... uma mulher bonita.
Há dias em que me sinto bem, capaz de olhar de frente o mundo e quem nele vive.
Nesses dias, caminho segura, confiante e sinto-me igual, pertença.
Nesses dias, a beleza de outra mulher não me assusta.
Nesses dias, mereço cada olhar que recebo.
Mas quando estou contigo...
... toda a confiança se esvai.
... nenhum olhar é bastante.
... qualquer mulher é melhor.
Quando me olhas quero ser top-model, Jolie e J'Lo.
Quando me sentes quero ter pele de veludo e cheiro de flores e mar.
Quando te toco quero ter mãos de feiticeira e lábios com sabor de vício.
Resigno-me.
Contigo já seria bom conseguir ser eu em dia bom.
17 de agosto de 2006
16 de agosto de 2006
Dança da Chuva
Ou ainda de 'Dança da Chuva Molha Tolos'?
Eu reconheço que quase todos os inícios são titubeantes.
Há muita aprendizagem envolvida, muito ajuste, muito encaixe.
Mas também tem que haver progresso, avaliação, sucesso.
Senão de que serve? Para quê insistir?
A falta de comunicação tem limites.
As más interpretações começam a soar a falso.
E os mal entendidos existem apenas para ser esclarecidos.
Cá eu devo ser mesmo tola porque, a mim, a chuva molha!
14 de agosto de 2006
...
Apercebo-me de que o caminho mais rápido para a insatisfação é a idealização de um objectivo.
Nunca encontrei a roupa que desenhei na minha mente.
Nunca desempenhei a tarefa que imaginei à minha medida.
O carro dos meus sonhos é apenas um protótipo.
Da mesma forma, acredito que a relação que procuro só existe nos meus sonhos.
Convenço-me que o segredo para a felicidade não é a persecução de ideais mas sim a melhor escolha possível entre as alternativas disponíveis.
Nunca encontrei a roupa que desenhei na minha mente.
Nunca desempenhei a tarefa que imaginei à minha medida.
O carro dos meus sonhos é apenas um protótipo.
Da mesma forma, acredito que a relação que procuro só existe nos meus sonhos.
Convenço-me que o segredo para a felicidade não é a persecução de ideais mas sim a melhor escolha possível entre as alternativas disponíveis.
11 de agosto de 2006
Palavras
Nunca acreditei muito em palavras.
Não confio em discursos, nem grandes declarações.
E, em tantas situações, sou quase indiferente a mensagens e conversas por escrito.
Desconfio de euforias.
E custa-me suportar verborreias efusivas.
Espero atitudes, aguardo comportamentos.
Avalio gestos e olhos.
Comparo discurso e semblante.
Ouço silêncios.
Se a palavra é bonita mas vazia, não me dou.
Se o texto é romântico mas o gesto frio, arrefeço.
Se a afirmação é eloquente mas a paixão ausente, controlo-me.
Mas se o toque arrepia, se os olhos queimam, se o coração sente, ofereço-me.
Ainda que a boca o conteste, ainda que o discurso o desminta, ainda que a palavra o negue.
Não confio em discursos, nem grandes declarações.
E, em tantas situações, sou quase indiferente a mensagens e conversas por escrito.
Desconfio de euforias.
E custa-me suportar verborreias efusivas.
Espero atitudes, aguardo comportamentos.
Avalio gestos e olhos.
Comparo discurso e semblante.
Ouço silêncios.
Se a palavra é bonita mas vazia, não me dou.
Se o texto é romântico mas o gesto frio, arrefeço.
Se a afirmação é eloquente mas a paixão ausente, controlo-me.
Mas se o toque arrepia, se os olhos queimam, se o coração sente, ofereço-me.
Ainda que a boca o conteste, ainda que o discurso o desminta, ainda que a palavra o negue.

10 de agosto de 2006
Depois do Adeus
Quando o meu último namoro acabou, demorei 'séculos' até me permitir qualquer tipo de 'intimidade' com outro homem.Mas o que representa 'séculos' para mim pode ser apenas um 'instante' para outra pessoa.
Ou vice-versa...
E o que entendo por 'intimidade' pode ter um significado completamente diferente para outrem.
Os ritmos de cada um e as suas formas de lidar com a dor não são assuntos discutíveis.
Quanto muito, a nossa maledicência, inveja, rancor, ciúme, preconceitos podem permitir-nos comentários e opiniões... mas nunca juízos ou condenações.
