30 de agosto de 2004

Signos



Conheço muitas pessoas que não acreditam nestas coisas dos signos, mas eu (ou não fosse uma Peixinha assumida) adoro este tipo de coisa que se encaixa entre o esotérico e a psicologia comportamental.

Gosto sempre de conhecer o signo de alguém para me ajudar a compreender facetas da sua personalidade.
Como regra, aceito que os Sagitarianos são alegres e entusiastas (os 'radicais', por excelência), que os Aquarianos são alheados e 'desligados', mas excelentes amigos, que os Escorpiões têm memórias de elefante para as ofensas que lhes fazem, que os Virgens são extremamente metódicos e organizados, que os Piscianos são místicos, sensíveis e românticos (eu, eu, eu!! :)), etc, etc...

É claro que, depois na prática, isto não é assim tão simples.
Tem a ver com os nossos ascendentes e com outras influências ambientais e educacionais.
Chega a ser mesmo muito complicado, por isso é que até já existem licenciaturas na matéria 'Astrologia'.
Até mesmo na Sorbonne, imaginem!

Apesar de ser bastante crédula em relação a estes assuntos, o que não me convencem a acreditar é nos Horóscopos.
Isso, desculpem-me mas, até mesmo para um Pisciano, é uma grande balela!

O que é certo é que sou Peixes.
E os Piscianos são a indecisão em pessoa.
Eu sou um ótimo exemplo disso. :(
Apesar de gostar de muitas das características do meu signo, concordo com quem diz que a frase que melhor o define é: "Ontem tinha dúvidas... hoje, não sei...".

O símbolo que o representa é o Yin e o Yiang.
Ou seja, a somar à indecisão, pertenço também ao signo mais contraditório do Zodíaco.
Defendo com a mesma convicção dois pontos de vista opostos porque sou capaz de os sentir como certos em dois momentos diferentes (que por vezes podem ser quase simultâneos).
Tudo o que escrevo neste blog, tudo o que vivo no dia a dia, oscila entre dois extremos, sempre.
Aliás, às vezes até acho graça porque, logo a seguir a publicar um post, eu seria capaz de rebatê-lo nos comentários.
Por vezes, fico à espera que vocês o façam.
Eu saberia como... ;)

Porque eu sou Peixes!
E vocês?

27 de agosto de 2004

Coisas que me irritam...

No Trânsito

- Chicos-espertos mal educados que perturbam o trânsito e desrespeitam a lei para chegarem 5 minutos mais cedo ao emprego (saíssem mais cedo!! Além disso, fazem com que todos os condutores respeitadores das regras cheguem, eles sim, mais tarde ao emprego);
- Condutores de fim de semana;
- Azelhas a 30 km/h na faixa da esquerda ou praticamente 'estacionados' na faixa do meio (principalmente, à hora de ponta);
- 'Banheiras' com 5m de comprimento, totalmente impróprias para o trânsito urbano (principalmente para o estacionamento urbano!!)... devia ser proibido! (onde estacionam 2 carros daqueles, cabiam 3 ou 4 utilitários iguais ao meu);
- Idosos com carros topo de gama (mal empregados... se é para andar a 40 km/h, um Twingo serve perfeitamente e gasta pouco!);
- Ausência de piscas (que raiva que me dá uma manobra sem aviso!);
- Piscas a mais (ainda me hão-de explicar porque diabo se faz pisca para a esquerda dentro de uma rotunda...);
- Taxistas (esta nem devo precisar de explicar porquê. Desculpa, Carlota... ;))
- 'Reis da Estrada' (geralmente, homens de meia-idade que guiam Mercedes ou topos de gama de outras marcas como se fossem o último condutor vivo do planeta: "é tudo deles");
- Condutores ao telemóvel (fazem lembrar os 'Reis da Estrada', uma vez que também se esquecem completamente dos restantes mortais);
- Peões que atravessam fora das passadeiras (principalmente, quando são idosos);
- Peões que atravessam nas passadeiras quando o fazem lenta e provocantemente e sem nem ao menos agradecer (os jovens, geralmente);
- Gente mal-educada e mal-formada (não agradecem 'amabilidades rodoviárias' e ainda acham que têm sempre prioridade e primazia).

