Sou daquelas pessoas que, se acordam nem que seja apenas uma vez durante a noite, já consideram que dormiram mal.
Por isso (penso eu) por dormir tão profundamente, raramente sonho.
Já sei, já sei: "Toda a gente sonha. Pode é não se lembrar do que sonhou."
Pois, então, eu sou daquelas pessoas que raramente se lembram do que sonharam.
E, quando me lembro, raramente são sonhos bizarros.
Não sou como alguns amigos que sonham que voam ou outras coisas ainda mais estranhas.
Ou como o meu pai que luta com ladrões e acorda a esbracejar ou tem acidentes e acorda mesmo a tempo de evitar o pior.
Quando me lembro do que sonhei costuma ser mau sinal.
Ou dormi mal ou algo me atormenta.
Nos tempos que antecederam o meu exame de condução, sonhava que não chegava aos pedais.
Quando andava à procura de casa, sonhei que visitava casas horríveis que não tinham telhado ou que pareciam intermináveis, desde a cave até ao sotão.
Sempre que me lembro de um sonho, ele geralmente revela ter sido um pesadelo, retratando os meus medos e receios.
Mas são sempre coisas muito aproximadas da minha realidade.
Ultimamente, tenho sonhado.... :(
15 de dezembro de 2004
O 'meu' Ginásio
Lembram-se do post "Cantada"?
A cena que vos contei, nessa altura, passou-se no ginásio que frequento.
É um ginásio pequeno, barato, familiar e modesto que visito há muitos anos, intervalando com outros por largos períodos de tempo, sempre que me é impossível lá ir.
Mas a minha preferência recai sempre naquele pequeno ginásio, quase colado à minha casa (uma das suas grandes vantagens) que não me cobra inscrição, nem os meses em que não vou lá, permitindo-me praticar duas actividades que muito me atraem: CardioFitness e Musculação.
Durante todos estes anos, sempre pude ir ao 'meu' ginásio sem problemas, nem preocupações.
Enquanto lá estou, limpo a minha mente de todos os contratempos e de todas as amarguras e os meus únicos objectivos resumem-se a vencer a resistência que os diferentes aparelhos me colocam.
Mas ultimamente...
Dizei-me, caros leitores do sexo masculino, o que significa para vós uma mulher a treinar sozinha num ginásio??
Será que, actualmente, o cenário descrito envia uma mensagem diferente de há alguns anos atrás??
É que isto nunca me tinha acontecido.
Já frequentei muitos ginásios diferentes, quase sempre sozinha, mas fui sempre deixada em sossego para realizar o meu treino em paz.
Agora, num curto intervalo de tempo, já levei duas cantadas, durante o referido treino.
Duas pessoas diferentes, dois convites para duas festas, duas solicitações para que dê o meu número...
O que mudou?
Estarei mais bonita? :D
Estarão os homens mais atrevidos?
Terei escrito na testa "Procuro companhia"?
Estarão os homens mais 'desesperados'?
Independentemente do motivo, e ainda que o meu ego tenha ficado realmente amaciado, o que é certo é que agora encaro com algum receio a minha próxima visita ao ginásio.
Onde traçar o limite entre o convite pretendido e o assédio indesejado?
A cena que vos contei, nessa altura, passou-se no ginásio que frequento.
É um ginásio pequeno, barato, familiar e modesto que visito há muitos anos, intervalando com outros por largos períodos de tempo, sempre que me é impossível lá ir.
Mas a minha preferência recai sempre naquele pequeno ginásio, quase colado à minha casa (uma das suas grandes vantagens) que não me cobra inscrição, nem os meses em que não vou lá, permitindo-me praticar duas actividades que muito me atraem: CardioFitness e Musculação.
Durante todos estes anos, sempre pude ir ao 'meu' ginásio sem problemas, nem preocupações.
Enquanto lá estou, limpo a minha mente de todos os contratempos e de todas as amarguras e os meus únicos objectivos resumem-se a vencer a resistência que os diferentes aparelhos me colocam.
Mas ultimamente...
Dizei-me, caros leitores do sexo masculino, o que significa para vós uma mulher a treinar sozinha num ginásio??
Será que, actualmente, o cenário descrito envia uma mensagem diferente de há alguns anos atrás??
É que isto nunca me tinha acontecido.
Já frequentei muitos ginásios diferentes, quase sempre sozinha, mas fui sempre deixada em sossego para realizar o meu treino em paz.
Agora, num curto intervalo de tempo, já levei duas cantadas, durante o referido treino.
Duas pessoas diferentes, dois convites para duas festas, duas solicitações para que dê o meu número...
