6 de fevereiro de 2007

Perspectivas

Ainda conto em dias a permanência na minha nova morada e já me apercebo de alguns efeitos da distância.

Engraçado como é imediato o quanto se começa a dar mais valor aos Amigos e à Família.
O quanto a sua voz ao telefona fica mais desejada.
O quanto a sua presença se torna mais querida.

E interessante perceber que o que antes tomávamos como certo, nos parece agora escapar aos poucos entre os dedos...

5 de fevereiro de 2007

Heartbreaking

Eu sabia que ia ser difícil.

Tantas mudanças repentinas.
Uma casa maior, quase isolada.
A falta de móveis, cortinados, luzes e conforto.
Nenhuma companhia (por enquanto).
O frio e o medo como inimigos.

Para tudo me preparei, no entanto.
Tudo se tornou suportável, mesmo desejável, em nome do sonho.

Mas não esperava as tuas lágrimas.
Não contei com a tua tristeza.
Não previ o teu desamparo.

Perdoa-me.

26 de janeiro de 2007

A Mudança...

... é já para a semana.

Como é que escreveste?
Vou para "onde já devia estar, onde sempre estou, onde quero estar" :)

E não vou apenas mudar de casa.
Vou estrear uma vida.

Wish me luck!


25 de janeiro de 2007

As Super-Mulheres

As mulheres do século XXI são definitivamente Wonder Women.

Emancipadas, independentes, seguras, inteligentes, determinadas, capazes, sensuais.
Aprecio a sua ironia, admiro as suas convicções fortes e modernas e invejo a sua capacidade de se imporem em terrenos historicamente masculinos.

Hoje em dia, até parece mal não se ser exactamente assim, não aderir entusiasticamente a esta tendência.

Mas ao pé delas, sinto-me, por vezes, oriunda do século XVII ou XVIII.
Retrógrada, reservada, discreta, insegura.

Não proclamo aos sete ventos que sou dona e senhora do meu corpo, defendendo com unhas e garras a liberalização do aborto... mas não deixo de ter a minha opinião.
Não advogo que a mulher deve ser autónoma (ainda que eu o seja) acreditando que uma dona de casa feliz é tão inteligente e capaz como uma profissional bem sucedida.
E não reclamo o desejado papel de predadora sexual, gozando sobremaneira o meu estatuto de 'presa frágil e indefesa'.

Super Mulher, eu?
Nem pensar!

A escolher um super herói, talvez pudesse ser a Mulher Invisível.
Ou então, quem sabe, uma Catwoman arisca e desconfiada. ;)

24 de janeiro de 2007

Tenho medo...

... de encontrar-te apenas quando já nada mais tiver para oferecer.

23 de janeiro de 2007

Em linhas paralelas

Ele:
"Mas és uma pessoa doce e profunda.
Penso que vives lado a lado com a paixão."

Eu:
"Talvez... mas não nos temos tocado nos últimos tempos"

22 de janeiro de 2007

Um vago entusiasmo...

... toma conta de mim.
Por pouco tempo, no entanto.

Depressa surge o turn-off, o pormenor desanimador.

Ora porque avançam sem respeitar.
Ora porque hesitam sem confiar.

Ora porque se resignam quando quero que lutem.
Ora porque lutam quando anseio por tréguas.

Ora porque são de outra e fingem ser meus.
Ora porque são meus e finjo ser deles.

Ora porque são falhos e eu quero a perfeição.
Ora porque são perfeitos mas eu não sou.

Em que gaveta te vou eu arrumar?
E em que instituição me devo eu internar??

19 de janeiro de 2007

Burro vs Bronco

Não tenho muita paciência para a ignorância... principalmente quando arrogante.
Já a genuinamente humilde apela ao meu lado didáctico e compassivo e leva-me a atitudes altruístas e solidárias.

Mas o bronco, como sinónimo de deselegante, tira-me totalmente do sério.
Não o bronco resultado da referida ignorância ou falta de educação, mas o bronco refinado, polido, que espalha a sua deselegância como o manto da sua suprema soberba e a traduz na mais pura falta de respeito pelo próximo.

A minha Mãe sempre me disse que, se eu não tivesse nada de bom ou simpático a dizer, era preferível ficar calada.
E eu sigo essa regra com cuidado e atenção.

Coíbo-me de corrigir alguém 'em público' só para mostrar que sei, armo-me de eufemismos quando sou forçada a expressar o meu desacordo e não contrario ninguém apenas para provar que tenho 'personalidade'.
Principalmente, discuto defendendo os meus argumentos e não atacando os do interlocutor... e nunca (mesmo!) o interlocutor em si.
Não há maior prova de deselegância do que esquecer do que se está a falar e, muito 'elegantemente', alegar burrice, estupidez ou qualquer outra 'incapacidade' em relação à outra pessoa só porque não concordamos com ela.

Bem pelo contrário, gosto de agradar e de expressar a minha admiração quando encontro alguém que a mereça.
E acho injusto que os broncos deste mundo acumulem simpatias e retribuam fel só porque acham que podem.

É que, desta forma, torna-se muito difícil não pagar na mesma moeda...

17 de janeiro de 2007

Todo o homem...

... devia desconfiar da mulher que, para início de conversa, lhe confessa não estar interessada numa relação séria.

E toda a mulher devia desconfiar do homem que admite imediatamente que está.

16 de janeiro de 2007

Quando...

... estou triste, durmo... muito.
Mesmo acordada, sinto o peso do sono, a inércia da preguiça.
Acredito que tudo estará melhor (diferente) quando acordar e, por isso, entrego-me confiante nos braços de Morfeu.

Desta vez, no entanto, a apatia impede-me o descanso.
O marasmo confunde-me, rouba o meu sossego.
Estou inquieta, receosa, pensativa... e desperta!

Esta noite...
... queria adormecer como se nos teus braços me tivesses.
E dormir como se no teu ventre permanecesse.