5 de julho de 2007

Axioma

É possível mentir dizendo a verdade.

4 de julho de 2007

Luto...

... ferozmente!

Ai o pânico de me apaixonar por um sentimento...


2 de julho de 2007

Sinais exteriores...

... de experiência podem, por vezes, ser contraproducentes.
O excesso aparente de prática e/ou conhecimento pode ser verdadeiramente inibidor para terceiros.

Neles será natural a vontade de se mostrar à altura do desafio mas instintivo o impulso imediato de autopreservação, a tentativa de esconder ignorância ou inexperiência.

E quando se tem tanto medo de ser menos, de ficar aquém, adivinha-se que nunca se virá a ser o que quer que seja.
Porque quando se passa tempo demais preocupado com o que se parece, corre-se o risco de não se aprender nada com quem é.

"Confuso?
Completamente!"

Mas verdadeiro...

29 de junho de 2007

A Noiva de Frankenstein

Difícil mesmo é encontrar tudo o que queremos numa única pessoa...

Assim, de repente, misturava o bom humor e o companheirismo de um com o carinho e a devoção de outro, costurava a tua maturidade à paixão dele e combinava o seu corpo com a tua inteligência.

E depois ainda me soam bem algumas vozes mas não o que elas dizem.
E adoro o que me é dito quase sempre pela voz errada.

Percebo o esforço de Frankenstein.
Mas é tão fácil prever o mesmo resultado...

28 de junho de 2007

E se alguém...

... te manda uma mensagem solta sobre algo insignificante que aconteceu na véspera?
Isso é uma desculpa para meter conversa novamente?

E se alguém te sorri à despedida quando esperavas um beijo?
Isso quer dizer "Não te quero"?

E se alguém te procura quando te afastas e te afasta quando procuras?
Isso é capricho, indecisão, caridade, medo, jogo do toca e foge?

E quando alguém é assim, como ser para esse alguém?

27 de junho de 2007

...

Tudo me foge, tudo escorraço.

Mostro depressa a face feia.
Faço gala em ser aranha sozinha em sua teia.

E espalho veneno e fel.
E lanço feromonas e mel.
E faço baixas e presas.
E espero sozinha sem pressas.

Mas quando me pisam, ignoram,
Quando não me querem, não me adoram,
Provo do meu veneno o sabor,
Sinto na pele o meu fel

E fico enferma, vencida,
Sozinha, cobarde, caída.

Porque sou grega e troiana.
Porque sou santa e leviana.

Porque quero ser tudo
E não sou nada.


26 de junho de 2007

Sonhei...

... que te comia.
Literalmente!
Devorava-te.

Tinha corpo de enguia, de serpente, sei lá.
Cabeça de réptil, língua bicúspide, boca descomunal.

E comia-te, deglutia-te.
Lentamente... engolia-te.

Cheia, empanturrada...
... comprimia-te.

E sufocada, esmagada...
... destruia-te!

25 de junho de 2007

The truth is...


... you're
not
that

good.


I'm
just
that

lonely...

22 de junho de 2007

Ooops

Fizeste anos e nem sequer dei por isso.

Parabéns, Diário!!
E desculpa lá o atraso... :)

21 de junho de 2007

Desilusão

Que terei de errado?
Que mistério tão fechado encerrarei?

Recebo "adoro-te"'s mas nunca ouvi um verdadeiro "amo-te".
Sou desejada mas nunca realmente querida.

Quero corpos mas não amo almas.
Desejo em momentos mas não me dou para a vida.

E desiludo-me, desiludo-me, desiludo-me.

E quero mais de quem não me dá nada.
E quero tudo de quem nada tem para me dar.

E quero ser tudo para quem me visita.
E serei sempre nada para quem me habita.