O que mudou?
Estarei mais bonita? :D
Estarão os homens mais atrevidos?
Terei escrito na testa "Procuro companhia"?
Estarão os homens mais 'desesperados'?
Independentemente do motivo, e ainda que o meu ego tenha ficado realmente amaciado, o que é certo é que agora encaro com algum receio a minha próxima visita ao ginásio.
Onde traçar o limite entre o convite pretendido e o assédio indesejado?
14 de dezembro de 2004
Terapia
Quem lê o meu blog já percebeu que os últimos tempos não têm sido muito famosos. :(
Até já me perguntaram: "Mas por que raio escreves estas coisas no teu blog???"
É que, ao contrário de muita gente, não gosto de fugir ao sofrimento e, muito menos, camuflá-lo com falsas alegrias.
Há que dar tempo ao tempo e não tentar enterrar os desgostos no chão de alguma discoteca ou no fundo de algum copo num bar.
Acredito na dor como parte essencial de qualquer processo de cura.
Perguntem a quem recupera de uma cirurgia ou de uma fractura numa perna, por exemplo.
Até um minúsculo corte de papel incomoda à medida que sara!
A cicatrização nem sempre é tão rápida como gostaríamos, mas tudo (menos a morte) tem solução, segundo dizem.
Assim sendo, sinto o período de 'luto' a terminar... lentamente, mas a terminar!
Já não suporto sentir-me como aquelas carpideiras que se esgotam a chorar.
Tudo tem um limite!
Queria agradecer todo o apoio que me deram (aqui e fora daqui).
Sei que vos maço, mas não consigo evitá-lo (desculpem...).
É que, para mim, o blog funciona como uma terapia.
Sempre escrevi para desabafar comigo mesma.
Ainda tenho diários ('secretos' ;)) que escrevi quando ainda andava no Ciclo e no Liceu.
A vantagem do blog é que assim pude receber algum consolo da vossa parte.
E, por isso,
Muito Obrigada!!! :)
Até já me perguntaram: "Mas por que raio escreves estas coisas no teu blog???"
É que, ao contrário de muita gente, não gosto de fugir ao sofrimento e, muito menos, camuflá-lo com falsas alegrias.
Há que dar tempo ao tempo e não tentar enterrar os desgostos no chão de alguma discoteca ou no fundo de algum copo num bar.
Acredito na dor como parte essencial de qualquer processo de cura.
Perguntem a quem recupera de uma cirurgia ou de uma fractura numa perna, por exemplo.
Até um minúsculo corte de papel incomoda à medida que sara!
A cicatrização nem sempre é tão rápida como gostaríamos, mas tudo (menos a morte) tem solução, segundo dizem.
Assim sendo, sinto o período de 'luto' a terminar... lentamente, mas a terminar!
Já não suporto sentir-me como aquelas carpideiras que se esgotam a chorar.
Tudo tem um limite!
Queria agradecer todo o apoio que me deram (aqui e fora daqui).
Sei que vos maço, mas não consigo evitá-lo (desculpem...).
É que, para mim, o blog funciona como uma terapia.
Sempre escrevi para desabafar comigo mesma.
Ainda tenho diários ('secretos' ;)) que escrevi quando ainda andava no Ciclo e no Liceu.
A vantagem do blog é que assim pude receber algum consolo da vossa parte.
E, por isso,
Muito Obrigada!!! :)
13 de dezembro de 2004
Querido Pai Natal
Neste Natal, tenho apenas um desejo.
Mas não penses que tens a tarefa simplificada.
É que não quero uma coisa, quero que me presenteies com 'alguém'.
E, ainda por cima, não pode ser um 'alguém' qualquer.
Quero alguém que me queira tanto como eu a ele... nem mais, nem menos!
Anseio por alguém que seja um verdadeiro Amigo, um companheiro inseparável.
Desejo alguém que sonhe ao meu lado e caminhe na mesma direcção.
Preciso de alguém que me complete e que me considere nada menos que a metade da sua laranja.
Procuro alguém que me respeite, que procure as minhas opiniões, que não me troque, nem me subestime.
É só isto, Pai Natal.
Não te peço muito, pois não? ;)
Palpita-me que já sei o que vais dizer:
"Tens que ter cuidado com o que pedes.
Pode ser que o consigas!"
Mas não penses que tens a tarefa simplificada.
É que não quero uma coisa, quero que me presenteies com 'alguém'.
E, ainda por cima, não pode ser um 'alguém' qualquer.
Quero alguém que me queira tanto como eu a ele... nem mais, nem menos!
