17 de maio de 2006

Mais mistérios

Se sou liberal, pretendem que seja conservadora.
Se sou tímida, desejam-me audaz e atrevida.
Se brinco, procuram alguém a quem levar a sério.
Se me mostro libertina, querem que seja recatada.
Se me entrego, aspiram a relações superficiais e temporárias.
Se me esquivo, ambicionam a minha entrega.
Se sou independente, cobram atenção.
Se cobro atenção, acusam-me de dependente.
Se sinto ciúmes, sentem-se perseguidos.
Se não, proclamam-se desprezados.

Se sou sempre eu mesma, como é possível nunca acertar??
Santo Deus!!

16 de maio de 2006

Crio...

... hábitos saudáveis quando estou só.

Desenvolvo rotinas salutares se existe alguém na minha vida.

Diferentes (por vezes até complementares) não consigo, no entanto, cumpri-los em simultâneo.

Mistérios da (minha) vida...

15 de maio de 2006

Quero...

... responder-te e não consigo.
Tão difícil encontrar as palavras certas.

Mails por corresponder, comentários por comentar, perguntas por responder.
Tudo devo, tudo adio.
Não me escrevo, não te leio.

Magoo-te, eu sei.

(Man)Tenho a vida em espera.

10 de maio de 2006

Sem saber...

... o que fazer, para onde me virar.
Meio encurraladazita.

Não querendo magoar ninguém... principalmente a mim!
E tendo medo até de escrever... porque sei que(m) me lê(s).

Acho que vou continuar à espera que (a vida) passe...

8 de maio de 2006

...

Pousava as mãos em cima da mesa...
... mas ele não as agarrava.

O corpo a menos de um passo...
... mas ele não lhe tocava.

A boca à distância de um beijo...
... mas ele não a exigia.

A alma vazia e ausente...
... e ele assim a sentia.

5 de maio de 2006

O Amor morreu!

Seguiu os teus passos...
E, como tu, lançou-se no primeiro poço que encontrou.

Esvaiu-se em sangue, tingindo de vermelho as suas roupas.
Quebrou promessas, laços, crâneo e coluna vertebral... e partiu...

Abandonou os homens (que de tal nem se aperceberam) e voou.
Hoje permanece escondido, aninhado no colo de Deus.

Encontraste-o?
Encontrou-te?

4 de maio de 2006

Par ou ímpar?

Já fui filha, não fui mãe.
Já fui menina, não sou mulher.
Já fui par, serei ímpar?

3 de maio de 2006

Amor? Onde?

Não reconheço o Amor.
Não o vejo, não o sinto, não o testemunho.

Vejo 'segundas escolhas' e escolhas 'provisórias'.
Assisto a 'refeições do mal o menos', alternadas a espaços com 'petisquinhos tira-gosto'... para não enjoar, claro.
Solidarizo-me com algum 'refugo'.

E continuo a surpreender-me com tanto, tanto receio de jejuns...

2 de maio de 2006

Espera por mim

Desdigo o dia em que te disse não.
O instante em que achei que teria uma segunda oportunidade.
O momento em que, ingénua e tola, acreditei que o tempo esperaria...

28 de abril de 2006

Encotinhada

Procurei no dicionário... não está lá.

Ensinaram-me que é o sentimento de quem se encolhe ao levar um raspanete.
Como um cachorro que faz uma asneira e baixa as orelhitas se lhe ralham.

Mas gosto de pensar que encotinhada também se pode usar para descrever o sentimento bom de nos aninharmos num colo ou de sermos envolvidos num abraço.

E, às vezes, só isso já seria suficiente...
... apenas sentir-me encotinhada em ti.