Enfim, a lista podia continuar sem fim à vista...
Em Setembro, volto ao Metro.
Garanto-vos!!

26 de agosto de 2004

O Barco do (Des)Amor

Lembram-se do 'Barco do Amor'?
Na altura em que era novidade, não perdia um episódio.
Mesmo agora, ainda acho graça quando revejo um ou outro na SIC Gold.

Porque será que me lembrei disto?
Ah, já sei...
Por causa do 'Barco do Aborto', pois foi. :(

Hesitei em escrever sobre este tema e, mesmo agora que já comecei, não sei muito bem como continuar.
É que este deve ser um dos temas mais polémicos de sempre. E eu nem percebo muito bem porquê...
Há coisas que, na minha cabeça, não são nada confusas, não têm zonas de cinzento... ou são pretas ou são brancas! E o Aborto é uma delas.
Para mim, um aborto é a morte de um filho... provocada por um progenitor.
Não condeno quem o pratica (quem sou eu para o fazer?).
Mas não compreendo quem o defende.

Nunca tive filhos.
Talvez por isso não seja a pessoa mais indicada para falar sobre este assunto.
Se me visse numa situação 'complicada', que faria eu?
Independentemente da minha decisão, o que me 'aflige' é que, apelando a situações que 'legitimam' esta decisão, se tente generalizar esta 'legitimidade' a todos os casos onde, em primeiro lugar, imperou uma grande falta de responsabilidade e grandes lacunas em termos de educação.

Quando penso em tantos casos de infertilidade que conheço, casais com tanta aptidão e tanto desejo de serem finalmente pais, quando testemunho a tristeza de uma gravidez que, por infelicidade, se interrompeu espontaneamente, não compreendo como se justifica o aborto com a frase: 'O corpo é da mulher!'.
O corpo é, mas a vida que ele carrega, não!
Além disso, se é assim tão simples, porque continuamos a tentar salvar a vida de suicidas?
Se o corpo é deles, deixemo-los, pura e simplesmente, morrer.

Que direito tem um ser humano de matar ou deixar morrer outro ser humano?

Gosto da frase: 'O futuro a Deus pertence'.
Nem sempre entendemos o 'mal' que nos acontece hoje, mas acredito que nada é por acaso.
Quem sabe as consequências de não ter um filho hoje, simplesmente porque hoje ele não é desejado?
Amanhã talvez venha a ser a nossa fonte de juventude e alegria ou o nosso apoio na velhice...
Quem sabe?
'O futuro a Deus pertence'!

24 de agosto de 2004

Tradição

Tenho como tradição tirar férias no meu dia de anos.
Faço-o desde que comecei a trabalhar.
É a prenda que me ofereço e considero-a justíssima.
Nesse dia, procuro descansar ao máximo e mimo-me bastante.
Nada de afazeres e tarefas corriqueiras.
Procuro as minhas companhias preferidas, passeio, almoço e janto fora, cuido do corpo e do espírito...

Sempre que comento esta minha 'mania', não encontro grande retorno nos meus interlocutores.
Fora aqueles que fazem anos a um feriado, todos os outros se 'sujeitam' ao dia em que calha o seu aniversário, trabalhando se este corresponde a um dia útil e descansando se este se celebrar num fim de semana.
Há até quem goste e prefira trabalhar no seu dia de anos.
É geralmente um dia em que pouco se faz e ainda se recebem todas as atenções dos colegas e amigos que interrompem constantemente para, telefonicamente, desejar um óptimo dia.

