6 de agosto de 2007

Eu?!?


"Tu é que queres só sexo!"

Fiquei estupefacta.
Bem sei que brincava.
Mas e se, no fundo, acreditava no que dizia??
Até porque, pensando bem, já não era a primeira vez que mo dizia.

Será essa a ideia que passa?!

Será essa a imagem que fica?!

É que nesta vontade que me leiam sem nada dizer acabo por deixar que se enganem com tanto (ou sem nada?) a perder.

Sim, quero sexo, claro que quero sexo!

Sexo bom, sexo puro, sexo duro.
Sexo carne, sexo sangue.
Sexo guerra, sexo paz.
Sexo cão, sexo são.

Mas mesmo muito disso, quando é 'só' isso, é pouco demais.
E não pensei que fosse preciso dizê-lo.

3 de agosto de 2007

Estranho é...


... identificar-me tanto com alguém que (ainda) não conheci.

... ver (d)escritas por ele as ideias que pensei.

... sentir atracção por quem apenas imaginei.

... acreditar que poderia mergulhar nos olhos de quem nunca vi.

2 de agosto de 2007

Good answer!

Diálogo das "Donas de Casa Desesperadas"


Ao tentar fazer um arranjinho tipo 'blind date' para uma amiga, a Susan confirma a disponibilidade da mesma e recebe a seguinte resposta:

"Sim, estou entre desilusões..."


1 de agosto de 2007

O Espelho

Eu tenho um espelho que chora

É o espelho onde me admiro
Onde me miro e reviro

É o espelho que me mente:
"És bela..."

O espelho que murmura:
"És pura"

Porque é que o meu espelho mente?
Porque é que o meu espelho chora?

31 de julho de 2007

"As palavras que nunca te direi"

Em tantas ocasiões, remoo o que ficou por dizer.

Termino situações, resolvo dilemas, boicoto relações... quase sempre sem conseguir explicar à outra pessoa porque o fiz, porque o faço.
Mesmo quando tento.

Às vezes penso que, por ter tanto dentro de mim, corro o risco de me esvair se abrir (com)portas.
Outras penso que tenho tão pouco para oferecer que nada sai porque simplesmente nada existe.

Ontem explicaram-me que o nó que fica na garganta pode mesmo magoar fisicamente.
E hoje estou ferida, dorida... completamente perdida.

Se o que procuro é tão simples porque não consigo dizê-lo?
Se o que me dão é tão pouco porque não me permito gritá-lo?

A Vida escoa-se em esperas, em pazes podres.
O Tempo já não se compadece com sonhos e ilusões.

E a única coisa que não disse foi:
"Podias ter sido o meu equilíbrio"

30 de julho de 2007

O meu fim...

... de férias foi um abrupto retorno à realidade.
[como todos os fins (de férias) serão, acredito]

Deitei-me, olhos fechados... e o mundo caiu sobre mim.
Pesou-me, doeu-me.

A tempestade depois da bonança.
As vozes agora tão perto.

A vontade de partir, para longe fugir.
O desejo de ficar, para sempre dormir.

As sombras voltaram, saudosas.
A paz despediu-se, desgostosa.

E foi o meu fim...
... de férias.


13 de julho de 2007

Ao ler-te...

... pensei que, também eu, tenho forma de identificar a (minha) pessoa certa.

É perfeitamente evidente por fornecer prova inequívoca.

É completamente impraticável por ser busca global incansável.

É naturalmente proibitiva por se tornar vinculativa.

Mas, de tão humilhante, é simplesmente inconfessável.


(Boas férias... para mim! ;))

12 de julho de 2007

"Cansei...


... de ser sexy!"
Quero ser linda em trapos velhos.

Cansei de ser pouco.
Tenho direito a mais, mereço tudo.

Cansei de me vender
A quem não me quer comprar.

Cansei de me enganar.
Parei de te procurar.

É impressão minha...

... ou o novo guarda-redes do Sporting é um sósia ligeiramente mais novo do Quim?!

11 de julho de 2007

O que vale...

... é que o castigo sempre segue a má acção.

E quando se foi estúpido com alguém, mais depressa do que imaginamos, alguém se prontifica a ser estúpido connosco.

É a tal força equilibradora do Universo.
Há quem lhe chame karma...