10 de julho de 2007

"Eu sei...

... que tenho um jeito meio estúpido de ser
e de dizer
coisas que podem magoar e ofender
"


E há dias em que refino esta 'maravilhosa' capacidade.
Basta aquecerem-me o rastilho.

Mas mau mesmo é não achar que devo pedir desculpas...

9 de julho de 2007

Não concordo...

... com a ideia generalizada de que falar publicamente de sexo, ser atrevido e 'alegre' e insinuar (ou dizer abertamente) que se é extraordinariamente activo sexualmente é sinónimo de ser moderno e/ou socialmente bem integrado.

Chamem-me antiquada ou pudica mas continuo a achar que quem muito fala, pouco come.
Ou come pior...

6 de julho de 2007

Talvez...

... fosse mais seguro fechar portas e janelas.
Descer estores, fechar portadas.
Usar cadeados, deitar fora as chaves.

Talvez fosse mais calmo deitar-me quieta, no escuro.
Rejeitar ilusões, apagar mensagens, recusar chamadas.
Ficar sozinha, permanecer calada.

Talvez fosse mais fácil não querer nada, nem ninguém.
Não ter sede ou fome.
Não precisar de calor ou companhia.
Bastar-me!

Talvez fosse mais lógico optar pelo silêncio, exorcizar ruídos.
Mais prudente preferir a ausência ao insensato.
Mais inteligente preterir o errado, abraçando o nada.

Mas de uma coisa desconfio.

O seguro não seria tão saudável.
O calmo não seria tão completo.
O fácil não seria tão especial.
O lógico não seria tão singular.
O prudente não seria tão bom...
O inteligente não seria tão Vida.

5 de julho de 2007

Axioma

É possível mentir dizendo a verdade.

4 de julho de 2007

Luto...

... ferozmente!

Ai o pânico de me apaixonar por um sentimento...


2 de julho de 2007

Sinais exteriores...

... de experiência podem, por vezes, ser contraproducentes.
O excesso aparente de prática e/ou conhecimento pode ser verdadeiramente inibidor para terceiros.

Neles será natural a vontade de se mostrar à altura do desafio mas instintivo o impulso imediato de autopreservação, a tentativa de esconder ignorância ou inexperiência.

E quando se tem tanto medo de ser menos, de ficar aquém, adivinha-se que nunca se virá a ser o que quer que seja.
Porque quando se passa tempo demais preocupado com o que se parece, corre-se o risco de não se aprender nada com quem é.

"Confuso?
Completamente!"

Mas verdadeiro...

29 de junho de 2007

A Noiva de Frankenstein

Difícil mesmo é encontrar tudo o que queremos numa única pessoa...

Assim, de repente, misturava o bom humor e o companheirismo de um com o carinho e a devoção de outro, costurava a tua maturidade à paixão dele e combinava o seu corpo com a tua inteligência.

E depois ainda me soam bem algumas vozes mas não o que elas dizem.
E adoro o que me é dito quase sempre pela voz errada.

Percebo o esforço de Frankenstein.
Mas é tão fácil prever o mesmo resultado...

28 de junho de 2007

E se alguém...

... te manda uma mensagem solta sobre algo insignificante que aconteceu na véspera?
Isso é uma desculpa para meter conversa novamente?

E se alguém te sorri à despedida quando esperavas um beijo?
Isso quer dizer "Não te quero"?

E se alguém te procura quando te afastas e te afasta quando procuras?
Isso é capricho, indecisão, caridade, medo, jogo do toca e foge?

E quando alguém é assim, como ser para esse alguém?

27 de junho de 2007

...

Tudo me foge, tudo escorraço.

Mostro depressa a face feia.
Faço gala em ser aranha sozinha em sua teia.

E espalho veneno e fel.
E lanço feromonas e mel.
E faço baixas e presas.
E espero sozinha sem pressas.

Mas quando me pisam, ignoram,
Quando não me querem, não me adoram,
Provo do meu veneno o sabor,
Sinto na pele o meu fel

E fico enferma, vencida,
Sozinha, cobarde, caída.

Porque sou grega e troiana.
Porque sou santa e leviana.

Porque quero ser tudo
E não sou nada.


26 de junho de 2007

Sonhei...

... que te comia.
Literalmente!
Devorava-te.

Tinha corpo de enguia, de serpente, sei lá.
Cabeça de réptil, língua bicúspide, boca descomunal.

E comia-te, deglutia-te.
Lentamente... engolia-te.

Cheia, empanturrada...
... comprimia-te.

E sufocada, esmagada...
... destruia-te!