relações... quase sempre sem conseguir explicar à outra pessoa porque o fiz, porque o faço.
Mesmo quando tento.
Às vezes penso que, por ter tanto dentro de mim, corro o risco de me esvair se abrir (com)portas.
Outras penso que tenho tão pouco para oferecer que nada sai porque simplesmente nada existe.
Ontem explicaram-me que o nó que fica na garganta pode mesmo magoar fisicamente.
E hoje estou ferida, dorida... completamente perdida.
Se o que procuro é tão simples porque não consigo dizê-lo?
Se o que me dão é tão pouco porque não me permito gritá-lo?
A Vida escoa-se em esperas, em pazes podres.
O Tempo já não se compadece com sonhos e ilusões.
E a única coisa que não disse foi:
"Podias ter sido o meu equilíbrio"
30 de julho de 2007
O meu fim...
... de férias foi um abrupto retorno à realidade.
[como todos os fins (de férias) serão, acredito]
Deitei-me, olhos fechados... e o mundo caiu sobre mim.
Pesou-me, doeu-me.
A tempestade depois da bonança.
As vozes agora tão perto.
A vontade de partir, para longe fugir.
O desejo de ficar, para sempre dormir.
As sombras voltaram, saudosas.
A paz despediu-se, desgostosa.
E foi o meu fim...
... de férias.
[como todos os fins (de férias) serão, acredito]
Deitei-me, olhos fechados... e o mundo caiu sobre mim.
Pesou-me, doeu-me.
A tempestade depois da bonança.
As vozes agora tão perto.
A vontade de partir, para longe fugir.
O desejo de ficar, para sempre dormir.
As sombras voltaram, saudosas.
A paz despediu-se, desgostosa.
E foi o meu fim...
... de férias.

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