O curioso foi, no outro dia, ao ler um jornal, reparar que a Maya (não é a abelha, é a astróloga!) diz que se deve tirar férias na altura do nosso aniversário.
Eu bem sabia! ;)
Não estou sozinha, afinal! :)
Não é o caso da minha, mas até existem empresas que oferecem o dia de anos aos seus colaboradores.
Aumenta o 'moral das tropas' e é um 'rebuçadinho' inofensivo, mas que mesmo assim tanto agrada e motiva.

Muito lentamente, vou vendo a minha 'mania' propagar-se.
Já estão a pensar em aderir? ;)

23 de agosto de 2004

SLB, Glorioso, SLB!!

Ah, que saudade de um tempo que não conheci!
O tempo em que, no Benfica, imperava a mentalidade que abunda agora lá pelas bandas do dragão.
Uma mentalidade 'ganhadora', a inadmissibilidade da derrota.

Acredito que no futebol, tal como em tantos outros desportos, existe uma componente psicológica fortíssima.
Os atletas são supersticiosos e altamente susceptíveis.
Não basta estar em forma, não basta correr... é preciso acreditar!
O que aconteceu na passada sexta-feira foi, a meu ver, um exemplo claríssimo de falta de confiança, de falta de fé... e da pitada de sorte, necessária a qualquer vencedor.

Continuo muito orgulhosa do meu Benfica.
Esse sentimento é eterno.
Mas continuo à espera da equipa, do(s) jogador(es), do(s) treinador(es) que se voltará a identificar com a imagem de um grande Campeão.

É preciso acreditar!
Fé e Confiança, precisam-se!

19 de agosto de 2004

Figo



Provavelmente já se tinham esquecido do post 'Portugal', mas cá estou eu a bater na mesma tecla.
Desculpem lá, mas vou ter que voltar a falar 'mal' do Figo... ;)

Qué lá isso de "fazer uma pausa na Selecção"?!?!
E quem pensa ele que é para achar que "nos momentos decisivos" será chamado à mesma para, qual Super-Homem ou Homem Aranha ou qualquer outro super-herói, salvar-nos a todos de alguma desgraça iminente???
Porque será que, à semelhança de tantos outros grandes jogadores (Rui Costa, Zidane, ...), o Figo não é capaz de, pura e simplesmente, aceitar que a sua época de ouro já lá vai e que chegou a hora do adeus às respectivas Selecções?
Um adeus digno e com o reconhecimento merecido, mas um adeus definitivo.

Como dizia um comentador desportivo da SIC Notícias: "...até lhe fica mal..."

Experiências

OK, não se assustem!! :)

Não sei se já repararam mas, neste momento, o meu blog tem 3 (três!!!) formas diferentes de inserir comentários. Eu sei, é um exagero, mas ando a testar um novo sistema de comentários e decidi manter os outros dois como histórico.

Este novo sistema (que coloquei logo a seguir ao título de cada post) tem algumas mariquices, nomeadamente alertas para novos comentários inseridos e inserção de 'smilies' através de um simples 'click'. Conto convosco para me ajudarem a testá-lo, boa? :)

Se preferirem algum dos antigos (que desloquei para o fim de cada post), eu mudo outra vez, combinado?

Toca a testar e... Obrigada!! :)

17 de agosto de 2004

Forever Young

Não vos assusta a ideia de envelhecer?
Confesso que, quando penso nisso, não me agrada nada a perspectiva.

A força da gravidade a fazer descair as peles menos firmes, as rugas que já não se podem apelidar 'de expressão', o peso que é mais difícil de manter e que teima sempre em aumentar, tarefas que nos custam cada vez mais a desempenhar, a memória e a rapidez de raciocínio a diminuir, as insónias a aumentar, a vista a piorar, a agilidade a desaparecer, a resistência física a escassear, as contas com médicos e medicamentos a abundar...

