13 de fevereiro de 2007

Estarás lá...



... se me perder?
Estarás lá quando acordar?

Estarás lá quando cair?
Serás capaz de me segurar?

E se não adormecer?
Estarás lá para me embalar?

Posso contar contigo?
Posso em ti confiar?

12 de fevereiro de 2007

Sabes...

... há quanto tempo nos conhecemos?



Porque continuas aí?

9 de fevereiro de 2007

É difícil...

... traduzir em palavras o que sinto quando leio a paixão de um homem por uma mulher.

Misto de ternura e escárnio.
Batido de saudade e cepticismo.
Mescla de esperança e incredulidade.

Um friozinho no estômago que me faz sonhar.
"É tudo fugaz..." sempre a voz a segredar.

Assim mesmo, leio... e quero acreditar.

8 de fevereiro de 2007

...


Dizia-me ontem um amigo:

"Se da fama não me livro, então tenho fome do proveito"


Pois eu também...
eu também.

7 de fevereiro de 2007

O que já...

... me enjoa (enoja?) nesta história toda da campanha para o referendo é que não parece haver nenhum intuito ou interesse em informar ou esclarecer.

O objectivo de cada lado é apenas convencer mais um a votar da mesma forma.
Fazem-me lembrar as Testemunhas de Jeová e a sua missão evangelizadora, sem querer ofender estas últimas.

Mas nesta campanha, o propósito final é apenas ganhar... simplesmente isso.
Sem nenhum respeito pela individualidade.
Sem nenhuma reverência pela liberdade de escolha e pelo direito a uma opinião contrária.

Não, eu não vou votar 'Sim' para que a tua filha possa abortar condignamente se meter os pés pelas mãos na sua adolescência.
Não, eu não vou votar 'Não' para que o meu dinheiro não seja esbanjado em clínicas e demais apoios à IVG.

O meu voto é meu.
E as minhas motivações são minhas.
Quero e vou ouvir a voz da consciência... mas apenas a da minha.

6 de fevereiro de 2007

Perspectivas

Ainda conto em dias a permanência na minha nova morada e já me apercebo de alguns efeitos da distância.

Engraçado como é imediato o quanto se começa a dar mais valor aos Amigos e à Família.
O quanto a sua voz ao telefona fica mais desejada.
O quanto a sua presença se torna mais querida.

E interessante perceber que o que antes tomávamos como certo, nos parece agora escapar aos poucos entre os dedos...

5 de fevereiro de 2007

Heartbreaking

Eu sabia que ia ser difícil.

Tantas mudanças repentinas.
Uma casa maior, quase isolada.
A falta de móveis, cortinados, luzes e conforto.
Nenhuma companhia (por enquanto).
O frio e o medo como inimigos.

Para tudo me preparei, no entanto.
Tudo se tornou suportável, mesmo desejável, em nome do sonho.

Mas não esperava as tuas lágrimas.
Não contei com a tua tristeza.
Não previ o teu desamparo.

Perdoa-me.

26 de janeiro de 2007

A Mudança...

... é já para a semana.

Como é que escreveste?
Vou para "onde já devia estar, onde sempre estou, onde quero estar" :)

E não vou apenas mudar de casa.
Vou estrear uma vida.

Wish me luck!


25 de janeiro de 2007

As Super-Mulheres

As mulheres do século XXI são definitivamente Wonder Women.

Emancipadas, independentes, seguras, inteligentes, determinadas, capazes, sensuais.
Aprecio a sua ironia, admiro as suas convicções fortes e modernas e invejo a sua capacidade de se imporem em terrenos historicamente masculinos.

Hoje em dia, até parece mal não se ser exactamente assim, não aderir entusiasticamente a esta tendência.

Mas ao pé delas, sinto-me, por vezes, oriunda do século XVII ou XVIII.
Retrógrada, reservada, discreta, insegura.

Não proclamo aos sete ventos que sou dona e senhora do meu corpo, defendendo com unhas e garras a liberalização do aborto... mas não deixo de ter a minha opinião.
Não advogo que a mulher deve ser autónoma (ainda que eu o seja) acreditando que uma dona de casa feliz é tão inteligente e capaz como uma profissional bem sucedida.
E não reclamo o desejado papel de predadora sexual, gozando sobremaneira o meu estatuto de 'presa frágil e indefesa'.

Super Mulher, eu?
Nem pensar!

A escolher um super herói, talvez pudesse ser a Mulher Invisível.
Ou então, quem sabe, uma Catwoman arisca e desconfiada. ;)

24 de janeiro de 2007

Tenho medo...

... de encontrar-te apenas quando já nada mais tiver para oferecer.