... a expressão, mas a minha bisavó dizia à sua neta (a minha Mãe, portanto) que:
"Um dia, as rãs mijarão na cabeça das pessoas"
E explicava:
"Um dia, as crianças mandarão nos adultos"
Como o sabia, permanecerá um mistério.
Mas, de certa forma, fico aliviada por ela já não poder presenciar os tempos que tão bem previu.
11 de janeiro de 2007
10 de janeiro de 2007
O Homem Certo

Tive que me rir ao ler esta frase num artigo.
"Para quem quer relações mais duradouras o melhor local para procurar o homem certo é no trabalho. Além de já conhecer de certa forma a pessoa, os interessados ficam mais inibidos em tomar atitudes precipitadas, que podem originar um mau ambiente."
Mas haverá alguma coisa nesta vida onde eu seja regra e não excepção?!?
9 de janeiro de 2007
A folha...
... em branco a aguardar.Atenta, ansiosa, expectante.
"Que irá escrever ela agora?"
Olho-a igualmente incerta.
Escrevo melhor misérias e lamentos.
Não tenho graça, nem fleuma.
Mas é cansativo procurar, todos os dias, novas palavras para dizer o mesmo.
E páro, calo-me.
Hoje... talvez seja melhor o silêncio.
8 de janeiro de 2007
Às tantas...
... habituei-me.
Não sei bem quando, nem porquê.
Agradeço a paz da minha casa (ou a música alta quando estou para aí virada).
Aprecio a liberdade de ir, se quiser (e ficar sempre que me apetece).
Gosto da autonomia e da independência.
Da possibilidade de dormir até mais tarde ao fim de semana.
De todos os compromissos serem apenas meus.
De poder dormir com quem eu quero e não com quem tem o direito de se deitar ao meu lado.
E de dormir sozinha sempre que não me apetece companhia.
Por vezes, chego mesmo a recear que me seja concedido o que sonho.
Porque talvez (just maybe) venha a lamentar perder tudo o que tenho.
Não sei bem quando, nem porquê.
Agradeço a paz da minha casa (ou a música alta quando estou para aí virada).
Aprecio a liberdade de ir, se quiser (e ficar sempre que me apetece).
Gosto da autonomia e da independência.
Da possibilidade de dormir até mais tarde ao fim de semana.
De todos os compromissos serem apenas meus.
De poder dormir com quem eu quero e não com quem tem o direito de se deitar ao meu lado.
E de dormir sozinha sempre que não me apetece companhia.
Por vezes, chego mesmo a recear que me seja concedido o que sonho.
Porque talvez (just maybe) venha a lamentar perder tudo o que tenho.

5 de janeiro de 2007
A Sabedoria de Deus
Há muito que acredito que nada o é por acaso.
Se Deus me tivesse feito mais bonita,
seria insuportavelmente vaidosa.
Se me tivesse feito mais inteligente,
o meu orgulho seria intolerável.
Se me tivesse feito mais segura,
a minha arrogância tornar-se-ia inaceitável.
Se mesmo assim, já peco por falta de humildade e modéstia, imagino como seria se fosse mais perfeita...
Sim, Deus sabe mesmo o que faz.
Deu-me apenas o que mereço.
E, por isso, Graças a Deus!
Sim, Deus sabe mesmo o que faz.
Deu-me apenas o que mereço.
E, por isso, Graças a Deus!
4 de janeiro de 2007
A graça da Mulher Só
Perdão se vos enganei.
Se vos fiz acreditar que estaria melhor acompanhada.
Se vos segredei nas entrelinhas que precisava de alguém para ser feliz.
Pois a minha dor nasceu comigo.
A cruz de querer sempre mais, de procurar sempre melhor.
O desassossego de crer que a perfeição existe e me aguarda.
A certeza de saber sempre tão bem o que não quero.
O tormento de preferir ser só a ser mentira, ilusão.
O suplício de ser só... e gostar!
Se vos fiz acreditar que estaria melhor acompanhada.
Se vos segredei nas entrelinhas que precisava de alguém para ser feliz.
Pois a minha dor nasceu comigo.
A cruz de querer sempre mais, de procurar sempre melhor.
O desassossego de crer que a perfeição existe e me aguarda.
A certeza de saber sempre tão bem o que não quero.
O tormento de preferir ser só a ser mentira, ilusão.
O suplício de ser só... e gostar!
3 de janeiro de 2007
2 de janeiro de 2007
'tadinha??
"Tadinha..." disseste tu, meio rindo, meio lamentando.
Sorri abertamente, naquele momento.
"Tadinha?? Porquê?" respondi, surpreendida.
Percebi que não tens mesmo noção da (minha) realidade.
E achei que não valia a pena esclarecer-te.
Talvez fosse apenas uma provocação para que cedesse à tua vontade.
Ou talvez não...
É possível que acredites mesmo que a minha atitude seja de lamentar.
Mas a minha fome não é de corpos, é de alma, de sentimento.
E um corpo a mais só alimenta o vazio que sempre fica... depois.
Sorri abertamente, naquele momento.
"Tadinha?? Porquê?" respondi, surpreendida.
Percebi que não tens mesmo noção da (minha) realidade.
E achei que não valia a pena esclarecer-te.
Talvez fosse apenas uma provocação para que cedesse à tua vontade.
Ou talvez não...
É possível que acredites mesmo que a minha atitude seja de lamentar.
Mas a minha fome não é de corpos, é de alma, de sentimento.
E um corpo a mais só alimenta o vazio que sempre fica... depois.
28 de dezembro de 2006
Pergunto-me...
... se morri sem disso me aperceber.
Interrogo-me se o meu corpo sabe que já nenhuma alma aqui habita.
Interrogo-me se o meu corpo sabe que já nenhuma alma aqui habita.
27 de dezembro de 2006
Lá fora...
... frio intenso.Mãos que gelam.
Lábios gretados.
Pele sem sangue.
Quilos de roupa.
Lareiras e aquecedores.
Mas cá dentro... fervilho!
Listo afazeres.
Sonho planos.
Traço metas.
Defino calendários.
Está tão perto... já ali.
O futuro começou ontem.
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