29 de agosto de 2006

A felicidade dos outros

Ouvi-te por duas horas.
Contaste-me como estás feliz e como nunca te sentiste assim antes.
Mostraste-me as mensagens que ele te enviou.
Disseste-me que te lembra que te ama várias vezes ao dia.

Os teus novos 'sogros' adoram-te e ele demonstra em cada acção o quanto está apaixonado por ti.

Há dias vi na televisão o episódio de uma série onde uma mãe esconde o seu próprio romance por receio de melindrar a filha que tinha acabado há pouco tempo com o seu namoradito de liceu.
Dizia ela à filha que não havia nada pior do que ouvir alguém a transbordar de felicidade quando nós próprios atravessamos períodos menos bons ou mais carentes.

Não é inveja, amiga, acredita.
Sei que mereces cada pedacinho de paraíso que te calhou nesta terra.
E fico muito feliz por ti, sinceramente.

Mas nada do que me contaste me fez ficar mais feliz por mim.
Entendes-me?
Perdoas-me?

28 de agosto de 2006

O meu blog...

... tem-me trazido alguns dissabores.

Há quem não me fale pelo que já escrevi aqui.
Outros há que interpretam tudo o que escrevo como lhes sendo dirigido.
E existe mesmo quem, pura e simplesmente, se tenha (auto)proibido de o ler.

Na minha humilde opinião, não considero possível conhecer alguém apenas pelo que escreve e lança 'aos lobos'.
E também não me parece muito sensato interpretar desabafos, sonhos ou desilusões como um todo completo e transparente.

Mas, mais uma vez, volto a ter receio de escrever.
Receio de magoar, receio de ofender.

O anonimato é tentador, mas soa a fuga.
E a ideia de começar de novo é fastidiosa.

Um blog é apenas isso... um blog!
E como dizia um professor meu:
"Isto vale o que vale e não vale nada!"

P.S. Não, não o encontrei... Eu bem tenho a minha razão em não acreditar em horóscopos... hmpf!! ;)

25 de agosto de 2006

Bom fim de semana!


Segundo o meu horóscopo é este fim de semana que vou encontrar o Amor da minha vida!
Não sabia que o Brad estava em Portugal.
Conto-vos como foi na segunda-feira... ;)

24 de agosto de 2006

Quando desliguei...

... fiquei por muito tempo a pensar nas tuas palavras.

Homem diferente, época diferente, situação diferente.
Atitude semelhante, sentimento idêntico.

Não me parece assim tão complicado o que peço.
Não acho assim tão difícil o que espero.

Quero apenas alguém com quem passar bons momentos.
Alguém que não me veja como uma obrigação, um compromisso, mas como uma vontade, um prazer.
Quero um bom amigo, o melhor.
O companheiro para todas as ocasiões.

Não quero mais sacrifícios e indecisões, incertezas e outras dúvidas.
Não quero mais sentir-me preterida, ignorada, esquecida, cansada.

Porque insisto, então, em esperar quem não prometeu?

23 de agosto de 2006

Here we go!


Uma alegria assim, enche-me o coração.
3 golos de três dos meus jogadores favoritos.

E o Rui Costa 'one man show'... inenarrável.

Para o melhor (e para o pior) lá estaremos de novo.

Cantaremos, sofreremos... mas apoiaremos... sempre!


Será que de um mau ensaio pode, mesmo assim, surgir uma boa peça?

Força, Glorioso SLBenfica!

Queremos acreditar!

22 de agosto de 2006

Incómodo...

... o interesse indesejado.
... a mensagem não pretendida.
... o galanteio insistente.

Pensas que qualquer mimo é querido.
Qualquer atenção é sumo.
Qualquer olhar aquece.

Desengana-te...

Não há outro carinho que preencha.
Não há outro olhar que perturbe.
Não há outras mãos que queimem.

Assusta-me que o duvides...

21 de agosto de 2006

O cavalo errado

Apostei no cavalo errado.
Em detrimento de outros potros e garanhões, elegi-o, investi.

Prometia, dava bons sinais.
Daí a desilusão...

Nunca se mostrou à altura da prova.
Não correu, nem se esforçou.

Perde, desiste... impávido, indiferente.

Não choro o tempo, o dinheiro.
Lamento apenas outras oportunidades...
... tão desperdiçadas como o dinheiro da aposta.


18 de agosto de 2006

Esta coisa...

... de balançar entre extremos é extenuante.

A menina bem comportada (que vence quase sempre) em permanente combate com a diabinha tagarela e inquieta.

Os escrúpulos, a consciência, o bom senso e a esperança de um lado.
Os devaneios, as promessas, o desassossego e a devassidão do outro.

Conflito ensurdecedor.
Porque é que não se pode ter tudo?

17 de agosto de 2006

Não sou...

... uma mulher bonita.

Há dias em que me sinto bem, capaz de olhar de frente o mundo e quem nele vive.
Nesses dias, caminho segura, confiante e sinto-me igual, pertença.
Nesses dias, a beleza de outra mulher não me assusta.
Nesses dias, mereço cada olhar que recebo.

Mas quando estou contigo...
... toda a confiança se esvai.
... nenhum olhar é bastante.
... qualquer mulher é melhor.

Quando me olhas quero ser top-model, Jolie e J'Lo.
Quando me sentes quero ter pele de veludo e cheiro de flores e mar.
Quando te toco quero ter mãos de feiticeira e lábios com sabor de vício.

Resigno-me.
Contigo já seria bom conseguir ser eu em dia bom.

16 de agosto de 2006

Dança da Chuva

Ou seria melhor chamá-la de 'Dança do Chove Não Molha'?
Ou ainda de 'Dança da Chuva Molha Tolos'?

Eu reconheço que quase todos os inícios são titubeantes.
Há muita aprendizagem envolvida, muito ajuste, muito encaixe.
Mas também tem que haver progresso, avaliação, sucesso.
Senão de que serve? Para quê insistir?

A falta de comunicação tem limites.
As más interpretações começam a soar a falso.
E os mal entendidos existem apenas para ser esclarecidos.

Cá eu devo ser mesmo tola porque, a mim, a chuva molha!