12 de abril de 2007

Em ponto de rebuçado

Irritam-me os que festejam exclusivamente as derrotas do SLBenfica.

Desprezo os que engolem sapos mas continuam a fazer vénias.

Abomino os que fazem gala em gerar maus ambientes.

Passo-me com os que aceleram quando são ultrapassados,
com os que viram sem sinalizar,
com os que param sem avisar,
com os que conduzem com sobranceria.

Envergonham-me os que castigam a verdade,
os que censuram em democracia.

Não tolero os que roubam com permissão,
os que se enchem com ostentação,
os que parecem o que não são.

E enfurece-me a impotência generalizada, a resignação incorporada.
A de todos...
... e a minha, revoltada!

11 de abril de 2007

Dama de Gelo

Já é recorrente.
Ser apelidada de fria, insensível, fechada, reservada... e sei lá que mais.

Longe de me ofender, na maior parte das vezes, vejo-me mesmo obrigada a concordar.

Sim, (p)reservo os meus afectos, protejo a minha privacidade, (res)guardo os meus sentimentos... e daí?

Estas muralhas já foram transpostas.
Os segredos destes cadeados já foram descobertos.

Portanto, não se queixem, lutem.
Não se rendam, conquistem!

E se não o fizerem, resignem-se...

10 de abril de 2007

Aqui...

... o ar começa a pesar.

As costas vergam pelo desprezo.
Os ombros descaem pela indiferença.
As cabeças tombam pela falta de consideração.

Aqui cessou a partilha, a confiança.
Extinguem-se os ânimos e os alentos.

Os sorrisos são agora de circunstância.
E os olhos brilham apenas de lágrimas.

Aqui o ar começa a pesar.
E ninguém parece notar.

Aqui o ar começa a pesar.
E a ninguém parece importar...

9 de abril de 2007

Enquanto...

... se falava dela, reconhecia os sinais.
Mas pensava o quanto estava enganada.
O quanto lhe faltava motivo para tal agonia.

Tão jovem.
Tanta vida por viver.

Mas na procura desenfreada, anda perdida.
No desespero da busca, esquece-se que a felicidade é o caminho, não o destino.

Pára, respira... aproveita!
É que tanta ansiedade também mata.

Acredita... eu sei.

5 de abril de 2007

Soltas

Tenho quase a certeza que fui eu que 'ditei' isto ;)


Estou completamente fascinada com o Rodrigo Santoro no filme "300".
Vilão, careca... que importa?!?
É a desculpa perfeita para embelezar (com ele) aqui o meu cantinho...


E depois ainda temos o Glorioso.
Dia importante... mais um.
Mas desde Domingo que ando irritada, vá-se lá saber porquê!
Talvez se deva ao facto de ter perdido a oportunidade de estar em primeiro na Liga e, em vez disso, ter ali o 'sportém' a roer-me os calcanhares... talvez, quem sabe?

E também há aquela sensação de ser quase a única pessoa que está a trabalhar hoje.
Estrada só minha, estacionamento vazio, metro às moscas.

E a outra (já enraizada) de desânimo e desalento, de revolta e estranha e viciada resignação.
Mas essa não cabe aqui, em meia dúzia de palavras.
Deixo-a para depois...

Boa Páscoa para os pequenos, para os grandes, para os pequenos e grandes.
Boa Páscoa para os jovens, para os menos jovens, para os jovens axim, axim.
Sim, eu sei que tenho uma maneira esquisita de falar ;)
Mas Boa Páscoa para todos, axim mesmo!

4 de abril de 2007

Não escrevo...

... para ser consolada.
Para despertar simpatia ou comiseração.
Não escrevo para atrair ou repudiar.
Tampouco para ser 'compreendida' ou 'apoiada'.

Não escrevo para criar mistério.
Para provocar curiosidade ou solidariedade.
Não escrevo para gerar comentários.
Tampouco para suscitar polémicas ou debates.

Infeliz de mim se assim fosse... gorado à partida o intuito.

Escrevo porque o faço desde que me lembro.
Tão somente porque se não escrevo, sufoco.
Apenas porque se me calo, morro.

3 de abril de 2007

A regra dos 5

Aprendi há dias, já nem sei bem onde, a "regra dos 5".

Consiste em enumerar 5 motivos pelos quais não nos vemos a viver sem a pessoa com quem estamos no momento.
Se se conseguir, essa é a pessoa que nos completa... porque já temos 4 razões a mais do que as necessárias. :)

A minha dúvida é só uma.
O que fazer se, com a mesma facilidade, também se consegue elaborar a lista das "10 coisas que odeio em ti"? ;)

2 de abril de 2007

A Vida ao Contrário

Sou uma pessoa de sorte... eu sei.
A vida sempre me foi fácil, oferecida de bandeja.

Mas nesse dia, tremi.
Seria o fim da sorte?
E logo de modo tão radical...
Sem apelo, nem agravo, a confirmar-se seria o fim... da sorte... da vida.

Mas não... mais uma vez, a sorte prevaleceu.
A minha estrela, o meu anjo, sei lá, protegeram-me... uma vez mais.

Nesse dia, no entanto, parte de mim deixou de existir.
Por medo, responsabilidade, respeito, asfixiei-a.

E, desde esse dia, sufoco aos poucos com ela.

28 de março de 2007

Naquela altura...

... chorei... muito.

Sentia o fim de mim... não do mundo, não da vida... apenas de mim.
E sofri como não pensava ser capaz.

Ontem, assistindo às suas lágrimas, pensava:
"Porque choras? Não consigo perceber...
O que te causa tanto sofrimento? Não consigo lembrar-me..."


Até tenho pesadelos...

... só de antecipar as próximas trivelas do Quaresminha na Luz.

E se deliro com golos daqueles pela Selecção (e se até me cai no goto quando equipa de vermelho e verde) tremo de pensar que os pode repetir no próximo domingo.

Vá de retro!!