15 de junho de 2007

Inimizades

Na ânsia de valorizarmos o bom,
acabamos, muitas vezes,
por denegrir e caluniar o óptimo.
(e vice-versa?)

Será por serem eternos inimigos?

Mas quem terá, afinal, criado esta inimizade?


12 de junho de 2007

Tempo, tempo, tempo!

Quero mais tempo!
Preciso!

Tempo para escrever com calma.
Tempo para (cor)responder com alma.

Tempo para sentar-me e descansar.
Tempo para cuidar e ver medrar.

Tempo para gozar e viver.
Tempo para desfrutar e aprender.

Sinto-me formiga apressada... e detesto.
Sou iguana lenta e lânguida... mas apresso-me.

Tempo, tempo, tempo!

Tempo que escapa e se esconde.
Tempo que escorre e se escoa.

Tempo que prende e me vence.
Tempo que me aperta e reduz.

Tempo que perco...
... em tempo que morro.


11 de junho de 2007

"O Sexo e a Cidade"...

... foi a minha leitura de férias.
Não gostei particularmente do livro.
Os 'episódios' são desgarrados, as personagens são 'a duas dimensões' e não existe propriamente uma história para acompanhar.

Mas, all in all, reconhecem-se as questões, os dilemas, as encruzilhadas com que uma Mulher se depara ao longo da sua vida adulta... pelo menos em Manhattan ;)

E fica, claramente, a noção (o peso, se quiserem) da idade.
"(...) as mulheres de 30 e poucos (...)"
"(...) as mulheres de 35 (...)"
"(...) as mulheres de 30 e muitos (...)"
E por aí fora.
Assim... escalonadas, classificadas.

Segundo o livro, fiquei com a sensação que...
... estou velha demais para casar porque um homem procura inconscientemente a progenitora certa para os seus filhos.
... sou nova demais para me render ou desistir dos meus sonhos porque milagres acontecem e os homens não são todos iguais... nem as mulheres.
... sou velha demais para insistir num ideal de homem porque ele só estará interessado em mulheres com metade da minha idade.
... sou nova demais para me resignar a um velho, careca e gordo mesmo que ele seja inteligente, carinhoso e rico.
E por aí fora.

Talvez seja mesmo melhor viver em Portugal.
Um bocadinho menos de sexo.
Um nadinha a menos de cidade.
Mas, principalmente, tudo muito menos compartimentado.
Ou será só impressão minha?!

1 de junho de 2007

Um dia...

... quando for velhinha,
vou recordar que era linda aos teus olhos.

Quando o peso dos anos me amaciar o génio,
vou lembrar-me que era a tua princesa.

Quando o tempo me sulcar o rosto,
nele conseguirei ler os teus "adoro-te".

E quando a idade me turvar os passos,
descansarei na saudade dos teus beijos.

Nesse dia, e só nesse dia,
vou finalmente chorar ter-te perdido...

31 de maio de 2007

Love, love, love!

Quando tendemos a perder a ilusão,
quando deixamos, por momentos, de sonhar,
o Amor surge mesmo ali ao lado,
materializa-se à nossa frente
e obriga-nos a acreditar
que ainda é possível
que pode ser real
que acontece, existe,
que é enorme, inteiro,
perfeito e exemplar!

E a tua Felicidade contagia,
faz-me sorrir e desejar
que seja eterna, imortal.

E o vosso Amor é incentivo,
ânimo, estímulo, devaneio,
certeza, desvelo, convicção,
alma, corpo e coração.

Parabéns, Carlota!

29 de maio de 2007

Repetia-me que...

... "Não pensas nos meus sentimentos"
... "Só vês o teu umbigo"
... "És incapaz de admitir que erraste"
... "Tens de ter sempre razão"

E eu relevava porque era ele que me magoava.

Mas depois... depois foi ele que errou.

E não pensou nos meus sentimentos.
E só viu o seu umbigo.
E (pior de tudo!) nem sequer percebeu que errou.

Agora sou vulgar... tenho mil caras.
Sou indigna... de respeito, afecto ou amizade.

Mas voltaremos a ficar bem, eu sei.

Eu...
... e o meu umbigo.

28 de maio de 2007

É que...

... os homens são como os sacos de plástico.

Tenho muitos mas, quando preciso de um, nunca encontro o ideal!

25 de maio de 2007

Sinais

Hoje acordei ao som de...
"(...)
Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar
(...)"

Os sinais estão em todo o lado.
Mas eu insisto em ignorá-los.

A hora aproxima-se, eu sei.
A hora de mudar!

23 de maio de 2007

Ando...

... devagar.
Caminho em câmara lenta.

Passam por mim, passo ligeiro.

Olham-me, sem me ver.
Falam, esperando resposta.

E prosseguem, acelerados.

E eu continuo... sem pressa.
Avançando... sem progredir.

22 de maio de 2007

Se te quero?

Se te chamo?
Se te prendo?
Se te amo?

Não sei!

Se te sonho, te desejo, te adoro, te preciso?

Não sei!
Não sei!

Se me vês, se me conheces?
Se me verias, se conhecesses?

Não sei!
Não sei!
Não sei!

Tu sabes?