Hoje tudo tem a ver com a Qualidade (tinha mesmo que dizer isto... ou não estivesse eu no ramo).
As empresas querem trabalhar com qualidade.
O tempo que os pais passam com os filhos, como não é muito, tem que ser de qualidade!
No dia a dia, procuramos ter "Qualidade de Vida" (com os variadíssimos significados que isso implica para cada um de nós).
Envelhecer com qualidade é apenas mais um destes 'temas da actualidade'.

Mas o que é isso exactamente?
Será que basta chegar aos 70 anos, sãos como pêros?

O que assusta realmente não é apenas a debilidade física, mas sim a solidão em que alguns idosos vivem e, principalmente, a vulnerabilidade que apresentam.

Há alguns dias atrás, assisti à cena de uma velhinha que demorou alguns (muitos) segundos a chegar ao balcão dos correios, chegando mesmo a perder a sua vez para o número seguinte que, entretanto, foi chamado.
Outra senhora (que devia sofrer de Parkinson) também revelou alguma dificuldade para executar a tarefa a que se propunha.
No jardim, não faltam reformados sozinhos a ler "A Bola" e o "Record"... ou simplesmente à espera que o tempo passe.
Nas ruas, caminham lentamente e, por vezes, algo desamparados, estando não raramente sujeitos a atropelamentos e assaltos.
Assustador... :(

Adoro pessoas de idade!
Tirando algumas que têm a mania que 'idade é posto', admiro a sua experiência e não perco uma possibilidade de ouvir histórias do passado, directamente da boca de quem as testemunhou.
São, na sua grande maioria, crianças grandes, com birras e gracinhas e aprecio este tipo de convívio quando é saudável.

Mas a incapacidade que acompanha quase sempre a velhice... essa não gosto nem de pensar.
A dependência de outros (muitas vezes estranhos) para o dia a dia mais básico.
O abandono a que são votados, por vezes, pelos próprios familiares.

Envelhecer com classe e dignidade ainda não é para qualquer um, pelo menos, em Portugal.
Resta-nos esperar que o nosso futuro seja diferente... para melhor, claro!



16 de agosto de 2004

Luxos

Nasci para ser rica!
Sinceramente, acredito que nasci para ser rica.

Disfrutar de um rendimento que me permitisse fazer tudo o que gosto, sem ter que trabalhar para isso.

O meu conceito de riqueza não é ter muito dinheiro no banco, apenas o suficiente para usufruir de alguns luxos:
pequeno-almoço sentada, com tempo e sem stress de 'horários de expediente';
massagens 3 vezes por semana;
todo o tipo de desporto todos os dias (equitação, danças de salão, step, musculação, natação, patinagem, ...);
empregada para manutenção da casa e da roupa (e, já agora, que me deixasse o jantar prontinho);
moradia com algum terreno à volta, com barbecue, piscina e garagem;
uma 2ª habitação na praia, com vista para o mar;
um carro bom, renovado regularmente ao quarto ano de uso (um renting seria o ideal);
dinheiro para viajar.

Há quem diga que me cansaria ao fim de pouco tempo.
Tenho sérias dúvidas que isso viesse a acontecer.

Com certeza encontraria uma ocupação útil e agradável.
Seria voluntária numa instituição de cariz social ou tornar-me-ia 'bloguista' profissional. :)

Digam lá se não nasci para ser dondoca?? ;)

13 de agosto de 2004

Massacre em Patras

Massacre em Patras

Um grupo radical iraquiano composto por onze homens atacou selvaticamente e de surpresa, com quatro bombas, uma expedição portuguesa à Grécia. Os membros da comitiva nacional ficaram num estado miserável. Os terroristas deixaram um rasto de destroços humanos junto às zonas dos ataques. Os portugueses sobreviventes estão muito apreensivos, com medo de serem atacados de igual forma por islamitas marroquinos e guerrilheiros costa-riquenhos.

E ainda dizem que o dia de azar é a sexta-feira, 13...