Anseio por alguém que seja um verdadeiro Amigo, um companheiro inseparável.
Desejo alguém que sonhe ao meu lado e caminhe na mesma direcção.
Preciso de alguém que me complete e que me considere nada menos que a metade da sua laranja.
Procuro alguém que me respeite, que procure as minhas opiniões, que não me troque, nem me subestime.
É só isto, Pai Natal.
Não te peço muito, pois não? ;)
Palpita-me que já sei o que vais dizer:
"Tens que ter cuidado com o que pedes.
Pode ser que o consigas!"
Horóscopo
Eis o meu horóscopo para esta semana:
"
SAÚDE: Profunda instabilidade emocional em consequência de desgostos.
AMOR: Embora possa discordar do desenvolvimento da sua vida sentimental, este momento é o trampolim para melhores situações. Não se auto-penitencie.
"
Às vezes não vos acontece desejar muito que estas coisas tenham, afinal, algum fundo de verdade? ;)
"
SAÚDE: Profunda instabilidade emocional em consequência de desgostos.
AMOR: Embora possa discordar do desenvolvimento da sua vida sentimental, este momento é o trampolim para melhores situações. Não se auto-penitencie.
"
Às vezes não vos acontece desejar muito que estas coisas tenham, afinal, algum fundo de verdade? ;)
9 de dezembro de 2004
Coisas que me comovem...
- O aplauso sincero do público no fim de um espectáculo merecedor do mesmo (a "apoteose");
- O Hino Nacional;
- O orgulho que alguém querido tem em mim;
- O elogio sentido;
- O cantar dos 'Parabéns';
- O carinho de uma criança;
- A solidão de um velho.
- O Hino Nacional;
- O orgulho que alguém querido tem em mim;
- O elogio sentido;
- O cantar dos 'Parabéns';
- O carinho de uma criança;
- A solidão de um velho.
7 de dezembro de 2004
Nós, as Mulheres!
Desde que comecei a trabalhar, sempre tive a sorte de trabalhar quase exclusivamente com homens.
Sempre tive chefes homens e os meus colegas com quem colaborava directamente eram (e são) homens.
Repararam que disse "sorte"? ;)
Bicho estranho, a Mulher!
Na minha opinião, somos más colegas e, por vezes, mesmo más amigas.
Deixamo-nos levar por motivações obscuras, na maior parte das vezes nada relacionadas com questões laborais ou afectivas.
O homem é mais directo, mais são, tornando-se, por isso, muito mais honesto.
A mente da mulher é muito mais tortuosa, tornando-a uma caixinha de surpresas, por vezes até para ela mesma.
Nunca sabemos o que a inveja (de uma roupa, de um corpo, de um penteado), o ciúme (de um marido ou de um namorado, nosso ou de outrem) ou a TPM (no comments!) nos levarão a fazer a seguir...
Mas depois temos um outro lado, nada menos que surpreendente!
Somos mutuamente solidárias nas dietas e em outros infortúnios estéticos.
Somos capazes de comentar, com a maior naturalidade, com uma perfeita estranha que encontramos num elevador, os efeitos que tem em nós a menstruação.
Conseguimos lançar um olhar clínico, mil vezes mais apurado que o de um homem, apreciando o corpo de outra mulher.
Apoiamos e enfrentamos o Mundo com uma Amiga com problemas sentimentais.
Expomo-nos com 'descontracção' a outra(s) mulher(es) (ou mesmo a um homem) num gabinete de estética ou numa consulta de ginecologia.
Sim, somos mesmo incríveis!
Mas como distinguir a boa intenção da motivação dúbia?
Como saber quando é que uma mulher está a ser genuinamente amiga ou dissimuladamente rival?
E, já agora, como perceber que um homem (um colega, por exemplo) também não está a ser completamente sincero? (Sim, porque eles também são capazes de enganos e traições, políticas e demagogias!)
Aí, não há dúvida!
Há que contar com a intuição e a sensibilidade.
E, segundo consta, nesse aspecto, é mesmo a mulher que as tem mais apuradas.
Portanto, caras leitoras, toca a afinar as antenas!
Não se deixem enganar por falsas gentilezas e aparentes atenções.
Não se deixem levar por hipócritas e as suas pérfidas motivações.
Evitem, por todos os meios, ser ludibriadas por rivalidades e motivos maldosos.
E, principalmente, NUNCA, mas NUNCA façam o mesmo a terceiros(as)!!!
Sempre tive chefes homens e os meus colegas com quem colaborava directamente eram (e são) homens.
