... sinto-me cansada como te disse.
Sinto-o na pele, no cabelo, nos olhos, no sorriso.
Sinto-o nas noites sem sonhos.
Sinto-o no peso que me invade o corpo ao acordar.
Sinto-o no desânimo que me preenche os dias e me sufoca as horas.
Quero a leveza da Primavera.
As insónias dos dias felizes.
Preciso acordar os sonhos que adormeci.
E reconquistar a ilusão de que tudo vai acabar bem.
29 de novembro de 2006
Gosto de...
... conversas.
Não 'conversas de vizinhas', coscuvilhando vidas.
Não 'conversas importantes', socialmente correctas, politicamente pretensiosas.
Não 'conversas de bar', supérfluas, de circunstância.
Gosto de falar de sentimentos.
Ouvir desabafos, escutar momentos.
Comparar situações, apreciar emoções.
Apraz-me a intensidade de uma confissão.
Gosto da sinceridade da intimidade.
Gosto de falar da vida, como ela é.
Falta-me paciência para o ligeiro.
E sobra-me, em egoísmo, o silêncio.
Não 'conversas de vizinhas', coscuvilhando vidas.
Não 'conversas importantes', socialmente correctas, politicamente pretensiosas.
Não 'conversas de bar', supérfluas, de circunstância.
Gosto de falar de sentimentos.
Ouvir desabafos, escutar momentos.
Comparar situações, apreciar emoções.
Apraz-me a intensidade de uma confissão.
Gosto da sinceridade da intimidade.
Gosto de falar da vida, como ela é.
Falta-me paciência para o ligeiro.
E sobra-me, em egoísmo, o silêncio.
28 de novembro de 2006
"Fiz asneira", diz-me um amigo com ar contrito (ou mesmo inocente) com um vago encolher de ombros como quem pensa que, apenas por o ter confessado, tudo se lhe perdoa, tudo é justificado.
"Não consigo estar sozinho", continua à laia de explicação.
Não que me deva justificações ou explicações.
Tenho a sorte de nunca me ter envolvido nas suas 'confusões'.
Mas estas frases são-me familiares.
Sim, já as ouvi mais vezes.
"Não a estou a usar"
Claro que estás, quem estás a tentar enganar??
Talvez seja a (des)vantagem de não me assustar com a minha própria companhia, mas continuo sem perceber porque se insiste em estar com uma pessoa que se sabe não nos preencher, não nos inebriar, não nos conquistar profunda e irremediavelmente.
Deixei de ter complacência com o pedido de desculpas por não ser suficiente o quanto se consegue gostar de outrém.
Deixei de acreditar que não se sabe desde o início.
E deixei de perdoar o que se faz sofrer por este encolher de ombros, esta displicência com que se brinca com outras vidas.
E tive que to dizer...
"Não consigo estar sozinho", continua à laia de explicação.
Não que me deva justificações ou explicações.
Tenho a sorte de nunca me ter envolvido nas suas 'confusões'.
Mas estas frases são-me familiares.
Sim, já as ouvi mais vezes.
"Não a estou a usar"
Claro que estás, quem estás a tentar enganar??
Talvez seja a (des)vantagem de não me assustar com a minha própria companhia, mas continuo sem perceber porque se insiste em estar com uma pessoa que se sabe não nos preencher, não nos inebriar, não nos conquistar profunda e irremediavelmente.
Deixei de ter complacência com o pedido de desculpas por não ser suficiente o quanto se consegue gostar de outrém.
Deixei de acreditar que não se sabe desde o início.
E deixei de perdoar o que se faz sofrer por este encolher de ombros, esta displicência com que se brinca com outras vidas.
E tive que to dizer...
27 de novembro de 2006
Não deixa...
... de ser curioso que pessoas que me conhecem pessoal mas superficialmente, me tenham descrito como divertida e engraçada.
E também foi engraçado perceber a ideia que o meu blog dá de mim a pessoas que nunca me viram mais gorda.
Mas surpreendente mesmo foi constatar que pessoas que supostamente me conhecem bem tenham falhado tão redondamente.
E também foi engraçado perceber a ideia que o meu blog dá de mim a pessoas que nunca me viram mais gorda.
Mas surpreendente mesmo foi constatar que pessoas que supostamente me conhecem bem tenham falhado tão redondamente.
23 de novembro de 2006
Numa palavra
Gostei deste jogo... simples mas que, no entanto, nos obriga a pensar.
Outra hipótese (melhor ainda) é dizermos a primeira coisa que nos ocorrer e depararmo-nos com algumas surpresas.
Portanto, pedi aos meus amigos que me descrevessem numa única palavra.
Adorei a tua resposta... "Saudade".
E surpreendi-me com tantas outras... como é possível existirem tantas 'Teresas'?
A "Determinada' e a "Tímida"? ;)
A "Irreal" e a "Carinhosa"? :)
E tu?
Que palavra escolherias para me descrever?
Outra hipótese (melhor ainda) é dizermos a primeira coisa que nos ocorrer e depararmo-nos com algumas surpresas.
Portanto, pedi aos meus amigos que me descrevessem numa única palavra.
Adorei a tua resposta... "Saudade".
