11 de dezembro de 2006

Há...

... qualquer coisa naquele ar.
Qualquer singularidade no ambiente.

Rendo-me ao silêncio, à natureza.
Descanso o olhar no mar, suspiro.

Não vejo a hora, anseio pelo momento.
De estar, finalmente, como já me sinto...
... em casa!

7 de dezembro de 2006

"Doutor, Preciso de Ajuda"

Descobri que me prefiro imperfeita.

Confrontada com a possibilidade de me expor aos olhos do público para poder alterar dentes, nariz, peito, olhos, lábios e sei lá que mais, decidi que o melhor mesmo é suportar tantos defeitos e... manter-me intacta.

Muito mais do que os dentes feios, o nariz de família, o peito pequeno ou as olheiras genéticas quereria mudar, isso sim!, esta terrível, terrível incapacidade de avançar.

Queria parar de...
... ser assaltada a meio da noite pelo que devia ter dito a alguém.
... matutar sistematicamente no que podia ter feito em determinada situação.
... arrepender-me por não ter aproveitado aquela oportunidade no trabalho.
... recriminar-me, de uma maneira geral, por ser quem sou.

Quando inventarão eles um programa à minha medida?
Fico à espera...

6 de dezembro de 2006

Se eu escrevesse...

... sobre os filmes, concertos e teatros que vejo.
Se vos falasse sobre os jantares, as borgas e as saídas com os amigos.
Se vos mostrasse a vida familiar, brindasse a casamentos e novos nascimentos.
Se me queixasse de falta de tempo e exibisse uma agenda preenchida.
Se partilhasse convosco as brincadeiras de colegas e amigos.
Se vos contasse sobre a minha nova casinha e o meu novo começo de vida...

... este deixaria de ser O Diário da Teresa...
... mesmo continuando a expôr o meu mundo.

5 de dezembro de 2006

Interessante



Um amigo uma vez disse-me que parou de ler o meu blog quando este deixou de ser
"O Mundo visto pelos olhos de uma Mulher"
para passar a ser apenas
"O mundo de uma mulher".

4 de dezembro de 2006

Mau perder

Sei que este meu post vai soar a conversa de mau perdedor (e até fico contente por poder publicá-lo a seguir a uma importante vitória).
Mas isso nunca me impediu de escrever (e dizer) aquilo que penso e, portanto, não calará o seguinte desabafo.

Ainda que não justifique tudo, o que é certo é que o Glorioso tem tido azar e atrasa-se sistematicamente pela sorte que, ainda por cima, tem bafejado os seus mais directos adversários.

Deixei de contabilizar os frangos e auto-golos dados de bandeja a Sportings e Portos.
Já nem quero saber a que minuto da primeira ou da segunda parte são marcados os golos do Porto (invariavelmente à beira do intervalo ou ao cair do pano).

Irrita-me profundamente ver equipas insossas, inofensivas, permissivas e 'oferecidas' (como o Braga contra o Sporting) para logo a seguir renascerem das cinzas, recuperando a garra e o querer contra o SLBenfica (digam-me, por exemplo, o que mais fez o Boavista nesta época, além de ganhar 3-0 ao Benfica?!)

Eu sei que este é o preço a pagar por ser adepta (e sócia) do maior Clube do Mundo.
E contra sortes alheias e azares próprios, permaneço fiel e completamente apaixonada.

Mas não consigo evitá-lo.
A verdade é que tenho este 'mau perder' sempre que o meu Benfica não ocupa o lugar que lhe pertence... o 1º!

30 de novembro de 2006

Sim...

... sinto-me cansada como te disse.

Sinto-o na pele, no cabelo, nos olhos, no sorriso.
Sinto-o nas noites sem sonhos.
Sinto-o no peso que me invade o corpo ao acordar.
Sinto-o no desânimo que me preenche os dias e me sufoca as horas.

Quero a leveza da Primavera.
As insónias dos dias felizes.

Preciso acordar os sonhos que adormeci.
E reconquistar a ilusão de que tudo vai acabar bem.

29 de novembro de 2006

Gosto de...

... conversas.

Não 'conversas de vizinhas', coscuvilhando vidas.
Não 'conversas importantes', socialmente correctas, politicamente pretensiosas.
Não 'conversas de bar', supérfluas, de circunstância.

Gosto de falar de sentimentos.
Ouvir desabafos, escutar momentos.
Comparar situações, apreciar emoções.

Apraz-me a intensidade de uma confissão.
Gosto da sinceridade da intimidade.

Gosto de falar da vida, como ela é.

Falta-me paciência para o ligeiro.
E sobra-me, em egoísmo, o silêncio.

28 de novembro de 2006

"Fiz asneira", diz-me um amigo com ar contrito (ou mesmo inocente) com um vago encolher de ombros como quem pensa que, apenas por o ter confessado, tudo se lhe perdoa, tudo é justificado.

"Não consigo estar sozinho", continua à laia de explicação.

Não que me deva justificações ou explicações.
Tenho a sorte de nunca me ter envolvido nas suas 'confusões'.

Mas estas frases são-me familiares.
Sim, já as ouvi mais vezes.

"Não a estou a usar"
Claro que estás, quem estás a tentar enganar??

Talvez seja a (des)vantagem de não me assustar com a minha própria companhia, mas continuo sem perceber porque se insiste em estar com uma pessoa que se sabe não nos preencher, não nos inebriar, não nos conquistar profunda e irremediavelmente.

Deixei de ter complacência com o pedido de desculpas por não ser suficiente o quanto se consegue gostar de outrém.
Deixei de acreditar que não se sabe desde o início.
E deixei de perdoar o que se faz sofrer por este encolher de ombros, esta displicência com que se brinca com outras vidas.

E tive que to dizer...

27 de novembro de 2006

Não deixa...

... de ser curioso que pessoas que me conhecem pessoal mas superficialmente, me tenham descrito como divertida e engraçada.

E também foi engraçado perceber a ideia que o meu blog dá de mim a pessoas que nunca me viram mais gorda.

Mas surpreendente mesmo foi constatar que pessoas que supostamente me conhecem bem tenham falhado tão redondamente.

23 de novembro de 2006

Numa palavra

Gostei deste jogo... simples mas que, no entanto, nos obriga a pensar.
Outra hipótese (melhor ainda) é dizermos a primeira coisa que nos ocorrer e depararmo-nos com algumas surpresas.

Portanto, pedi aos meus amigos que me descrevessem numa única palavra.

Adorei a tua resposta... "Saudade".
E surpreendi-me com tantas outras... como é possível existirem tantas 'Teresas'?
A "Determinada' e a "Tímida"? ;)
A "Irreal" e a "Carinhosa"? :)

E tu?
Que palavra escolherias para me descrever?