21 de maio de 2007

De vez em quando...


... o meu blog transforma-se em terreno minado.
E passo a recear escrever com medo de despoletar alguma mina bem camuflada.

E assim fico...
... vigiada, sob escuta.

Assim hesito...
... guardiã, protectora.

E assim me escondo...
... mina, armadilha.

18 de maio de 2007

Se vos dissesse que...

... apesar de tudo,
o meu corpo ainda não atingiu
a minha verdadeira idade,
como o interpretariam?

Que tenho um corpo jovem?

Ou uma alma velha?

16 de maio de 2007

De deusa...

... e de besta todos temos um pouco.

15 de maio de 2007

Tira...

... a minha roupa devagar.
Mostra-me o quanto me queres.

Demora-te em mim, conhece-me.
Segue marcas e sinais, aprende-me.

Não te escondas, não me fujas.
Olha-me sem medo ou vergonha.

Despe a minha alma também.
Descobre-a sem pudor, inventa-a.

Divisa defeitos, destapa imperfeições.
Aponta vícios, regista pecados.

Mas admira-me... corpo e alma.
E ama-me... sangue e sombra.

14 de maio de 2007

Quando...

... estou algum tempo sem te ver esqueço, estranhamente, o teu rosto.
E, em sua substituição, coloco este...

Tá na hora...

... dos adeptos do Glorioso fazerem um petição online em que se comprometem a comer todos os Pastés de Belém que conseguirem, se Os Belenenses ganharem ao Sportém na próxima jornada!

Não está? :D

11 de maio de 2007

Qualquer coisa

Há qualquer coisa entre nós
que não pega
que não cola
não avança
não decola.

Há qualquer coisa assim estranha
que emperra
que empana
que impede
que engana.

Há qualquer coisa vadia
que me empurra
me estimula
me distrai
e que me adia.

Há qualquer coisa contínua
que te prende
te demora
te demove
e te domina.

E é qualquer coisa que dura
que nos nega
nos isola
que nos vence
e nos anula.

10 de maio de 2007

Em ti...

... aprecio a doçura, a inocência.
Por ti acolho a fragilidade, a carência.
De ti aceito a insegurança e o medo.

Em ti experimento riso e alegria.
Por ti acolho a diferença, o mistério.
De ti aceito a distância e a indiferença.

Em ti bebo a força e a paixão.
Por ti acolho o sonho, o talvez.
De ti aceito a ausência, o placebo.

E tu?
Reconheces-te nos meus olhos?

9 de maio de 2007

Quero querer...


... deixar tudo para trás.
... esquecer o mais que não tu.

Quero não querer mais que nós dois.
(Parar de "adiar a Felicidade" como me disseram há pouco)

Quero apenas querer-te.
Olhar-te e sentir que é certo, desígnio.
Sentir-te e saber que és inevitável, destino.

Quero descobrir o caminho e senti-lo meu.
Seguir um rumo e cuidá-lo teu.
Iniciar a viagem e sabê-la nossa.

8 de maio de 2007

Uma questão de Tempo

Os desencontros da Vida são apenas uma questão de Tempo.

Uma esquina que se virou cedo demais.
Uma relação que nos prendeu por muito tempo.

O avançar assíncrono de dois corações.
A esperança desigual de duas almas.

O tempo ínfimo que nos dispomos a dar.
O tempo importante que não podemos dispensar.

O encontro de duas Vidas é apenas uma questão de Tempo.