E surpreendi-me com tantas outras... como é possível existirem tantas 'Teresas'?
A "Determinada' e a "Tímida"? ;)
A "Irreal" e a "Carinhosa"? :)
E tu?
Que palavra escolherias para me descrever?
22 de novembro de 2006
É 'matemático'!
Mais cedo ou mais tarde, a 'nuvem' surge.
Num dia como os outros, a cegueira passa.
Assim, sem mais nem menos, a máscara cai.
E fico assim, nua a teus olhos.
Vês agora o vazio da alma que me abandonou.
À vista, o negro do abismo onde mergulho.
Manifesta, a fealdade da indiferença.
Patente, o egoísmo da ausência e do descrer.
Sim, esta sou eu!
Desculpa...

Num dia como os outros, a cegueira passa.
Assim, sem mais nem menos, a máscara cai.
E fico assim, nua a teus olhos.
Vês agora o vazio da alma que me abandonou.
À vista, o negro do abismo onde mergulho.
Manifesta, a fealdade da indiferença.
Patente, o egoísmo da ausência e do descrer.
Sim, esta sou eu!
Desculpa...

21 de novembro de 2006
20 de novembro de 2006
E agora...
... que já me decidi, só me resta esperar que esteja certa, lúcida e perfeitamente esclarecida.Sim porque isto roubou-me anos de vida, horas de descanso e muita paz de espírito!!
Não vou olhar mais para trás (nem para os lados, já agora).
Sorte e muita calma é o que me desejo ;)
Porque o caminho é em frente mas está apenas a começar...
Há dias...
... no jornal "Metro" (essa referência jornalística distribuída gratuitamente à população) li a seguinte notícia:
Título
"Maioria da população revela-se insatisfeita com os seus salários"
E no desenvolvimento:
"Maioria da população revela-se satisfeita com os seus empregos"
Será que percebi mal??
Em que ficamos?
Título
"Maioria da população revela-se insatisfeita com os seus salários"
E no desenvolvimento:
"Maioria da população revela-se satisfeita com os seus empregos"
Será que percebi mal??
Em que ficamos?
17 de novembro de 2006
"O Medo do Grande Amor"
É o título do livro que estou a ler actualmente.
Não é ficção, nem romance (como se poderia pensar à partida).
É um livro escrito por uma psicóloga que analisa os diferentes perfis femininos e masculinos e seus comportamentos típicos quando numa relação.
Não sei porquê, uma amiga insistiu em emprestar-mo...
E quanto mais leio, mais me convenço.
Uma relação bem sucedida é uma questão de sorte, uma possibilidade num milhão, um verdadeiro milagre.
A quantidade de síndromas, complexos, traumas, recalcamentos... de parte a parte.
A junção dos mesmos e respectivos resultados... quase sempre desastrosos.
Sei que ainda não cheguei ao fim mas, até agora, devo dizer que o livro não oferece uma perspectiva muito animadora.
No meio de todos os 'bonecos' que a escritora identifica (vários dos quais parecem, aliás, descrever-me na perfeição) há um que parece verdadeiramente escrito para mim... a Bela Adormecida.
A Bela Adormecida é o tipo de mulher que espera um Príncipe Encantado que a desperte para a vida... e acredita sinceramente que só conseguirá ser feliz com ele.
Não fiquei nada satisfeita por me rever neste perfil que, no entanto, me é fiel.
Até porque a autora ainda refere que, com expectativas tão elevadas, este tipo de mulher salta de desilusão em desilusão e cria um mar de frustrações nos homens que com ela se cruzam, uma vez que lhes exige algo que eles não conseguem proporcionar-lhe... a sua própria felicidade!
Haverá destino mais risonho? ;)
Não é ficção, nem romance (como se poderia pensar à partida).
É um livro escrito por uma psicóloga que analisa os diferentes perfis femininos e masculinos e seus comportamentos típicos quando numa relação.
Não sei porquê, uma amiga insistiu em emprestar-mo...
E quanto mais leio, mais me convenço.
Uma relação bem sucedida é uma questão de sorte, uma possibilidade num milhão, um verdadeiro milagre.
A quantidade de síndromas, complexos, traumas, recalcamentos... de parte a parte.
A junção dos mesmos e respectivos resultados... quase sempre desastrosos.
Sei que ainda não cheguei ao fim mas, até agora, devo dizer que o livro não oferece uma perspectiva muito animadora.
No meio de todos os 'bonecos' que a escritora identifica (vários dos quais parecem, aliás, descrever-me na perfeição) há um que parece verdadeiramente escrito para mim... a Bela Adormecida.
A Bela Adormecida é o tipo de mulher que espera um Príncipe Encantado que a desperte para a vida... e acredita sinceramente que só conseguirá ser feliz com ele.
Não fiquei nada satisfeita por me rever neste perfil que, no entanto, me é fiel.
Até porque a autora ainda refere que, com expectativas tão elevadas, este tipo de mulher salta de desilusão em desilusão e cria um mar de frustrações nos homens que com ela se cruzam, uma vez que lhes exige algo que eles não conseguem proporcionar-lhe... a sua própria felicidade!
Haverá destino mais risonho? ;)
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