No fim, o orgulho é pedra filosofal.
Transforma mágoa em riso, pranto em festa.
Impede que se suspeite da nossa dor, esconde do Mundo (a todo o custo) o nosso sofrimento.
Mascara-nos a alma e polvilha-nos de brilho o semblante.
Depois do fim, o orgulho é íman natural.
Atrai atenções, angaria adulação.
Obriga-nos (sob pena de morte emocional) a viver intensamente cada novo minuto.
Na realidade, o orgulho é apenas preconceito.
Evita confissões e partilha, afasta colo e carinho.
Cria fossos e muralhas, impõe defesa e distância.
Na vida, o orgulho é perda de tempo.
Desperdício, esbanjamento.
De laços, afectos, abraços e ternura.
14 de setembro de 2006
13 de setembro de 2006
Hoje viajei...
... no tempo.
A chuva levou-me, fez-me sonhar.
Vi-nos lá, lareira acesa.
O nosso calor, a casa acolhedora.
A noite cerrada, o silêncio da aldeia.
A intimidade boa, o aconchego do teu colo.
Sei que existes.
Encontramo-nos lá?
A chuva levou-me, fez-me sonhar.
Vi-nos lá, lareira acesa.
O nosso calor, a casa acolhedora.
A noite cerrada, o silêncio da aldeia.
A intimidade boa, o aconchego do teu colo.
Sei que existes.
Encontramo-nos lá?
12 de setembro de 2006
"I'm too sexy for my shirt...
... so sexy it hurts"
Há dias li numa revista que a melancolia é um repelente natural.
Isto porque, segundo esta revista, estar triste não é sexy.
Os blogs são um bom suporte desta teoria.
Textos bem dispostos, humorísticos, transbordantes de alegria de viver angariam leitores, suscitam comentários.
Todos querem fazer parte, todos querem ser contagiados!
Pelo contrário, posts deprimidos e lúgrubes atraem apenas (e por pouco tempo) simpatia e alguma solidariedade, muitas vezes de quem se identifica com as queixas e os lamentos.
Não há paciência para mais, ninguém tem pachorra para aturar!
Portanto, tem lógica, realmente.
Verifica-se.
Na procura desenfreada da sensualidade, nada como ser, em primeiro lugar, feliz!
Que fazer, no entanto, quando não se é assim e não se sabe fingir?
Que fazer quando o desabafo é forma de sobrevivência?
Quando a própria respiração é suspiro?
Ups, já estou a ver.
Nesses casos é melhor estar calado...
Há dias li numa revista que a melancolia é um repelente natural.Isto porque, segundo esta revista, estar triste não é sexy.
Os blogs são um bom suporte desta teoria.
Textos bem dispostos, humorísticos, transbordantes de alegria de viver angariam leitores, suscitam comentários.
Todos querem fazer parte, todos querem ser contagiados!
Pelo contrário, posts deprimidos e lúgrubes atraem apenas (e por pouco tempo) simpatia e alguma solidariedade, muitas vezes de quem se identifica com as queixas e os lamentos.
Não há paciência para mais, ninguém tem pachorra para aturar!
Portanto, tem lógica, realmente.
Verifica-se.
Na procura desenfreada da sensualidade, nada como ser, em primeiro lugar, feliz!
Que fazer, no entanto, quando não se é assim e não se sabe fingir?
Que fazer quando o desabafo é forma de sobrevivência?
Quando a própria respiração é suspiro?
Ups, já estou a ver.
Nesses casos é melhor estar calado...

11 de setembro de 2006
Às vezes...
... dói ter razão.
E a lucidez nem sempre compensa.
Por vezes, preferia o ledo engano, a credulidade infantil.
Tantas vezes seria melhor a ignorância, a inépcia.
Mas a clarividência mostra-me o fundo do mar antes do mergulho.
E os pés assentes na terra apenas me impedem de voar.
E a lucidez nem sempre compensa.
Por vezes, preferia o ledo engano, a credulidade infantil.
Tantas vezes seria melhor a ignorância, a inépcia.
Mas a clarividência mostra-me o fundo do mar antes do mergulho.
E os pés assentes na terra apenas me impedem de voar.

8 de setembro de 2006
Disseste adeus...
... e aos poucos abandonas-me.
Sais de mim todos os dias.
Fragmentado, esfumado no silêncio das horas.
Sinto que partes.
Vejo-te ir.
E eu... esqueço-me de ti.

Sais de mim todos os dias.
Fragmentado, esfumado no silêncio das horas.
Sinto que partes.
Vejo-te ir.
E eu... esqueço-me de ti.

7 de setembro de 2006
6 de setembro de 2006
5 de setembro de 2006
És...
... o mistério que não desvendei.O livro que auto-censurei.
O filme que exceptuei.
És o joker do baralho.
O jogador suplente, o treinador de bancada.
És a montanha que se recusa a Maomé.
A bola que evita o golo.
Mas eu sou ovelha do rebanho.
Peixe bem integrado no cardume.
Não compreendo capas e máscaras.
Não aceito manhas e duas caras.
Sigo a corrente, ouço o vento.
Cumpro regras, pertenço.
Fartei-me de jogos e esquemas.
Cansei-me de provas e dilemas.
Desprezo tanta insegurança.
Repudio semelhante desconfiança.
Não quero a excepção como regra.
Anseio pelo normal como diferença.
Não aceito manhas e duas caras.
Sigo a corrente, ouço o vento.
Cumpro regras, pertenço.
Fartei-me de jogos e esquemas.
Cansei-me de provas e dilemas.
Desprezo tanta insegurança.
Repudio semelhante desconfiança.
Não quero a excepção como regra.
Anseio pelo normal como diferença.
4 de setembro de 2006
Pormenores
"Beijo" não é o mesmo que "Beijinhos".Um "amigo" não é um "Amigo".
"Quando combinamos?" é muito diferente de "Sim, um dia temos de combinar".
"Como estás tu?" nada tem a ver com "Tudo bem?"
Quando comunico, o texto importa.
Poucas letras são ao acaso.
Quando falo, faço-o nos espaços entre palavras.
Quando escrevo, deleito-me nas entrelinhas.
Portanto...
... ouve-me nos silêncios e nas pausas...
... e lê-me sempre no que não está escrito.
1 de setembro de 2006
Deixo-vos...
... as palavras de um amigo.
"Se houver amor não há desculpas esfarrapadas da necessidade de espaço e outras tretas. Não as há porque cada um sente a coisa de igual modo.
Julgo que não deve haver regras para uma relação. Se se sente necessidade delas é porque não há amor.
Mas apesar de sabermos tudo isto também temos que considerar os que não querem amor.
Os que não querem nem amar nem ser amados."
Bom fim de semana para vocês também! ;)
"Se houver amor não há desculpas esfarrapadas da necessidade de espaço e outras tretas. Não as há porque cada um sente a coisa de igual modo.
Julgo que não deve haver regras para uma relação. Se se sente necessidade delas é porque não há amor.
Mas apesar de sabermos tudo isto também temos que considerar os que não querem amor.
Os que não querem nem amar nem ser amados."
Bom fim de semana para vocês também! ;)
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