Por cada corpo que se oferece para atordoar a mente, existe um outro que se recusa para conservar o coração.
Por cada coração que se abre 'instantes' depois de ter sido ferido, existe uma alma sepultada fugindo de novas mágoas.
Uma coisa é certa...
... depois do Adeus, por 'séculos' ou 'instantes', ficamos sós.
9 de agosto de 2006
A sina
Intrigava-me esse teu karma.
Ouvia perplexa as tuas histórias.
Sempre o mesmo fim, o mesmo desfecho.
Sofria por ti, claro.
Mas não conseguia entender.
Seria incapacidade de ajuizares caracteres?
Escolhas sistematicamente erradas?
Ou, pura e simplesmente, falta de sorte?
Finalmente, entendi.
A tua insegurança inicial transforma-se rapidamente em confiança excessiva.
Deixas de prestar atenção, de te fazer presente.
Assumes a conquista como um fim... quando, bem pelo contrário, é precisamente nessa altura que tudo começa.
Ninguém é 'garantido', ninguém fica se não se sentir querido.
E tu ignoras sinais e alarmes, sirenes e avisos.
Surpreendes-te quando acaba, carpes mágoas.
E segues, resignando-te à tua 'sina'.
Ouvia perplexa as tuas histórias.
Sempre o mesmo fim, o mesmo desfecho.
Sofria por ti, claro.
Mas não conseguia entender.
Seria incapacidade de ajuizares caracteres?
Escolhas sistematicamente erradas?
Ou, pura e simplesmente, falta de sorte?
Finalmente, entendi.
A tua insegurança inicial transforma-se rapidamente em confiança excessiva.
Deixas de prestar atenção, de te fazer presente.
Assumes a conquista como um fim... quando, bem pelo contrário, é precisamente nessa altura que tudo começa.
Ninguém é 'garantido', ninguém fica se não se sentir querido.
E tu ignoras sinais e alarmes, sirenes e avisos.
Surpreendes-te quando acaba, carpes mágoas.
E segues, resignando-te à tua 'sina'.

8 de agosto de 2006
Velocidades do Amor
A que velocidade nos podemos apaixonar?
Uns minutos, umas horas, dias, semanas, meses, anos?
Alguém escreveu sobre o assunto?
Existirão regras, manuais, compêndios, directrizes?
Porque será o amor 'instantâneo' olhado de lado, encarado com desconfiança?
Porque temos dificuldade em acreditar no romantismo exacerbado, desavergonhado?
Um "amo-te" ouvido dias após o primeiro contacto terá menos valor do que o dito meses mais tarde?
Um "casa comigo" será menos crível num relacionamento imberbe?
E um "vamos com calma"?
Terá o poder de travar sentimentos, abrandar emoções?
Qual é, afinal, a velocidade máxima permitida ao amor?
E, já agora, se souberem, qual é a mínima?
Uns minutos, umas horas, dias, semanas, meses, anos?
Alguém escreveu sobre o assunto?
Existirão regras, manuais, compêndios, directrizes?
Porque será o amor 'instantâneo' olhado de lado, encarado com desconfiança?
Porque temos dificuldade em acreditar no romantismo exacerbado, desavergonhado?
Um "amo-te" ouvido dias após o primeiro contacto terá menos valor do que o dito meses mais tarde?
Um "casa comigo" será menos crível num relacionamento imberbe?
E um "vamos com calma"?
Terá o poder de travar sentimentos, abrandar emoções?
Qual é, afinal, a velocidade máxima permitida ao amor?
E, já agora, se souberem, qual é a mínima?
7 de agosto de 2006
Sim, é complicado
Imagina o seguinte...
A tua vida traçou linhas, construiu trilhos, desbravou silvas e limites.
Meio perdida, recolheu flores ao longo do caminho, magoou mãos e canelas, caiu, mas nunca desistiu.
Vislumbrando o horizonte, reconheceu cores e cheiros, estabeleceu metas, reiniciou por várias vezes a jornada.
Sem esperar, sugerem-lhe que pare de caminhar, que desista de trilhos e atalhos.
Acenam vagamente a oportunidade de seguir pela estrada principal.
Em veículo motorizado, climatizado.
GPS com destino definido e já inserido.
Terá que abandonar flores e sandálias.
Privar-se de cheiros e terra.
Perder cor e (m)ar.
Que fazer, então?