Repararam que disse "sorte"? ;)
Bicho estranho, a Mulher!
Na minha opinião, somos más colegas e, por vezes, mesmo más amigas.
Deixamo-nos levar por motivações obscuras, na maior parte das vezes nada relacionadas com questões laborais ou afectivas.
O homem é mais directo, mais são, tornando-se, por isso, muito mais honesto.
A mente da mulher é muito mais tortuosa, tornando-a uma caixinha de surpresas, por vezes até para ela mesma.
Nunca sabemos o que a inveja (de uma roupa, de um corpo, de um penteado), o ciúme (de um marido ou de um namorado, nosso ou de outrem) ou a TPM (no comments!) nos levarão a fazer a seguir...
Mas depois temos um outro lado, nada menos que surpreendente!
Somos mutuamente solidárias nas dietas e em outros infortúnios estéticos.
Somos capazes de comentar, com a maior naturalidade, com uma perfeita estranha que encontramos num elevador, os efeitos que tem em nós a menstruação.
Conseguimos lançar um olhar clínico, mil vezes mais apurado que o de um homem, apreciando o corpo de outra mulher.
Apoiamos e enfrentamos o Mundo com uma Amiga com problemas sentimentais.
Expomo-nos com 'descontracção' a outra(s) mulher(es) (ou mesmo a um homem) num gabinete de estética ou numa consulta de ginecologia.
Sim, somos mesmo incríveis!
Mas como distinguir a boa intenção da motivação dúbia?
Como saber quando é que uma mulher está a ser genuinamente amiga ou dissimuladamente rival?
E, já agora, como perceber que um homem (um colega, por exemplo) também não está a ser completamente sincero? (Sim, porque eles também são capazes de enganos e traições, políticas e demagogias!)
Aí, não há dúvida!
Há que contar com a intuição e a sensibilidade.
E, segundo consta, nesse aspecto, é mesmo a mulher que as tem mais apuradas.
Portanto, caras leitoras, toca a afinar as antenas!
Não se deixem enganar por falsas gentilezas e aparentes atenções.
Não se deixem levar por hipócritas e as suas pérfidas motivações.
Evitem, por todos os meios, ser ludibriadas por rivalidades e motivos maldosos.
E, principalmente, NUNCA, mas NUNCA façam o mesmo a terceiros(as)!!!
6 de dezembro de 2004
"Fomeca"
Eis a minha alcunha na faculdade!
Can you guess why? ;)
É verdade, ando mesmo sempre com fome.
E até nem como mal, não sou nada 'pisca'.
O facto é que eu adoro comer!
Terei muita pena se alguma vez tiver que me privar de comer algo que goste ou tiver que controlar a quantidade daquilo que ingiro.
Mas até à data tenho tido sorte.
Continuo magra (para alguns, até demais), comendo sempre o que bem entendo, quando bem entendo.
E quando bem entendo é assim como os bébés.
Mais ou menos de 3 em 3 horas, lá começa o ratito no estômago e a vontade de comer qualquer coisa 'gulosa'.
Desde folhados de maçã a queques, passando por iogurtes, pão, bolachas F-Plus, papa Cérelac, cereais Fitness (passo as publicidades) tudo me serve para matar a fome.
E detesto saltar uma refeição.
Sou 'sopeira' (sopa para mim é guloseima) e adoro dobradas, feijoadas e mãos de vaca com grão!! :)
Tenho o metabolismo acelerado, só pode!
Ou uma ténia no intestino, como alegam alguns... ;)
Mas acredito que esta coisa de comer várias vezes ao dia até é saudável.
Aliás, no que respeita às regras para uma alimentação correcta, eu até já podia ser nutricionista, de tanto que me informo sobre elas.
Quando tenho fome é que, reconheço, fico mesmo impossível.
Nessas alturas torno-me desatenta, irritadiça, impaciente, desconcentrada.
Passo a ouvir exclusivamente o meu estômago, ignorando praticamente tudo à minha volta.
Sinceramente, não entendo como conseguem algumas pessoas que conheço atravessar o deserto de uma reunião de horas sem um lanchinho ou uma bebida reconfortante, mantendo-se alertas e com os mesmos níveis de concentração e actividade.
É coisa que me ultrapassa.
Por falar em fome e em comida... 'tá na hora do almoço e já não como há 3 horas!!
Acompanham-me? :)
Can you guess why? ;)
É verdade, ando mesmo sempre com fome.
E até nem como mal, não sou nada 'pisca'.
O facto é que eu adoro comer!
Terei muita pena se alguma vez tiver que me privar de comer algo que goste ou tiver que controlar a quantidade daquilo que ingiro.
