É muito difícil alguém conseguir surpreender-me pela positiva.
Sei porquê, naturalmente.
Sou tão estupidamente exigente que é (quase) impossível estar à altura das minhas expectativas.
Além disso, não me deixo alimentar grandes ilusões, nem criar grandes cenários em torno da maioria dos 'actores' que se vão cruzando no meu caminho.
Não sei, então, porque é que continuo a surpreender-me quando a minha experiência (e intuição) me colocam de sobreaviso (reduzindo drastica e imediatamente a esperança dessa surpresa boa) e as minhas piores previsões se confirmam.
Se já estava à espera porque é que me desiludo?
26 de março de 2007
É só...

... mais um dia.
Mais 24 horas em que me empurro, me arrasto, me obrigo a avançar.
É só mais um dia.
Mais 1440 minutos em que inspiro, expiro, suspiro, em que me vou, enfim, lembrando de respirar.
É só mais um dia.
Mais uma mão cheia de respostas pró-forma a perguntas de circunstância.
Mais uma meia dúzia de dejá-vu's, de 'Quando é que eu já vivi isto?'.
É apenas mais um dia, eu sei.
Tenho que encher o peito de coragem!
Porque amanhã...
... outro dia (igual?) chegará.
23 de março de 2007
Xôôô!!!
Coisa feia!!
Detesto a inveja mesquinha, o espírito de 'miséria que quer companhia'.
Que mania que o português tem de usar a inveja como chumbo, para tentar afundar o objecto da mesma, em vez de a usar como alavanca, para conseguir atingir o mesmo nível.
Baaaahhh!!!
Detesto a inveja mesquinha, o espírito de 'miséria que quer companhia'.
Que mania que o português tem de usar a inveja como chumbo, para tentar afundar o objecto da mesma, em vez de a usar como alavanca, para conseguir atingir o mesmo nível.
Baaaahhh!!!
22 de março de 2007
No início...
... tudo são rosas.
Somos lindas, inteligentes, companheiras, amantes, amigas.
Fontes de prazer sensual e bem estar emocional.
No início, a arte da conquista é elevada ao seu expoente máximo.
A marcação cerrada lembra um desporto em que se esmeram por brio, um ponto de honra defendido com tenacidade.
No início somos desconhecido, mistério.
Galinha da vizinha, fruto proibido (ainda) por trincar.
Tempo passado, perdemos graça e sabor.
Criamos imperfeições, passamos a estorvo e embaraço.
Tempo passado, somos rotina, geramos enfado.
Olhos e gestos avançam céleres para outras (em)presas.
Acusadas de insatisfação e insaciabilidade, convém perguntar:
"Mas quem muda ao longo desta história, afinal?"
Somos lindas, inteligentes, companheiras, amantes, amigas.
Fontes de prazer sensual e bem estar emocional.
No início, a arte da conquista é elevada ao seu expoente máximo.
A marcação cerrada lembra um desporto em que se esmeram por brio, um ponto de honra defendido com tenacidade.
No início somos desconhecido, mistério.
Galinha da vizinha, fruto proibido (ainda) por trincar.
Tempo passado, perdemos graça e sabor.
Criamos imperfeições, passamos a estorvo e embaraço.
Tempo passado, somos rotina, geramos enfado.
Olhos e gestos avançam céleres para outras (em)presas.
Acusadas de insatisfação e insaciabilidade, convém perguntar:
"Mas quem muda ao longo desta história, afinal?"
21 de março de 2007
A sinceridade...
... gera sinceridade.
Mas nem sempre é esse o efeito esperado (ou desejado).
Portanto, respondo com cuidado (vulgo, 'piso em ovos'), embrulhando a verdade em papel de oferta.
Presente envenenado?
Talvez.
Mas, pelo menos, tento que a morte não chegue sem pré-aviso...
Mas nem sempre é esse o efeito esperado (ou desejado).
Portanto, respondo com cuidado (vulgo, 'piso em ovos'), embrulhando a verdade em papel de oferta.
Presente envenenado?
Talvez.
Mas, pelo menos, tento que a morte não chegue sem pré-aviso...
20 de março de 2007
Fugas
Ando em fuga.
Que ridículo!
Invento desculpas, recuso chamadas.
Digo apenas o que me convém.
Oculto a minha disponibilidade.
Não percebo a insistência.
Não lhes dei razões para isso.
Completamente iludidos quanto ao que querem de mim.
Perfeitamente enganados quanto ao que posso fazer por eles.
E assim fujo...
Que ridículo!
Que ridículo!
Invento desculpas, recuso chamadas.
Digo apenas o que me convém.
Oculto a minha disponibilidade.
Não percebo a insistência.
Não lhes dei razões para isso.
Completamente iludidos quanto ao que querem de mim.
Perfeitamente enganados quanto ao que posso fazer por eles.
E assim fujo...
Que ridículo!
19 de março de 2007
No fundo...
... sabia que ele não a procuraria.
E, curioso, até nem queria que o fizesse.
Tinha a certeza de que não valia a pena.
Possuía a prova inequívoca do erro dessa ilusão.
Mas (há sempre um mas) de algum modo sentia-lhe a falta.
Pensava "E se...?".
Enganava-se a si própria com "Talvez..." e "Porque não?".
Mas, no fundo, sabia.
E deixava o silêncio dissecar-lhe os dias.
16 de março de 2007
Na Vida...
... como no trânsito,
há quem se resigne a marcar passo atrás de um obstáculo transponível.
15 de março de 2007
Tive vontade...
... de a segurar no meu colo.
Embalá-la como se criança fora.
Protegê-la, acarinhá-la.
Oferecer-lhe apoio, carinho, segurança.
Sempre fui assim.
A idade toca-me, comove-me.
Coração apertado, ternura exacerbada.
Medo do futuro, compromisso prometido.
Nunca te vou deixar.
Não caminharás sozinha.
Embalá-la como se criança fora.
Protegê-la, acarinhá-la.
Oferecer-lhe apoio, carinho, segurança.
Sempre fui assim.
A idade toca-me, comove-me.
Coração apertado, ternura exacerbada.
Medo do futuro, compromisso prometido.
Nunca te vou deixar.
Não caminharás sozinha.
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