Chegar depressa, em conforto?
Ou continuar a vogar contra a corrente?
Abraçar estrada e oferta?
Ou manter a crença que grandes felinos (ou simples gazelas) pertencem, impreterivelmente, ao seu percurso?
A tua vida traçou linhas, construiu trilhos, desbravou silvas e limites.
Meio perdida, recolheu flores ao longo do caminho, magoou mãos e canelas, caiu, mas nunca desistiu.
Vislumbrando o horizonte, reconheceu cores e cheiros, estabeleceu metas, reiniciou por várias vezes a jornada.
Sem esperar, sugerem-lhe que pare de caminhar, que desista de trilhos e atalhos.
Acenam vagamente a oportunidade de seguir pela estrada principal.
Em veículo motorizado, climatizado.
GPS com destino definido e já inserido.
Terá que abandonar flores e sandálias.
Privar-se de cheiros e terra.
Perder cor e (m)ar.
Que fazer, então?
Chegar depressa, em conforto?
Ou continuar a vogar contra a corrente?
Abraçar estrada e oferta?
Ou manter a crença que grandes felinos (ou simples gazelas) pertencem, impreterivelmente, ao seu percurso?

4 de agosto de 2006
E quando a bota...
... não bate com a perdigota?Quando se ouve algo de beltrano e, sobre o mesmo acontecimento, se percebe algo diferente nas palavras de sicrano?
E quando o que os olhos dizem não corresponde ao que os lábios proferem?
Quando o que o corpo cala grita mais alto do que o silêncio obstinado?
Em que(m) acreditar nessa hora?
3 de agosto de 2006
Nota mental
Tentar ser mais educada aqui no blog!
Quem comenta há-de dizer que me são indiferentes as suas opiniões, quando é precisamente o contrário.
Anseio por cada nova perspectiva que me oferecem, por cada ralhete dado com boa intenção, por cada visita apenas para 'saber as últimas', por cada 'olá' deixado ao acaso num post.
Portanto, aqui ficam algumas respostas atrasadas...
Cerejinha, gostei muito da tua visita que retribuí :)
Curiosamente, temos mais em comum do que à primeira vista me pareceu... ;)
Musician, a vida dá muitas voltas, realmente... mas em tantas ocasiões traz-nos ao ponto de partida ;)
Sinal de quê, gigas? ;)
Gostei muito do teu 'world'.
Gosto de saber que continuas a acompanhar-me, miguel :)
E, claro, critica sempre que achares necessário ;)
Gostei das tuas palavras, Nuno (e agradeço, realmente, que não faças comentários sobre o meu Benfica... LOL)
Obrigada, Rui :)
Vou ficando... ;)
Sim, E.A., na maioria das vezes também defendo que 'devagar se vai ao longe' ;)
E eu que gosto tanto de dançar, José :)
Coccinella, somos bastante parecidas... já reparei nisso mais vezes :)
Vontade própria, sf?
Sim, acho que se pode arranjar aqui qualquer coisa... ;)
Obrigada a todos... voltem sempre! :)
Quem comenta há-de dizer que me são indiferentes as suas opiniões, quando é precisamente o contrário.
Anseio por cada nova perspectiva que me oferecem, por cada ralhete dado com boa intenção, por cada visita apenas para 'saber as últimas', por cada 'olá' deixado ao acaso num post.
Portanto, aqui ficam algumas respostas atrasadas...
Cerejinha, gostei muito da tua visita que retribuí :)
Curiosamente, temos mais em comum do que à primeira vista me pareceu... ;)
Musician, a vida dá muitas voltas, realmente... mas em tantas ocasiões traz-nos ao ponto de partida ;)
Sinal de quê, gigas? ;)
Gostei muito do teu 'world'.
Gosto de saber que continuas a acompanhar-me, miguel :)
E, claro, critica sempre que achares necessário ;)
Gostei das tuas palavras, Nuno (e agradeço, realmente, que não faças comentários sobre o meu Benfica... LOL)
Obrigada, Rui :)
Vou ficando... ;)
Sim, E.A., na maioria das vezes também defendo que 'devagar se vai ao longe' ;)
E eu que gosto tanto de dançar, José :)
Coccinella, somos bastante parecidas... já reparei nisso mais vezes :)
Vontade própria, sf?
Sim, acho que se pode arranjar aqui qualquer coisa... ;)
Obrigada a todos... voltem sempre! :)
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