Mas até à data tenho tido sorte.
Continuo magra (para alguns, até demais), comendo sempre o que bem entendo, quando bem entendo.
E quando bem entendo é assim como os bébés.
Mais ou menos de 3 em 3 horas, lá começa o ratito no estômago e a vontade de comer qualquer coisa 'gulosa'.
Desde folhados de maçã a queques, passando por iogurtes, pão, bolachas F-Plus, papa Cérelac, cereais Fitness (passo as publicidades) tudo me serve para matar a fome.
E detesto saltar uma refeição.
Sou 'sopeira' (sopa para mim é guloseima) e adoro dobradas, feijoadas e mãos de vaca com grão!! :)
Tenho o metabolismo acelerado, só pode!
Ou uma ténia no intestino, como alegam alguns... ;)
Mas acredito que esta coisa de comer várias vezes ao dia até é saudável.
Aliás, no que respeita às regras para uma alimentação correcta, eu até já podia ser nutricionista, de tanto que me informo sobre elas.
Quando tenho fome é que, reconheço, fico mesmo impossível.
Nessas alturas torno-me desatenta, irritadiça, impaciente, desconcentrada.
Passo a ouvir exclusivamente o meu estômago, ignorando praticamente tudo à minha volta.
Sinceramente, não entendo como conseguem algumas pessoas que conheço atravessar o deserto de uma reunião de horas sem um lanchinho ou uma bebida reconfortante, mantendo-se alertas e com os mesmos níveis de concentração e actividade.
É coisa que me ultrapassa.
Por falar em fome e em comida... 'tá na hora do almoço e já não como há 3 horas!!
Acompanham-me? :)
3 de dezembro de 2004
Pensamento
"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes,
assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras."
2 de dezembro de 2004
A Memória
Coisa engraçada a memória...
A minha, apesar de bem fraquinha, é extremamente selectiva.
Mas, ao contrário da maioria das pessoas (digo eu) e da frase popular, a minha memória tende a relevar os aspectos negativos, banalizando e esquecendo os agradáveis.
Guardo insignificâncias e esqueço coisas importantes.
Pouco inteligente, a meu ver...
O que é certo é que o mesmo acontecimento pode ser lembrado de formas quase contraditórias por diferentes pessoas que o vivenciaram.
A subjectividade toma conta e apodera-se das nossas recordações.
Às tantas, começo a duvidar onde terminará a memória e começará a imaginação.
Os exemplos são infinitos.
Desde 'alien abductions' até relatos 'verídicos' de abusos que nunca chegaram a acontecer, há quem defenda que a mente é tão forte que pode, inclusivé, provocar efeitos físicos resultantes de algo que só foi imaginado.
Sendo assim, o que é a "realidade", afinal??
Algo objectivo e estanque?
Ou uma imagem produzida pelo cérebro de cada um, armazenada e reproduzida como mais lhe apraz?
Ao apelarmos à nossa memória, chegamos, por vezes, a conclusões surpreendentes.
Mas, pergunto-me eu, a que resultado chegaríamos se as confrontássemos com os outros envolvidos na mesma recordação??
E qual das 'versões' seria, afinal, a correcta e verdadeira?
A minha, apesar de bem fraquinha, é extremamente selectiva.
Mas, ao contrário da maioria das pessoas (digo eu) e da frase popular, a minha memória tende a relevar os aspectos negativos, banalizando e esquecendo os agradáveis.
Guardo insignificâncias e esqueço coisas importantes.
Pouco inteligente, a meu ver...
O que é certo é que o mesmo acontecimento pode ser lembrado de formas quase contraditórias por diferentes pessoas que o vivenciaram.
A subjectividade toma conta e apodera-se das nossas recordações.
Às tantas, começo a duvidar onde terminará a memória e começará a imaginação.
Os exemplos são infinitos.
Desde 'alien abductions' até relatos 'verídicos' de abusos que nunca chegaram a acontecer, há quem defenda que a mente é tão forte que pode, inclusivé, provocar efeitos físicos resultantes de algo que só foi imaginado.
Sendo assim, o que é a "realidade", afinal??
Algo objectivo e estanque?
Ou uma imagem produzida pelo cérebro de cada um, armazenada e reproduzida como mais lhe apraz?
Ao apelarmos à nossa memória, chegamos, por vezes, a conclusões surpreendentes.
Mas, pergunto-me eu, a que resultado chegaríamos se as confrontássemos com os outros envolvidos na mesma recordação??
E qual das 'versões' seria, afinal, a correcta e verdadeira?
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